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воскресенье, 12 апреля 2015 г.

A Ucrânia é a mesma Rússia, só possessa pelo Ocidente

"Tempo de Dificuldades", uma constante da história russa.

Já passou um ano desde o início da guerra civil na Ucrânia, que evoca à memoria histórica dos russos o Tempo de Dificuldades do século XVII. Sofrendo de uma crise econômica e ideológica a Rússia ao final do século XVI caiu numa guerra civil total e esteve prestes de ser repartida entre a Polônia-Lituânia e a Suécia. Naquele tempo os cossacos («proto-ucranianos»), descontentes com o governo do tsar Boris Godunov, acompanharam os exércitos privados de oligarcas polacos em sua campanha contra a Rússia. É interessante que na primeira etapa o impostor Dmitri, o Falso I até foi bem recebido pelos russos, como um Dmitri “de Verdade” (como um filho legítimo do tsar-modelo Ivã IV, o Severo)!

Obviamente nos momentos da fraqueza do estado russo, suas periferias ficam vulneráveis para a manipulação dos inimigos e produzem as hordas dos cães selvagens, que levam a guerra para Moscou, ativando aos radicais políticos, elites contrariadas e grupos criminosos locais. O «Tempo de Dificuldades» se repetiu uma vez mais no início do século XX e está se repetindo agora mesmo on-line.

Sim, por um lado vemos uma transfiguração positiva da sociedade russa: os medíocres artistas de cinema viram os anjos da ajuda humanitária, os lavadores de autos viram os comandantes de tropas de elite – nossa sociedade, atomizada e humilhada durante os últimos 20 anos pela continua Reforma de Choque, depois da Criméia mostra uma surpreendente solidaridade e autoestima, produz aos verdadeiros heróis e lendas. Por outro lado também se manifestaram os nossos defeitos, se despertaram os nossos demônios. Nós continuamos no vácuo ideológico, preenchido pelo clericalismo medieval e antisovietismo vulgar do grupo governante, continuamos o curso neoliberal da econômia, quando a maioria do povo considera este curso fatal. A linguagem propagandistica do Kremlin é confusa e fraca.

Os calcanhares de Aquiles Russo

Sem dúvida a Criméia foi uma mudança radical do clima político na Rússia. A reintegração da Rússia com a Criméia colocou o grupo governante de Putin no mesmo barco com o povo. Agora não só os russos são um «povo errado» (conforme à russofobia ocidental, cuja história começa no século XI desde o Cisma da Igreja de 1054), agora o nosso líder nacional também perdeu sua coroa do “único europeu no país bárbaro”. Já não é um gerênte do capital estrangeiro, como Pinochet, mas quem é? O ditador argentino que quis reconquistar as Ilhas Malvinas, Leopoldo Galtieri? Ou um novo Lenin-Stalin, que pode re-sintetizar a grande Rússia numa forma moderna? Então, esperamos que o grupo governante e as elites também compartam o preço que pagamos por ter recuperado nossa subjetividade. Se não observamos este balanço, nos espera uma repetição das catástrofes do século XVII, dos anos 1917 e 1991, quando os grupos governantes perderam o controle sobre as elites e ao mesmo tempo perderam a confiança e respeito do povo.

Nova Ucrânia e Nova Rússia (Novorossiya)

Na dimenção global da guerra civil ucraniana vemos por um lado aos ucranianos pró-EUA e por outro lado aos ucranianos pró-Rússia.

Os pró-EUA acham que esta guerra é uma agressão da Rússia que quer liquidar a Ucrânia, porque esta Ucrânia é só um parasita intermediário do negócio entre a Rússia e a Alemanha. É lógico que esta Ucrânia parasita lute por sua sobrevivência, mobilizando seus recursos humanos com ajuda dos canais midiáticos e administrativos que ela controla. Esta Ucrânia afirma que a Rússia atual e seu negócio com a Alemanha é um nonsense, a Rússia atual deve ser destruída e substituida por uma Nova Ucrânia. Esta Ucrânia não quer tanto se associar com a UE, como ela quer destruir e substituir a Rússia, por isso ela se associa mais com os EUA.

Os pró-Rússia acham que esta guerra é uma agressão dos EUA contra a Rússia a fim de reconfigurar o mercado europeu de energia e congelar os projetos globais da Rússia (União Euroasiática, BRICS, OCX, etc.). É lógico que esta Ucrânia pró-Rússia se associe com a Rússia e tem medo da perda de controle sobre sua riqueza natural e industrial. Esta Ucrânia pró-Rússia afirma que as ambições da Ucrânia parasita são um nonsense, a Ucrânia atual deve ser reformatada e substituída por uma Nova Rússia.

A esta altura do campeonato vemos que os EUA financiam aos radicais neonazistas ucranianos, a bandeira dos EUA está colada sobre o escritório do SBU em Kiev (Serviço da Segurança Estatal), onde os consultores dos EUA ocupam um andar completo e tomam todas as decisões importantes para Kiev. Claro, que a «Ucrânia» atual é um protetorado dos EUA! Para os EUA «Ucrânia» é um “vírus trojan” que deve “crackear o disco duro” da Rússia e roubar seu dinheiro.

Ao mesmo tempo vemos que a Rússia apoia aos rebeldes do Leste, a bandeira da Rússia está colada sobre o prédio da OGA em Donetsk (Administração da RPD), os consultores do Kremlin também tomam todas as decisões importantes para as RPD e RPL. A Novorossiya atual é um protetorado da Rússia! A Novorossiya é um “vírus trojan” para “crackear o disco duro” da Ucrânia parasita e se livrar de suas comissões.

Ok, a situação esta clara ao nível global, mas na dimenção local, ao nivel molecular da movida vemos por um lado aos ucranianos russofóbicos e por outro lado - aos ucranianos russófilos. Se os primeiros lutam por uma Nova Ucrânia, purgada dos tarados elementos russos. Os segundos lutam por uma Nova Rússia, purgada dos tarados elementos ucranianos.

Washington financia a Nova Ucrânia só em parte, é possivel que a maior parte do financiamento das Forças Armadas da Ucrânia venha da sociedade da Ucrânia mesma (doações tanto voluntárias, como forçadas). E este mesmo fenômeno é característico para a Nova Rússia, que recebe a maior parte do financiamento não de Moscou, senão da sociedade russa.

Fator étnico e lingua

Fator étnico e lingua não são decisivos para esta guerra. Muitos russos étnicos lutam nas Forças Armadas da Ucrânia pró-EUA, como também muitos ucranianos étnicos lutam nas Forças Armadas da Novorossiya pró-Rússia. Há mais ucranianos étnicos nos governos da RPD e RPL que no governo da Ucrânia (que também tem aos ministros estrangeiros, criados nos tubos de ensaio da CIA – são representantes dos EUA, Lituânia, Geórgia). Ambas as partes ainda falam russo: um 83% dos cidadãos da «antiga» Ucrânia eram russo-falantes nativos em 2008 [1.] (os ministros estrangeiros falam russo também!).

Ou seja, não se enfrentam tanto as etnias ou línguas, como dois modelos de Futuro: uma Ucrânia derrussificada e pró-EUA e outra Ucrânia pró-Rússia. Os russos e ucranianos, que falam o idioma russo e lutam por uma Ucrânia pró-EUA, acham o “mito ucraniano” superior ao “mito russo” [2.], eles sendo falantes de russo querem que seus filhos num futuro próximo falem a língua ucraniana, eles estão a favor de uma ucranização e derrussificação forçadas. Mas isso não acontece na Criméia e Novorossiya, onde tem várias línguas estatais: russa, ucraniana, tártara (na Criméia), como também há ideias de introduzir a língua grega para a Novorossiya. Constamos que se enfrentam dois conceitos: assimilação forçada e um mosaico imperial. Enfrentamento esse que também se verificou na desintegração da Iugoslávia em locais como Krajina contra a Croácia Neo-Ustashe, na Republika Srpska contra a Bósnia Neo-Otomana e em Kosovo contra o Exército de Libertação de Kosovo (os três apoiados pelo Ocidente e a OTAN).

É lógico que na primeira etapa da crise se actualizasse o tema da federalização que poderia resolver as contradições. Por que não? A parte pró-EUA e a pró-Rússia se separam e vão embora cada uma para suas casas: já construídas (!) em forma das “euroregiões” [3.]. Mas o tema da federalização foi silenciada pelas elites governantes da Ucrânia: “a federalização deve ser feita desde baixo e não desde cima”. Que argumento mais ridículo (repetido por todos os presidentes da Ucrânia, menos Yanukovich) - como se a Ucrânia unitária não fosse feita desde cima! Como se a guerra civil não é suficiente “desde baixo”. Em lugar de uma separação pacífica a“comunidade mundial” recomenda ao esposos matar um ao outro, muito bom! Mas se pode entender isso: a tarefa não é colmatar diferenças, senão destruir e substituir a Rússia, como feito com a Iugoslávia, o Iraque e a Líbia anteriormente e como está tentando se fazer com a Síria.

Fator nacional vs multinacional

prefeito de Moscou conforme aos neonazistas
Os fatores étnico e linguístico não são suficientemente fortes, embora eles também estejam em jogo: a propaganda oficialista de Kiev costuma elogiar os ucranianos da Galícia (os menos russificados) como os ucranianos modelo [4.], a primeira lei tomada pela junta foi a lei sobre discriminação da língua russa. Mas o desafio principal deste conflito geoeconômico é nacionalização: uma Ucrânia bonzinha/européia/correta/NACIONAL vs uma Rússia monstruosa/asiática/errada/MULTINACIONAL [5.], com a primeira sendo apresentada como uma espécie de barreira do Ocidente “civilizado” contra a “barbárie asiática” imputada à Rússia, uma retórica que em sua essência é a mesma da “Muralha do Cristandade Ocidental” usada pela Polônia ao longo de sua história para com seus inimigos meridionais e orientais [6.].

A propaganda ucraniana costuma falar em seu delírio sobre as tropas de chechenos, buriatos, cossacos... As hordas multinacionais da Rússia uma vez mais atacaram a pobre nação ucraniana! É oportuno recordar ao pai da Ucrânia Vladímir Lenin, que escreviu em junho de 1917: “O tsarismo maldito convertia os russos em carrascos do povo ucraniano...”. Os Lenins de hoje que destruem os monumentos aos Lenins de antes diríam em vez do “tsarismo” – “putinismo”. Seja “putinismo”, “URSSismo”, “tsarismo”, “hordismo”, sempre é um enfrentamento entre uma Ucrânia bonzinha/européia/correta/NACIONAL e uma Rússia monstruosa/asiática/errada/MULTINACIONAL [7.]. Enfrentamento esse que em nada difere do enfrentamento entre a Eslovênia e a Croácia bonzinhas/européias/corretas/NACIONAIS e a Iugoslávia monstruosa/asiática/errada/MULTINACIONAL na década retrasada.

Nacionalismo russo entre EUA e EUA

É curiosa a situação na qual se encontram hoje os nacionalistas russos. Eles também odeiam a Rússia monstruosa/asiática/errada/MULTINACIONAL e igual aos nacionalistas ucranianos querem assimilar as etnias diferentes de seu país. Uma parte deles inveja muito aos nacionalistas ucranianos, apoia aos ucranianos pró-EUA, porque eles querem destruir a Rússia de hoje, uma Rússia “errada” (conforme a eles). Ao mesmo tempo resulta que estes nacionalistas russos para destruir a Rússia multinacional sacrificam aos russos étnicos mesmos, que moram no Sudeste da Ucrânia [8.]. Outra parte dos nacionalistas russos apoia a Nova Rússia, que deve virar uma base para a revolução nacional na Rússia mesma, eles querem acabar com a Ucrânia como com um projeto anti-russo e espalhar a “primaveira russa” na mesma Rússia. Possivelmente muitos destes nacionalistas entendem que a “primaveira russa” na mesma Rússia não tenha muitos chances, eles vem que a Novorossiya está virando um protetorado da Rússia tão odiada, mas eles não podem tolerar as purgas étnicas contra os russos no Leste da Ucrânia.

Vemos que uns nacionaliatas russos apoiam o nacionalismo ucraniano, porque este é uma velha boa arma do Ocidente contra o “Império Russo”, quando os outros nacionalistas russos apoiam aos russos étnicos na Ucrânia, porque acreditam na conscientização nacional dos russos a base da luta pela liberação nacional da Novorossiya contra o chauvinismo ucraniano. Uns esperam a revolução nacional russa mediante a ajuda para Ucrânia, os outros a esperam mediante a luta contra a Ucrânia.

Contudo ambos nacionalismos: tanto russo (ucrainófilo e ucrainofóbico), como ucraniano odeiam o «Império Russo». Por isso teoricamente os EUA poderiam financiar ambos! Agora os EUA mantem o nacionalismo ucraniano, mas há idéias de “distribuição de pão e biscoitos” para os nacionalistas russos também. A confederação da Ucrânia e ajuda total ao estado nacional dos russos da Novorossiya é uma receita do jornal conservador “The American Thinker” [9.]: o Ocidente deveria abandonar o projeto “Ucrânia”, porque é uma piada de Deus, o Ocidente deveria crear uma república nacional russa em Novorossiya, um modelo a seguir para a mesma Rússia (tipo a Alemanha Ocidental para a Oriental, a Coréia do Sul para a do Norte, o Iêmen do Sul para o do Norte, Taiwan para a China)! Embora esta oferta seja exótica ela tem sua lógica, e tecnicamente é factível...

Caramba! Certos nacionalistas russos, inimigos do «Império Russo» até se sentem esquecidos pelos EUA e roubados pelos nacionalistas ucranianos. Um dos líderes dos radicais neonazis russos Dmitri Diómushkin diz que o nome “Pravi Sektor” (trademark) foi roubado dele. O redator do jornal nacionalista glamour mais popular da Rússia “Sputnik e Pogrom” Egor Prosvirnin quis abrir uma filial de seu jornal em Kiev, mas também foi roubado pelos ucranianos: afirma que lhe roubaram a idéia e o nome “Petr e Mazepa”. Os redatores de “Petr e Mazepa” reconhecem o fato de roubo e oferecem seus serviços aos EUA – de um bocal de nacionalismo russo numa Ucrânia pró-EUA. Por agora a idéia de uma Nova Rússia pró-EUA parece bizarra, mas se o projeto da “Ucrânia” falha, una Nova Rússia pró-EUA vai virar atual! De todas as formas se a Rússia «monstruosa/asiática/errada/MULTINACIONAL» não conseguir gerar um novo projeto combinatório mais viável do que as aventuras sanguinárias dos EUA e seus lacaios da UE, é muito possível que os selvagens cães liberais e nacionalistas cheguem à guerra civil para Moscou, como já foi feito no século XVII.

Edição de Eduardo Consolo dos Santos

1. http://www.gallup.com/poll/109228/Russian-Language-Enjoying-Boost-PostSoviet-States.aspx?utm_source=Russian%20Language&utm_medium=search&utm_campaign=tiles

2. http://guiademoscou.blogspot.ru/2014/06/maidan-ou-horda.html

3. Euro-região Donbass: Lugansk, Donetsk (Ucrânia) + Rostov, Voronezh (Rússia); euro-região Dnepr: Chernigov (Ucrânia) + Briansk (Rússia) + Gomel (Bielorrússia); euro-região Slobozhanshina: Kharkov (Ucrânia) + Belgorod (Rússia); euro-região Karpaty: 19 regiões da Ucrânia, Polônia, Eslováquia, Hungria e Romênia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Euro-regi%C3%A3o

4. http://guiademoscou.blogspot.ru/2014/03/dividir-ucrania-para-conquistar-russia.html

5. http://www.globalresearch.ca/ukraine-military-high-command-confirms-no-russian-invasion-or-regular-troops-presence-of-nato-forces-in-donbass/5431369

6. http://en.wikipedia.org/wiki/Antemurale_myth

7. http://guiademoscou.blogspot.ru/2015/02/eterno-retorno-de-stalinismo.html

8. http://www.pco.org.br/internacional/lider-neonazista-diz-que-os-moradores-de-donbass-deveriam-ser-deportados/apib,o.html

9. http://www.americanthinker.com/articles/2015/04/ukraine_a_contrarian_approach.html#ixzz3WBhvkGA1

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воскресенье, 25 мая 2014 г.

Quem são os separatistas na Ucrânia?


frases (protestas "pacificas", democracia, etc.) e ...bases
Agora é moda comparar as repúblicas autoproclamadas pró-russas no Sudeste de "estado falido (failed state)" da Ucrânia com a República Chechena de Ichkeria, autoproclamada pelos fanáticos muçulmanos no Cáucaso Russo [1].

A lógica é seguinte: a Rússia lutava (e continua lutando) contra o separatismo gerado no Cáucaso pela quebra da legitimidade do governo federal nos anos 90. A capital da república autoproclamada de Ichkeria foi apagada da face da Terra com a técnica pesada do exército russo (e reconstruída faz pouco tempo). Então, por que a Ucrânia pese a crise da legitimidade, não pode exercer a operação antiterrorista em seu território? Essa lógica, desenhada dentro do Departamento do Estado dos EUA, se repete pela propaganda de Kiev e por todos os opositores do grupo governante de Putin dentro da Rússia.

Assim os críticos incriminam a Rússia uma moralidade de duplo padrão.

Até um dos principais canais da Rússia pela confusão de seus redatores estúpidos usou um vídeo da operação antiterrorista, exercida pelas tropas russas em Kabardino-Balkária (uma república da Federação Russa situada no sul do país, mais precisamente no norte do Cáucaso) para ilustrar a missão punitiva de Kiev na cidade de Slaviansk. "Não acham isso o cúmulo da hipocrisia"? - dizem os torcedores do golpe de estado na Ucrânia.

Não, não achamos.

Achamos que a Rússia tem um problema bastante grave dos trabalhadores incompetentes em muitas esferas, o jornalismo incluso. Obviamente os erros dos jornalistas são como "fogo amigo" durante as batalhas informativas, esses erros custam muito, mas não achamos parecidos os casos da guerra na Chechênia (e em outras repúplicas muçulmanas infectadas pelos radicais) com a guerra civil na Ucrânia.

1. É verdade que a Ucrânia atualmente vive uma terrível crise da legitimidade, mas essa crise não começou no inverno de 2013, nem durante a Revolução Laranja em 2004, senão em 1991, se falamos do século XX (na realidade essa crise acompanha a história da nação ucraniana a partir do século XVI, mas foi superada nos períodos de estabilidade da Rússia [2]). Uma significante parte do povo ucraniano se identifica com a Rússia. As palavras "o mundo russo" não são um som vazio. Mas de 80% dos cidadãos da Ucrânia afirmavam em 2008 que a língua russa é sua língua materna [3].

um fôlder goebbeliano para a Ucrânia

Então os verdadeiros separatistas são as elites ucranianas que querem separar uma grande parte do povo ucraniano do sistema-mundo da Rússia em termos de Wallerstein (e elas conseguiram lavar os cérebros de muitos jovens. É curioso que muitos neonazistas ucranianos não falam a língua ucraniana, senão a russa, ao mesmo tempo odiando a Rússia).


Aliás, não pode ser assim que todo o mundo na Ucrânia aceite a ucranização forçada, imposta por Kiev durante os últimos 20 anos.

Se os separatistas chechenos realizaram um genocídio físico dos russos na Chechênia e queriam impor a Sharia a todos os chechenos, a nova elite ucraniana acudiu à assimilação forçada linguística dos ucranianos pró-Rússia - ao linguicídio - e quer lhes impor sua própria visão de história.

2. A elite atual da Ucrânia esta inspirada na experiência da parte ocidental da Ucrânia - a Galícia. Mas justo ali na Galícia, igual que na Chechênia, durante a Segunda Guerra Mundial foi notável o colaboracionismo em massa com os nazistas (a ponto de uma divisão local da Waffen SS ter sido criada), justificado pelo separatismo contra URSS!

Agora os sucessores da divisão SS Halychyna e do Legião do Cáucaso do Norte da Wehrmacht continuam lutando pela separação da Rússia, e eles lutam juntos ao pé das letras (as novas gerações de UNA-UNSO [4] participaram na guerra da Chechênia contra a Rússia) [5]. Os lideres dos neonazistas ucranianos abertamente pedem aos terroristas do Caúcaso russo que lhes ajudem contra a Rússia [6].

3. A nova elite de Kiev pratica o terror contra o povo pacífico igual que os terroristas chechenos: a missão punitiva contra a cidade de Odessa é parecida aos atentados terroristas mais cruéis que praticaram os radicais muçulmanos na Rússia [7].

4. A Ucrânia Ocidental, o motor da russofobia separatista ucraniana é muito parecida ao Cáucaso russo: são regiões fronteiriças, atrasadas, agrícolas, com alta tensão demográfica e apadrinhadas tradicionalmente pelas inteligências estrangeiras.

5. A nova elite de Kiev, igual que os vahhabis da Chechênia, guerreiam contra seu próprio povo: os primeiros desumanizaram uma parte dos ucranianos pró-Rússia, dando-lhes as alcunhas humilhantes como os "сolorados" (pela cinta de São Jorge, símbolo da vitória na Segunda Guerra Mundial, que conforme aos neonazistas é parecida ao besouro do Colorado), quando os vahhabis chechenos desumanizam a seus compatriotas, marcando-lhes como os "cafres".


6. O separatismo russofóbico da Ucrânia atual, igual que o separatismo dos terroristas do Cáucaso, não esta orientado só à separação da Rússia (do sistema-mundo da Rússia). Os radicais ucranianos sonham com uma Ucrânia dos Cárpatos até o rio Volga e o norte do Cáucaso (Vale lembrar que os atuais radicais não foram os primeiros a advogar tal ideia. Em seu livro “Die Ukraine” [publicado na Alemanha em 1939], o georgiano pró-nazista Mikhail Tsulukidze advoga uma Ucrânia com tal extensão territorial [8]) e tem reivindicações territoriais para a Rússia. Igual que os separatistas radicais do Cáucaso não guerreiam pela independência da Chechênia ou do Daguestão (são repúblicas étnicas dentro da Federação Russa e tem suficiente independência), senão pelo Emirado do Cáucaso, que também tem reivindicações territoriais para a Rússia, visando à restauração do Califado do Norte da África até o rio Volga.

7. A Ucrânia Ocidental tem seu solo cultural cheio de bombas e além disso tem muitos motivos para manter seus povos estressados: as comunidades dessas regiões já estão fartas da criminalidade desenfreada, coberta pelas inteligências estrangeiras para alimentar as tendências extremistas locais. E são os mesmos crimes - aqueles que castigam as duas regiões - o tráfico de drogas e venda de álcool falso.

Os leitores podem ver que a mesma junta de Kiev é mais parecida por seu gênesis e modo de atuar aos separatistas radicais do Cáucaso Russo

Também é importante dizer que as repúblicas do Cáucaso tem muita autonomia dentro da Rússia e na realidade não tem motivos suficientes para se separar da Rússia, porque a Rússia é uma federação, enquanto a Ucrânia recusa as autonomias culturais para suas regiões do Sudeste.

Achamos que a situação na Ucrânia é mais parecida à agressão da OTAN contra a República Federal da Iugoslávia [9]: os radicais chechenos fazem no Cáucaso Russo o mesmo papel dos kosovares albaneses, passando a faca em todos os russos (igual que os albaneses organizaram uma purga étnica dos sérvios no Kosovo), os radicais ucranianos tem que transformar a Ucrânia numa nova Croácia. O sudeste da Ucrânia nessa situação vira a República Sérvia de Krajina, que ficou ilhada dentro da Croácia neo-ustashista [10]. Os esquemas da radicalização da Ucrânia são idénticas aos esquemas experimentados na Croacia [11].

Fontes de informações: