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воскресенье, 14 мая 2017 г.

Liev Tolstói sobre Moscou


“Fedor, pedras, luxo, pobreza. Devassidão. Se reuniram os malfeitores, que roubaram o povo, eles recrutaram os soldados, juízes para proteger sua orgia, e banqueteiam. O povo não tem mais nada a fazer se não sacar o roubado, aproveitando-se das paixões dessa gente”.

Leia mais:
http://guiademoscu.com/?p=1077

https://www.facebook.com/events/486879685034526/?active_tab=discussion

Fiódor Dostoiévski sobre a Rússia dos Romanov

Um monólogo modelo de um liberal russo do século XIX, desenhado por Fiódor Dostoiévski:

“…em todo o mundo é principalmente na Rússia que hoje qualquer coisa pode acontecer sem a mínima resistência. Compreendo bem demais porque os russos de condição estão todos debandando para o estrangeiro, e em número cada vez maior a cada ano que passa. Simplesmente por instinto. Se o navio está afundando, os ratos são os primeiros a fugir. A Santa Rússia é um país de madeira, miserável e… perigoso, um país de miseráveis orgulhosos em suas camadas superiores, enquanto a imensa maioria mora em pequenas isbás de alicerces instáveis. Ela ficará contente com qualquer saída, basta apenas que lhe expliquem bem. Só o governo ainda quer resistir, mas fica agitando um porrete no escuro e batendo sua própria gente. Aqui tudo esta sentenciado e condenado. A Rússia como é não tem futuro. Eu me tornei alemão e considero isso uma honra para mim” (extraído do livro “Os demônios”).

É surpreendente como essa posição ainda seja atual hoje, no século XXI, por causa da restauração do capitalismo periférico nos anos 1991-2017, muito semelhante ao estilo dos últimos Romanov.

Fonte: http://guiademoscu.com/?p=1090

воскресенье, 24 января 2016 г.

Por que Putin tem medo de Lenin?


A revolução será sim televisionada! O Lênin é interpretado por Leo Di Caprio, ouviu! O autor do roteiro é Gene Sharp, caramba!


Pelo menos no famoso estúdio de cine russo Lenfilm (Len - de Lênin) não há dúvidas de que tal filme sobre Lênin Di Caprio será um grande sucesso. A revolução é um tema sério, "a coisa tá russa"! Só os russos de hoje não valorizam sua história do século XX... Não foi a Lenfilm que se lembrou de Lênin, senão um playboy de Hollywood.

E o filme sobre Lênin, um ícone da revolução, é oportuno como nunca. O núcleo do sistema-mundo está em crise: as potências grandes brigam pelos mercados esgotados (aqui entre os intelectuais volta à moda Karl Marx & Co), enquanto as periferias do mundo são formatadas conforme as novas rotas de comércio, desenhadas desde o centro (os intelectuais "periféricos" sempre andam atrasados, vestidos de "conservadores", optando pelos filósofos de direita - o "second hand" europeu).

A Rússia, mãe da Revolução, virou contra-revolucionaria

Se o núcleo do mundo sofre de uma crise de identidade, a hegemonia dos EUA esta na bancarrota (com frecuência estas crises se tornam grandes guerras), as periferias sofrem das "ondas revolucionárias", que já destruíram o espaço post soviético ("revoluções coloridas"), sacudiram o mundo árabe ("primavera árabe"), e elas já estão atingindo a Rússia, penetrando a Ásia, aproximando-se dà China.

A revolução é vista hoje como um simples “regime change”. Os “revolucionários” de hoje já não querem mudar o mundo, senão se adaptar ao mundo finalizado conforme padrões dos EUA. Os países “párias” que desafiam estes padrões são xingados como contra-revolucionários.

Como um dos obstáculos principais para a hegemonia dos EUA foi abertamente qualificada a Rússia (que honra!). O Ocidente declarou uma guerra híbrida à Russia de Putin, provocando um cisma entre as elites russas e deslegitimando o grupo governante de Putin. Para empurrar a Rússia à uma revolução, a Ucrânia é afogada numa guerra civil

Não é de surpreender que nos últimos anos o imaginário coletivo dos russos viva uma nova revisão da história da Revolução Russa de 1905-1917. Não é a primeira vez e esperamos que não seja a última.

Abaixo, à grosso modo, vamos apresentar a interpretação da Revolução Russa de 1905-1917 segundo o atual grupo governante da Rússia e seus intelectuais cortesões:

1) A Revolução de 1905-1917 na Rússia foi um Maidan, um teatralizado “regime change”, orquestrado desde estrangeiro. Como o Maidan foi só um elo da cadeia dos golpes de estados no espaço post-soviético, a Revolução Russa de 1905-1917 também foi só um dos elementos da “onda revolucionaria” do inicio do século XX (Rússia, Império Otomano, México, China).

É impressionante como certas recreações da Revolução Russa pelo cinema soviético pintem o Maidan de hoje!



2) Os beneficiários da Revolução Russa de 1905 e de Fevereiro de 1917 foram, antes de tudo, os anglosaxões e japoneses. 

As reuniões dos radicais russos do inicio do século XX se passavam em Londres e Zurique. E os radicais de hoje preferem quase as mesmas cidades: ex-oligarca Jodorkovski mora na Suiza e ex-oligarca Berezovski morou em Lóndres.

Sem dúvida os opositores receberam o dinheiro do Japão para a Revolução de 1905 (no contexto da guerra entre a Rússia e o Japão). Hoje estão ativados os mesmos enredos geopolíticos:



3) as tecnologias da mobilização revolucionaria também não mudaram muito desde 1905 (a Revolução Russa de 1905, por sua vez, foi uma copia perfeita das revoluções europeias de 1848). Gene Sharp não descobriu nada novo:

- as greves dos setores de infraestrutura para paralizar a vida normal nas cidades mais importantes
- as campanhas de banquetes para a imprensa liberal com fim de radicalizar a opinião pública
- mobilização dos estudantes para as manifestações não violentas (entre aspas), que geralmente se tornam os crueis enfrentamentos com a policia (provocados pelos radicais, infiltrados entre a molecada de estudantes).
- boicote dos intelectuais conservadores, etc.

Tudo que serve para radicalizar o povo, cismar as elites e deslegitimar o grupo governante.

Lev Tolstoi, Máximo Gorki, Vladímir Mayakovski, Vladímir Korolenko, etc. foram um coletivo Pussy Riot do inicio do século XX (sim, vivemos uma terrível degradação, mas ao mesmo tempo devemos reconhecer que hoje a oposição russa no campo cultural não é apresentada somente pelas mediocres Pussy Riot, mas também tem escritores importantes como E.Limonov (nacional-bolchevique), V.Sorókin (liberal), etc. Simplesmente, Pussy Riot são mais convenientes para a promoção. Não nos esqueçamos do último Premio Nobel por literatura do ano 2015).

4) as elites opositoras são uma chave da revolução. É sabido que depois da revolução de Fevereiro de 1917 (quando ganhou o governo provisório formado pelos masons anglófilos) o primo do czar Nikolai II - grande príncipe Kirill até põe um laço vermelho. Foram os “caras” mais próximos ao czar que o fizeram abdicar do trono russo. 

Claro, que as elites eram liberais, mas até entre elas havia também personagens radicais: por exemplo, a organizadora do atentado contra o czar Alexandr II em 1881 foi Sofia Peróvskaya, uma filha do governador de São Petersburgo! Ela não precisava de dinheiro. A diferença de Alexandr Ulianov, irmão de V.Lênin: Alexandr teve que vender sua medalha de ouro (era um estudante brilhante) para comprar os componentes da bomba, endereçada ao czar Alexandr III. 

Queremos dizer que não há nada surpreendente que a afilhada do presidente V.Putin Ksenia Sobchak fosse uma dos glamour-comandantes das revoltas em Moscou em 2012 (K.Sobchak é filha do prefeito liberal e odioso de São Petersburgo Anatolli Sobchak, V.Putin trabalhou nessa prefeitura nos anos 90, muito amigo de A.Sobchak).

5) os revolucionários sonham com uma revolução, e as revoluções acontecem nos momentos da perda da legitimidade por grupo governante. É ridículo falar da ilegitimidade das revoluções. Claro que as revoluções sempre são ilegítimas! Como os governos desafiados por revoluções sempre são os governos que têm pouca legitimidade.

E os revolucionários costumam argumentar com violência brutal (quando o governo já perdeu seu monopólio sobre o uso da força). Um dos mems do Maidan - combatente brutal do braço militar de Pravi Sektor Sashkó Bily é parecido com o marinheiro-anarquista Zhelezniak quem dissolveu com as armas a Assembleia Constituinte Russa em janeiro de 1918. Assim que os radicais russos: bolcheviques e socialistas revolucionários de esquerda conseguiram monopolizar o poder (isso não aconteceu na Ucrânia, onde os radicais são uma clássica bucha de canhão, manipulada pelos liberais).


Sim, os bolcheviques subiram ao poder por meio de um golpe (contra o Governo Provisório do capital estrangeiro).

Sim, os bolcheviques eram muito radicais, o que em parte foi uma das causas da guerra civil (não a principal): por exemplo, os bolcheviques igualizaram um voto de operário a 5 votos de camponeses.

Sim, aos bolcheviques não lhes importava a “legitimidade”.

7) Como as massas não por todas partes costumam apoiar os revolucionários é frecuente o uso dos mercenários (o que não é decisivo). Igual ao Maidan Ucraniano, segundo alguns historiadores a Revolução Russa também teve este episódio: se trata da participação no Exército Vermelho de chineses (húngaros e letôneos tiveram antes de tudo os motivos ideológicos).

Podemos continuar estes paralelos entre a Revolução Russa de 1905-1917 e o Madian da Ucrânia. Estes paralelos são possíveis iguais aos paralelos entre Israel e o Terceiro Reich.

E na Rússia é bastante comum ouvir falar desses paralelos ao presidente V.Putin, ministro da cultura V.Medínski, vice-presidente do parlamento V.Zhirinóvski, escritor N.Stárikov (presidente do movimento “Anti-Maidan”), etc.

Achamos que, sem dúvida, existe fundamento para tais paralelos, mas não se pode ignorar a específica do golpe de Outubro de 1917:


Foi a primeira vez na história quando os radicais (“marionetas”) conseguiram interceptar o poder de liberais e de seus padrinhos estrangeiros (“marionetistas”). Os bolcheviques restauraram o império russo numa forma mais moderna e muito mais justa, além disso eles conseguiram fazer seu modelo atrativo para uma significante parte do mundo.




Para sobreviver Putin deve virar bolchevique


Сada nova situação tem sua específica. A Rússia hoje não é um país de camponeses, a motivação do povo já não é tão simples como antes. Demograficamente a Rússia não sofre pressão de “уouth bulge”, como em 1905-1917. Ao mesmo tempo a geopolítica e as ferramentas de dominio não mudaram muito. É engraçado que o mesmo Putin & Co para defender sua subjetividade histórica tem que atuar justo como bolcheviques:

Os bolcheviques recusaram de pagar as dívidas do czar aos bancos estrangeiros (um dos motivos da intervenção militar da Inglaterra e França na guerra civil russa). Putin, hoje, também não quer pagar as “indemnizações” aos “inversionistas” de Yukos.

Os bolcheviques prenderam os nacionalismos étnicos oferecendo um modelo de autogestão no marco da União das RSS e antes de tudo apresentando a justiça econômico-social, satisfatória para a maioria dos camponeses multiétnicos. Putin faz a mesma coisa, desenhando a União EuroAsiana. Só o “pragmatismo econômico” de seu grupo governante é bastante hipócrita e pouco atrativo para um homem pequeno.

Os bolcheviques tiveram o problema da luta dentro do partido entre os estalinistas realistas (social-localistas) e os trotskistas fanáticos (social-globalistas). Parece que Putin também sofre desta forma de esquizofrenia dentro de seu grupo governante (estadistas-patriotas vs liberais-globalistas).

O drama da situação atual é o mutismo intelectual de Putin (apesar de sua charlataneria), é um drama de ausência da linguagem vanguardista para se explicar com confiança a seu próprio povo e aos simpatizantes estrangeiros.

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суббота, 9 января 2016 г.

Uma reflexão sobre o "automobilicídio" em Moscou, que pode virar um "automaidan"


Os automobilistas de Moscou se queixam de "automobilicídio", realizado pela Prefeitura de capital.

O que acontece é que a capital está super-sobrepovoada e com frequência fica paralisada pelo trânsito.

Se privatizamos recursos naturais, florestas, terras, moradias, setor energético, nós estamos privatizando a educação e medicina... Então por que não podemos privatizar o espaço de estacionamento em Moscou?! Claro, que a prefeitura fez isso!

Agora só as pessoas relativamente ricas podem usar os carros em Moscou, os demais tem que vendê-los e usar o transporte coletivo.

Como escrevemos antes, a coletivização é uma forma de economizar os recursos (em caso do "automobilicídio" os recursos são as rodovias).

A coletivização é uma mera ferramenta que pode ser usada tanto para o desenvolvimento como para degradação. Com a coletivização os Romanov conseguiram manter durante 3 séculos seu estilo parasitário de São Petersburgo. E com a mesma coletivização os soviéticos conseguiram industrializar o país e triunfar na II Guerra Mundial!

Parece que na situação da crise o governo de Putin tem que voltar a recorrer à coletivização ao estilo de São Petersburgo. Este período esteticamente é mais próximo aos gostos de nosso grupo governante. Pelo menos o presidente do Tribunal Constitucional da Rússia Valery Zórkin há pouco escreveu no jornal do governo da Rússia (Rossiiskaia Gazeta): "Pese a todos os custos da servidão, justo ela foi a base principal, que manteve a unidade interna da nação". Solidariedade mecânica, servidão... A pergunta é para quê?

вторник, 29 декабря 2015 г.

Império de cabeça para baixo




A mitologia antisoviética vulgar (à maneira dos nazistas ou dos EUA) ultimamente não aguenta críticas, por isso logicamente surge a demanda de nova expertise sobre a Rússia. Mencionamos alguns nomes da kremlinologia ocidental, que ofereceram as opiniões alternativas ao delírio de Hannah Arendt:

Stephen Kotkin. Magnetic Mountain: Stalinism as a Civilization
Terry Martin. The Affirmative Action Empire: Nations and Nationalism in the Soviet Union, 1923-1939.
Jochen Hellbeck. Revolution on my mind.
Claudio Nun Ingerflom. O cidadão impossível: as raízes russas do leninismo.
etc.


Não dizemos, que esses livros sejam pró-soviéticos ou pró Rússia, mas seus autores variaram um pouco as interpretações obscurantistas da época da Guerra Fria. 

Sem falar dos investigadores ocidentais, neste blog já apresentamos as ideias geniais dematemático russo Serguei Nefiódov. Além disso informamos a nossos leitores sobre as teorias de Vladimir Paperny (dialética de etatismo/liberalismo), de Alexandr Prójorov (dialética de movilização/estagnação).

Hoje oferecemos a vocês uma reflexão sobre um texto curioso, que analiza o fenômeno de autocolonização da Rússia. O autor em questão, Alexander Etkind é um culturólogo de origem soviética, que mora em Cambridge, beneficiado pelas contribuições das elites da Inglaterra e dos EUA. Na véspera da guerra civil na Ucrânia Alexander Etkind foi premiado por uma bolsa recorde na histórida de Cambridge (1 milhão de euros de HERA Consortium) com fim de realizar uma expertise das relações russo-ucranianas. De tal jeito as elites de Ocidente receberam de Etkind um novo pacote de códigos para crackear o disco duro da Rússia no teatro dos países do bloque "Intermarium". Em rigor, deveríamos dizer que Etkind traduziu para a língua do inimigo as ideias que flotam no ar dos jornais patrióticos russos durante os últimos 20 anos.


De um lado, Etikind continua "desmascarando" ivão-terrorismo, pedro-grandismo, stalinismo e, claro que, putin-ismo: seu texto está cheio de palavras como: anexação, ocupação, genocídio (sem nenhumas evidências factuais). Mas de outro lado, ele não esquece que os "bárbaros" russos vacinavam e alfabetizavam os povos da Sibéria, operavam o plebe da Prússia, fizeram crescer o nível de vida na Asia, etc. É como se Etkind quisesse provar que a experiência imperial da Rússia é o mesmo banho de sangue como no caso do colonialismo europeu (no contexto da "normalização" de história russa), mas ao mesmo tempo ele puxa as ideias de que o imperialismo russo é muito mais extravagante/absurdo/anacrônico do que a experiência ocidental (no contexto da satanização tradicional da Rússia).

Abaixo vou apresentar a lógica de Etkind, usando minhas próprias palavras e meus próprios exemplos:

1) A Rússia é um país que se autocoloniza e surge do resultado da autocolonização. 

É curioso que os russos não usem o termo "colonização" mas "o-svoi-enie" que se traduz como "desenvolvimento", que literalmente significa "apropriação das coisas que não pertencem a ninguém".

2) O sujeito da autocolonização são os grupos governantes. 

Se Etkind conhecesse Sergeui Nefiódov, ele poderia dizer que os grupos governantes da Rússia em etapas diferentes tiveram sotaques diferentes (normândico, bisantino, mongol, turco, polaco, holando-sueco, americano - em função da liderança tecnológica no mundo naquele período).

3) O objeto da autocolonização são os próprios territórios e povos ainda não "apropriados" ou "desenvolvidos". É importante salientar que estes territórios e povos não ficavam além-mar, o que quer dizer que não havia fronteiras "existenciais" entre as capitais e "autocolônias". Os "autocolonizados" não eram tão distantes para os "autocolonizadores" como os indígenas ou africanos eram para os europeus. Não havia fronteiras marítimas, nem de raça!

4) Os agentes de autocolonização eram o estado-exército, a igreja e também os civis: cossacos, desertores, sectários que fugiam do estadismo centralizador.

5) O motor econômico da autocolonização foi e segue sendo a dependência de monorrecursos, fossem eles peles, madeira ou trigo como na época pré-soviética, fossem eles gás e petróleo como na época pós-soviética. É engraçado que a medida tanto para as peles como para o petróleo seja um barril.

Embora a lógica de autocolonização pareça bastante simples, de fato ela tem muitos detalhes importantes.

Racismo cultural da elite russa

A particularidade da elite russa é que ela não era nem é muito russa, caracterizada pela presença das minorias étnicas: tártaros, gente de Cáucaso, polacos, alemães bálticos, russos pequenos (proto-ucranianos), judeus... O ingresso das elites "indígenas" ao grupo governante era uma forma imperial de integração dos povos "autocolonizados". Ao mesmo tempo de tal jeito o Império não deixa suceder à nação russa (isso é um lema constante dos nacionalistas russos). Os russos, como os demais povos da Rússia são objetos de autocolonização! Com isso, é muito importante que os russos sofram dos custos principais do Império (quando os tolos falam dos "sofrimentos" dos judeus no Império Russo, limitados um pouco na liberdade de movimento, eles se esquecem de dizer que no mesmo período uns 50% dos próprios russos eram escravos!).

Então vemos que na Rússia não há um povo opressor e povos oprimidos, senão um grupo governante multiétnico e um povo multiétnico governado por este grupo. Entre governadores e governados não havia nem mar nem distancia de raça, assim surgiu o problema de um marcador hierárquico. Este problema foi resulto na época de Pedro, o Grande, quando a elite foi forçada a se mudar para São Petersburgo, fazer a barba, vestir um terno europeu e aprender umas línguas européias (uma parte de elite que se revelou contra o czar em 1825 era tão desrussificada que durante seu juízo posterior ela precisaria dos intérpretes - falamos dos dezembristas). Assim, desde Pedro I começou uma duplificação da Rússia: em capital, São Petersburgo, a cidade menos russa, uma cópia de Amsterdã, vive a elite colonial, que fala francês e inglês, coleciona arte estrangeira, faz barba, veste à maneira européia e fora de São Petersburgo ficam as colonias povoadas pelos escravos, que produzem trigo para vender ao mercado europeu (desde XVIII). Este drama de isolamento da elite no seu próprio país foi vivido pelos mesmos intelectuais russos do século XIX, que até iniciaram o movimento do "populismo" (naródnichestvo em russo), coroado pela figura de Liev Tolstói. Lénine vai chamar Liev Tolstói o "espelho da revolução russa".

Gradiente Invertido ou um Império de cabeça para baixo


A.Etkind repete a idéia evidente de F.Braudel 
e C.Leví-Strauss, que o Ocidente se construiu do material de suas colônias. Ao longo do século XIX as metrópoles viraram os estados nacionais à custa de degradação das colonias. Isso se chama o gradiente imperial "normal", quando os Impérios vivem melhor de suas colônias. A Rússia é caracterizada pelo gradiente imperial "invertido". Na Rússia só os povos formadores do estado foram escravizados (russos grandes/russos, russos pequenos/ucranianos, russos brancos/bielorrussos). "Para 1861, escreve A.Etkind, - o nível de educação, de renda, <de expectativa de vida> de polacos, finlandeses, russos pequenos, russos da Sibéria, e possivelmente, de tártaros com judeus era mais alto do que de russos da parte central". Os russos da parte central eram o material do qual foi construído o Império Russo. Com isso os povos "autocolonizados" conseguiram viver melhor que o povo "autocolonizador". "Ao final do século XIX os impostos pagos pela povoação predominantemente russa, localizada em 31 estados, eram 2 vezes maior do que os impostos pagos pela povoação predominantemente não russa, localizada em 39 estados" (Mironov, 1999). Vamos marcar, que justo a parte central da Rússia, a parte mais pauperizada virou uma base do bolchevismo durante a guerra civil de 1918-1922.

Mercado interior vs exterior

A pauperização do Centro da Rússia, como custo da expansão, é um fenômeno da economia de trigo, que se formou após a conquista dos Mares Báltico e Negro no século XVIII. Antes do século XVIII a economia era mais primitiva e dependia das exportações de peles (esquilo, zibelina, etc.) e de madeira. Nesta situação o povo não foi visto pelo estado como um recurso e foi jogado à própria sorte. Se pode dizer que o povo foi supérfluo.

"Havia períodos, quando de acordo com as palavras de V.Kluchevsky "o estado se inchava, e o povo decaía". Também havia tempos quando decaía o estado. Ao estabelecer o negócio com Arkhangelsk em 1555, os ingleses estavam interessados pela madeira, cera e outras mercadorias de floresta; as peles formaram só uma pequena parte deste comércio (Bushkovitch 1980: 68). O rei da Inglaterra Jaime I valorizou tanto esta região, que em 1612-1613, quando as tropas da Polônia e cossacos tomaram Moscou, ele até analisava a possibilidade da colonização direita de Arkhangelsk (Dunning 1989; Kagarlitski 2003). Naquele então o negociante do rio Volga Kuzma Mínin salvou a Rússia, financiando a guerra <pela independência> das rendas de produção de sal: isso foi uma vitória da economia nova, na qual os recursos se produziam não para as exportações, senão para o consumo interior em massa".

Aqui também é oportuno dizer duas palavras sobre os "velhos crentes", sectários religiosos, que não aceitaram a Reforma da Igreja do czar Alexei Mijailovich (pai de Pedro, o Grande). Perseguidos, queimados vivos pelos Romanov, os velhos crentes para o século XIX ficaram marginalizados, eles não tiveram o acesso ao crédito estatal, tinham que pagar os impostos altos, etc. Assim, que eles formaram sua própria rede de negócios, orientada ao mercado interior (a diferencia dos exportadores Romanov). Segundo o historiador Alexander Pýzhikov os ultraconservadores velhos crentes, odiando aos Romanov e seu Império de São Petersburgo, até finanсiaram aos bolcheviques e podem ser considerados igual a certos generais do Exército Imperial como um dos elementos do projeto soviético.

Auto-psicanálise do Império Russo

Igual aos Impérios ocidentais o Império Russo financiou as missões antropológicas para entender melhor suas autocolonias. Mas a antropologia russa foi necessária apenas para estudar aos próximos russos e não aos distantes indígenas. Neste sentido os ministérios autocoloniais da Rússia foram o Ministério dos Assuntos Internos e Ministério de Terras Estatais. É importante que o primeiro dicionário da língua russa foi feito justo no marco duma investigação de seu próprio povo, organizada pelo estado (dicionário de Vladimir Dal). "August von Haxthausen, antropólogo prussiano (!), contratado pelo governo russo "...descobriu a comunidade de camponeses com suas "redistribuiões" regulares - redistribuições de terra entre as famílias de camponeses em função de suas necessidades. - escreve Alexandr Etkind. - Graças a estas redistribuições a terra fica baixo controle da comunidade e não de indivíduos. <...> Quando a elite russa vivia uma vida usual, baseada na propriedade privada e vícios sociais, os camponeses russos conservavam uma tradição nobre de república, oculta e desconhecida antes: a comunidade era "uma república livre e bem organizada", escreveu Haxthausen".

Contemporâneo de Haxthausen, emigrante político russo Alexandr Herzen considerou as comunidades democratas de camponeses como inicio e coração do socialismo russo, oposto ao Império de São Petersburgo. O conflito entre a comunidade de camponeses e Império vai se resolver mediante uma revolução, esperava Herzen: "É impossível destruir a comunidade de camponeses na Rússia, somente se o governo não vai decidir exiliar ou executar a varios milhões de pessoas". A tentativa de tal destruição de comunidade vai acontecer na época de Nikolai II mediante a reforma de Pyotr Stolypin (icone dos liberais russos do período pós soviético).

Alexandr Etkind não acha, que as comunidades de camponeses sejam só uma coisa russa, as comunidades são um controle remoto universal de Impérios, que costumam deixar uma parte secundária de gestões para os níveis mais baixos de pirâmide.

"As metrópoles estavam se tornando os estados nacionais, quando em suas colonias os Impérios não lidavam com os indvíduos, senão com os grupos organizados deles. Nos Impérios entres os indivíduos e estados existe um nível intermediário, que dá a origem e sentido à vida real - às práticas religiosas e cambio das gerações, procedimentos jurídicos e direitos de propriedade, cobrança de impostos e ajuda aos necessitados. No Império Russo tais grupos se chamavam as comunidades ou sociedades. Entre os judeus da Europa do Leste e da Rússia tais grupos se chamavam kahais. No Império Otomano eles se chamavam milletos, no Áustro-Húngaro - autonomias culturais".

Se para Haxthausen as comunidades de camponeses eram uma forma do comunismo natural, próprio à raça eslava, para muitos filósofos eurocentristas posteriores tal forma de agrupamento era um jeito de melhorar a eficiência de exploração (que no caso da Rússia pôde provir tanto dos mongóis, como dos Romanov, portadores da tradição colonial do Ocidente!).

O Império tinha interesse em que suas colonias internas se construíssem com base no princípio duma comunidade fechada, - escreve Alexandr Etkind. "Nas terras virgens e num ambiente hostil prosperava a gente, reunida pelas fortes relações não econômicas e também pela incomum ética de trabalho e pelas muito originais normas de vida coletiva". Etkind considera muito importante a influência da Igreja dos Irmãos Morávios sobre os russos ortodoxos, tártaros muçulmanos e calmucos budistas na região do rio Volga (veja a história da colônia alemã em Sarepta, perto de Tsarítsino (XVIII), o lugar que no século XX vivenciou um enfrentamento épcio entre os alemães e russos na batalha de Stalingrado).

Assim o coletivismo russo foi uma ferramenta de autocolonização, uma ferramenta prestada dos Impérios ocidentais e com uso da experiência de sectários protestantes! Alexandr Etkind formulou o aforismo: colonização = coletivização (como uma forma da administração imperial indireta, usada pelos Impérios por todo o mundo para evitar as explosões de violência e para frenar o nacionalismo). As comunidades de camponeses não são uma república, - deduz Etkind, porque não são associações voluntarias, que formam uma sociedade civil com uma solidaridade orgânica, "são pequenas prisões de povo", poderia dizer Etkind.

Hegemonia negativa, Orientalização das elites e Universalidade da Literatura Russa

O Império Russo não conseguiu dar para os povos autocolonizados nada positivo, - diz Etkind, - e ressalta que outras civilizações seja britânica, francesa, etc. também não conseguiram isso. É muito estranha esta afirmação e obviamente é errada no caso do" Império de cabeça para baixo" da URSS.

Ao mesmo tempo a nação imperial russa tem uma característica surpreendente de se assimilar aos povos conquistados, - reconhece Alexandr Etkind. Seu perfil imperial é único: humilde, responsivo e cosmpolita. Alexei Jomiakov escreveu nos anos 1840: "Ninguém americano nos EUA... não fala língua dos Peles Vermelhas... <...> O russo vê a todos os povos, delimitados nas fronteiras sem limites do Czarato de Norte, como seus irmãos, e até os Siberianos durante seus discursos de noite com frecuência usam a língua de seus vizinhos, Iakutos e Boratos. O cossaco arrojado de Cáucaso se casa com uma mulher dum aul Checheno, o camponês russo se casa com uma tártara ou mordovka, e a Rússia considera como sua gloria e alegria um bisneto do negro Hannibal <poeta nacional russo Púshkin>, quando os amantes de liberdade e pregadores de escravidão em América lhe negariam o direito da cidadania".
  
A assimilação também é uma característica de certas elites russas, que igual oo povo russo, se assimilavam às elites dos povos colonizados. Eu diria que as elites russas nas etapas de desenvolvimento se avatarizavam, mas continuavam construindo seu Império, sacrificando suas vidas igual ao povo russo, que suportava o peso principal do Império estranho.

Alexandr Etkind a pesar de sua visão critica do estranho imperialismo russo, reconhece o êxito da língua russa, como uma ferramenta de conscientização. "Quando os populistas russos, judeus-sionistas, ativistas muçulmanos se encontravam nas prisões de czar, eles discutiam a arte dos grandes escritores russos, de Púshkin a Tolstói. Olhando para trás a literatura russa parece uma ferramenta da hegemonia cultural extraordinariamente exitosa. Com seus clássicos, hereges e críticos a literatura russa conquistou mais admiradores entre os russos não russos e inimigos da Rússia do que outros empreendimentos do Império. Ao estandardizar a língua, ao criar um círculo comum dos significados e de tal jeito ao reunir seus leitores multilíngues, a literatura resultou um patrimônio muito valioso. Os czares e censores pouco entenderam e pouco valorizaram isso. Por isso o Império caiu, mas a literatura o sobreviveu".

Páthos anti-imperial de radicais e sectários

Tanto os ocidentalistas como os eslavófilos partiam da necessidade de superar o Império, inspirados nas idéias de Iluminismo, revolução americana, crítica da política britânica na Índia e antes de tudo, na rebelião polaca contra o Império Russo! Apoteose desta tendência foi a escola do historiador radical marxista Mijail Pokrovski (na etapa da chefia no partido de V.Lenine), quando, grosso modo, os líderes russos como Alexandr Névski ou Dmitri Donskoi se qualificavam como "inimigos de classe". Para a primeira fase da Revolução Russa o Império Russo foi uma "prisão dos povos".

É curioso que os radicais revolucionários também vissem os sectários religiosos (oponentes da Igreja Ortodoxa Russa) como um recurso da futura revolução. Mijail Bakúnin dizia que desde os tempos antigos o socialismo foi um modo de viver para os camponeses, sectários e ...gangues de ladrões. Os elementos anti-estatais se confundem com os elementos anti-imperiais. O anarquista Bakúnin foi um dos pais da Revolução Russa, quem inspirou o movimento dos populistas, intelectuais que dedicavam sua vida à educação do povo. Os populistas e seus seguidores socialistas-revolucionarios consideravam a "comunidade de camponeses" como um núcleo da futura sociedade de justiça. Contrariamente os liberais e social-demócratas (bolcheviques de Lenine também) achavam que a "comunidade" é um elemento arcaizador que deveria ser destruído. Nos termos de Alexandr Etkind Lenine poderia-se dizer que a decolonização dos povos da Rússia deve ser feita através da descoletivização. O governo do Império sem entender isso muito bem, compartía a visão dos liberais e social-democratas euro-centristas (na Europa a comunidade já foi destruida, os camponeses se atomizaram e foram embora para as cidades, onde se tornaram operários!). O filósofo Serguei Kara-Murza até chamou ao primeiro-ministro de Nikolai II Pyotr Stolypin "o pai da revolução russa", porque Stolypin mediante a pauperização dos camponeses e estimulação da saída de comunidades quis liquidar as comunidades de camponeses e criar uma nova burguesia de campo. Sua reforma contraria ao espírito de povo fracassou absolutamente e no contexto de I Guerra Mundial levou o país para 2 revoluções de 1917, que se acabarão com o triunfo de "comunidades de camponeses", modernizados até os "koljozes" no campo e "coletivos de operários" nas cidades.

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вторник, 26 августа 2014 г.

a Santa Rússia vs a Humanidade Luciferiana







Heydar Jamal, líder do Comitê Islâmico da Rússia, é um filosofo do islã político, o qual para ele é um novo bolchevismo, que teoricamente poderia conservar a integridade do "território político" entre o Mar Báltico e a ilha Sakhalina. Me pareceu interessante e poética sua visão da Rússia, fundada na filosofia religiosa, fronteiriça com "new age" e "prensa amarela".

A Rússia de Heydar Jamal é um espaçador entre a Roma pagã (Ocidente) e a Shambhala pagã (Oriente), que não dá para se encontrar estas duas cabeças do Reino da Besta. A Rússia é uma zona de resistência entre os pólos do Ocidente pagão e o Oriente pagão.



A Rússia

"...o território da Rússia é um espaço indefinido e sem fundo ("buraco negro" segundo Brzezinski) entre o Ocidente e Shambhala. Entre o "comitê da recepção do Anticristo", que fica na Europa, e aquele lugar, de onde o Anticristo tem que vir!


A Rússia é um composto de seis bandas verticais (no sentido geográfico) ou áreas, conectadas juntas como peças de um espeto. Isso é a Rússia Ocidental (ou Rus´) - o território que chega até o rio Dniepre e a Bielorrúsia. Lá estão também o Noroeste e a Lituânia e esta área termina ao lado de Smolensk. Logo segue a Rus´ interior (não chernossolo): o mesmo Moscou, Tambov, Oriol, etc., logo segue a Rússia Central-euroasiática - Idel-Ural ou região de Urais e rio Volga, que no sul sai para o Cáucaso setentrional e o Mar Khazar (na língua persa - "Mar Cáspio"). Logo segue a Siberia ocidental, conectada com o Grande Turan, a saída para o Cazaquistão, Altaï e as regiões profundas dos turcos orientais. Logo segue a Sibéria Oriental, conectada no sul com as terras "amarelas" e tão querida pelos xamãs paleoasiáticos, cuja tradição é um eco deformado do Taoísmo. Finalmente o Kraï do Litoral é uma saída para o Oceano Pacífico, a Última Terra, o notório Estreito de Bering, que no século passado e antepassado era uma explicação para os cientistas das origens da gente no Novo Mundo.


Assim são seis pedaços gordos, ligados por um espeto comum. E que tipo de espeto é este? Pode ser qualquer coisa até que sirva para conectar o rio Dnieper com a costa do Pacífico. É uma consolidada comunicação administrativa entre todas as seis regiões, que torna todo este espaço intransitável para o Ocidente. Você pode perguntar o que era esta conexão antes de Chingiz? Eram os hunos, eram os movimentos do Grande Turan, que incluíam não apenas aos nômades turcos, mas também aos iranianos (Saki, Masagety, etc.). Não é à toa que o rio Ob tem um nome iraniano (Indo-Europeu), que significa "água".

O mistério deste território também é que cada uma das seis bandas como se supervisione em sua saída de sul uma área especial debaixo. Assim a Rus´ Ocidental e a Rus´ Mediana estão endereçadas para a Costa do Mar Negro e parcialmente para o Cáucaso Ocidental; o Idel-Ural está bloqueando o Cáucaso Oriental e a região da Costa do Mar de Cáspio, etc. E o espeto integrador é uma coisa técnica até aquele último momento, quando deste território político vai se precisar a certeza respeito a Shambhala.

À luz deste argumento a lógica dos historiadores russos, que a Rússia "salvou" a Europa dos tártaros-mongóis, pode ser questionada. Como se esses historiadores estivessem terrivelmente preocupados pelo destino da civilização cristã medieval! Na verdade, esta área - não só a Rússia naquele tempo, senão todo o território, com a participação do litoral do Pacífico, não deu a Genghis Khan para se conectar com a Europa. Porque não há nenhumas dúvidas do que Genghis Khan foi um enviado plenipotenciário de Shambhala.

Os manhosos geopolíticos maçons e seus marionetes falam sobre uma Europa de Dublin até Vladivostok. Alguns disseram de Lisboa até Vladivostok...

<...>.

Escusado será dizer que esta idéia foi desenvolvida por aqueles que querem estender o tapete vermelho no qual o imperador 25 de Shambhala virá à Cidade Eterna para conectar o submundo da Idade de Ouro, com a capital do Caesars. E qual é o slogan da capital do Caesars? Qual é o slogan da "Besta do Abismo"? Hierosolyma est Perdita («Jerusalém deve ser destruído") - este é o lema com que legiões de Tito e Vespasiano, Trajano e Adriano avançaram para destruir a primeira capital do Monoteísmo!

E agora os seguidores dos assuntos pagãos romanos e dos crusados-bafométicos são os sionistas que organizaram seu "Israel" como uma paródia sombria da promessa escatológica judaica. É preciso ser cego para considerar o "Israel" como algum estado "judeu" - é a mesma mão de ferro do Ocidente, que era o Reino Latino de Jerusalém, estabelecido pelos senhores alemães nove séculos atrás. A propósito, não se enganem, que os crusados, em virtude do sinal usado no manto do cavaleiro, não são da Guarda de Shambhala. Cruz - é apenas um símbolo solar que existiu no Irã e Roma muito antes de Yeshua e que não foi usado pelos cristãos como seu próprio emblema pelo menos nos dois primeiros séculos...

Então aqui esta o ponto: a Rússia é um espaço que não dá para se ligar o anodo e o catodo dentro da bateria eléctrica do tempo - a fim de produzir o fogo que poderia queimar o tempo restante, privando-nos, um pequeno destacamento dos monoteístas dentro da humanidade Luciferiana, de uma chance de redenção. É um território político"!

Para Heydar Jamal a Rússia é um Norte absoluto, Bórea, uma zona do radicalismo, onde os radicais do mundo inteiro negam o mundo existente, aqui a consciência luta contra o ser.


"...em 1917 aqui foram liquidados os Romanov e isso foi a maior conquista metafísica da história mundial. Depois disso a Rússia com um pé saiu do Sistema. Toda a história que flui na Rússia depois de 1917 é uma luta entre aqueles que querem realizar uma retirada total da Rússia do Sistema (Oeste) e aqueles que querem levá-la de volta. Se os últimos conseguem fechar esta lacuna na cidadela de ordem mundial, a humanidade não terá a menor chance. Se poderá esquecer sobre o sentido de liberdade e justiça". 



***

O Leste

"...
Eu disse antes que o território da Rússia é, independentemente do regime, é um território político. Motivo: a Rússia desempenha o papel de "isolante". Este "isolante" entre o Ocidente e o Tibete, cobiçado pelo estabelecimento de nível superior. Os britânicos estavam ansiosos para o Tibete ... III Reich foi para o mesmo endereço... E isso é apenas a ponta do iceberg. Em 1902, o exército britânico entrou em Lhasa. O homem comum percebe isso como a imprensa amarela. No entanto, muitas coisas com sotaque de New Age de fato são a linha central da cosmovisão dos donos do mundo. O Dalai Lama é central, como o Papa.

A China ocupou o Tibete, retirando o Lamaísmo do volume de negócios políticos da Maçonaria ocidental. A China puxou a ficha sobre o projeto "Ungern". Ocidente continuamente está tentando descobrir o trânsito através da Rússia para o Leste. Eles não estão interessados ​​em Nakhodka nem em Vladivostok... O objetivo do Ocidente é a região ocidental da República Popular da China, que inclui Xinjiang, Tibet, e "Grande Mongólia". A propósito, a "Grande Mongólia" inclui Buryatia, Tuva, Altai, Khakassia, Shoria. Baikal - também é uma parte disso (são regiões da Rússia). Este é do que eles precisam! Não para o petróleo, não para o gás! A Rússia como um "isolante", a República Popular da China como um "neutralisador" - são a principal dor de cabeça do "Alto Ocidente".

O Dalai Lama é uma figura simbólica, o macro-sacerdote mais importante do campo ecumênico brahmanical. Porteiro de Shambhala. O "Atlantismo" e "Himalaia", se não houvesse um "isolante" de 17 milhões de quilômetros quadrados, formariam um "arco voltaico" do domínio absoluto sobre o mundo. Todos os governantes do nosso mundo satânico se formam na fila para prestar homenagem ao imperador do Kalachakra. Mas em seu caminho fica um "buraco negro". A formação deste "buraco negro" é providencial. Ela existia antes de Genghis Khan, que tentou preenchê-lo. Ele pelo contrario correu para o Ocidente.

Para 300 anos estendeu a colonização dos Romanov do "buraco negro" nos passos de Genghis Khan, apenas na direção oposta. Os Romanovs percebiam o tema da Shambhala muito seriamente: Peter Badmaev (Zhamsaran) não só influenciou em Nikolaï II, mas também organizou uma guerra russo-japonesa. O Romanov deve ser visto como um puro fantoche do Ocidente a esse respeito. A guerra com Tóquio foi uma guerra pela China, mais precisamente - pelo Tibete. <...>. Naquele tempo não havia uma China anti-tibetana, que se opõe ao Dalai Lama e seus protetores ocidentais.

A propósito deve-se ter em mente que a China sempre foi anti-tibetana - desde aquele momento quando o budismo chegou à China. Os mesmos Talibãs pelo fuzilamento dos Budas em Bamiyan devem ser condecorados com as medalhas do Congresso Nacional dos Representantes do Povo da China. O contato do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa com a China mostra que a Igreja Ortodoxa Russa não espera se integrar no campo ecumênico do alto clericalismo.

As soberanias nacionais, opondo ao governo mundial, devem ter um núcleo religioso. São aqueles sujeitos religiosos, que em princípio não podem ser integrados no Bramanismo iniciativo que esta por trás das costas do governo mundial. Nesta lista daqueles, que não "foram tomados na viagem de pesca", estão a Igreja Ortodoxa Russa, os salafistas e os confucionistas vermelhos da China. Por outro lado uma os tariqahs sufis e uma parte externa da Ortodoxia (Athos) já estão integrados. Cerca de Cirilo, quando ele se tornou patriarca, era muita controvérsia. Alguém apontou para sua suposta proximidade ao Vaticano... No entanto, a situação política e religiosa no mundo é tal que o a Igreja Ortodoxa Russa não tem outra escolha a não ser apoiar o projeto da burocracia nacional. <...> Embora a política é uma coisa assim... Hoje no interesse do monoteísmo você aceita a ajuda dos yankes, e amanhã - do Comitê Central do PCC! Resumindo, podemos dizer que a visita do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa para a China é desafio mais enfático para os Estados Unidos do que 100 "palestras de Munique" (de Putin)"
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O Oeste

...A essência do Ocidente não é outra coisa que o antropoteísmo no sentido imanente e muito concreto, este antropoteísmo por um lado encontrou sua expressão na antiga estética grega, por outro - na deificação dos imperadores romanos, que não é simbólica, mas é literal. O império virou uma forma política deste antropoteísmo. No império a casta dos sacerdotes - não importa quais tradições eles representam - foi empurrada do centro da tomada de decisões. Os sacerdotes em Roma foram marginalizados no fundo da classe militar. É aí onde reside o segredo da revolução religiosa que teve lugar no espaço imperial perto do século III. O nome do "profeta hebreu" (inimigo do sacerdócio pagão e de todos os tipos de seu impacto sobre o meio judaico) foi usado pelos sacerdotes de Mitras - e além de eles por todos os clérigos de Roma para reconstruir a sociedade europeia no espírito da pirâmide tradicional, com a igreja como um vértice. A chegada dos líderes germânicos que viraram os reis "cristãos" em lugar dos imperadores romanos foi um triunfo civilizatório do sacerdócio.

No entanto, a Igreja nunca conseguiu reconstruir completamente para si o Oeste, no sentido clássico tradicionalista. Geneticamente a humanidade europeia está ligada demasiado às práticas litúrgicas da destruição total e ira santa - rasgos específicos que caracterizam a classe de guerreiros, livre da autoridade dos sacerdotes e xamãs. Portanto, apesar dos melhores esforços dos pontífices, ordens monásticas e sacerdócio branco, a Europa voltou ao cedo antropoteísmo dos Caesars, derramando os córregos de seu sangue e de sangue de outros.

O valor total da violência, realizada pelos europeus durante 2000 anos do cristianismo, excede 2000 vezes a violência, implementada no resto do mundo, não excluindo a Genghis Khan! Somente durante a Guerra dos Trinta Anos na Europa Central foram destruídas praticamente todos os residentes e testemunhas dizem que se podia viajar por semanas no sul da Alemanha, sem encontrar outra alma viva.



Redacção de Eduardo Consolo dos Santos


суббота, 31 мая 2014 г.

os últimos Romanov seriam bolcheviques se não fossem os czares



Alexandr Mijáilovich, neto do czar Nicolai I e tio do czar Nicolai II (também foi marido da irmã de Nicolai II), chefe da Direcção da Flota Comercial do Imprio Russo nos anos 1902-1905:


"Ocorreu-me que embora eu não fosse um bolchevique, mas eu não podia concordar com meus parentes e conhecidos e de forma imprudente condenar tudo o que os Soviets fazem, só porque isso é feito pelos Soviets. Sem dúvidas eles mataram três dos meus irmãos, mas eles também salvaram a Rússia do destino de um vassalo dos aliados.

O tempo, quando eu os odiava e tinha muitas ganas de chegar até Lenin ou Trotskiï, passou, porque eu comecei obter as notícias sobre um e depois sobre outro passo construtivo do governo de Moscou e encontrei-me com o fato de que eu sussurrava: "Bravo!". 

Como todos os cristãos que "não são frios nem quentes" eu não conhecia outra forma de remediar o ódio, como inundá-lo em outro ódio, ainda mais ardente. Os polacos me ofereceram um objetivo conforme última opção.

Quando no início da primavera de 1920 vi as manchetes dos jornais franceses, anunciando uma procissão triunfante de Pilsudski sobre os campos de trigo da Maloróssia [1.], algo fraturou dentro de mim e eu esqueci sobre o fuzilamento de meus irmãos, ocorrido faz um ano. A única coisa que passava por minha cabeça foi: "Os polacos estão prestes a tomar Kiev! Eternos inimigos estão prestes a cortar as fronteiras ocidentais do Império Russo". Eu não ousei me expressar abertamente, mas ouvindo as conversas absurdas dos refugiados e olhando para seus rostos, eu desejava com toda a minha alma a vitória do Exército Vermelho.


Não importa que eu era o Grão-Duque. Eu era um oficial russo, que deu juramento para defender a Pátria de seus inimigos [2.]. Eu era o neto do homem que ameaçou arar as ruas de Varsóvia, se os polacos uma vez mais se atrevessem a quebrar a unidade de seu império. De repente, ocorreu-me uma frase desse antepassado meu, uma frase de 72 anos atrás. Direito no informe sobre os "atos ultrajantes" do ex-oficial russo de artilharia Bakunin [3.], que levou a multidão dos revolucionários alemães na Saxônia para assaltar a fortaleza, o Imperador Nicolau I escreveu com letras grandes: "Hurra a nossos artilheiros"!


A semelhança da minha e sua reação me surpreendeu. Eu senti a mesma coisa quando o comandante vermelho Budionny derrotou as legiões de Pilsudski e perseguiu-o até Varsóvia. Desta vez os elogios foram dirigidos para os cavaleiros russos, mas no resto poucas coisas mudaram desde os tempos do meu avô. 

- Mas você parece esquecer - o meu fiel secretário disse - que, entre outras coisas, a vitória de Budionny significa o fim às esperanças do Exército Branco na Crimeia. 

Sua observação razoável não abalou minhas crenças. Naquele verão inquieto do vigésimo ano ficou claro para mim, igual que é claro para mim agora no tranquilo ano de 1933, que para alcançar uma vitória decisiva sobre os polacos o governo soviético fez tudo o que era necessário fazer para um governo verdadeiramente popular. Parece irônico que os participantes da III Internacional tenham de proteger a unidade do Estado russo, mas a verdade é que desde aquele mesmo dia os soviéticos estão obrigados a realizar uma política puramente nacional, que não é outra coisa senão a política de muitos séculos, lançada por Ivã o Temível, desenhada por Pedro o Grande, que atingiu seu ponto culminante sob Nikolaiï I. Essa politica é defender as fronteiras do estado a qualquer preço e passo por passo avançar até as fronteiras naturais no Ocidente! Agora eu tenho certeza que até mesmo meus filhos vão ver o dia quando chegar o fim não só à independência absurda das repúblicas bálticas, mas quando a Bessarábia e Polônia também ser recuperadas pela Rússia e os cartógrafos terão que trabalhar duro sobre a redefinição das fronteiras no Extremo Oriente [4.].

Nos anos vinte eu não me atrevi a olhar para um futuro tão distante. Então eu estava preocupado com meu problema puramente pessoal. Eu vi que os soviéticos saiam de uma longa guerra civil como vencedores. Ouvi que eles cada vez falavam menos dos temas que ocupavam tanto a seus primeiros profetas nos dias tranquilos do "La Closerie des Lilas" [5.] e cada vez eles falavam mais dos temas que sempre foram vitais para o povo russo como um organismo unido. E eu perguntei a mim mesmo, com toda a seriedade, que você esperaria de um homem privado de sua propriedade significante e que testemunhou a liquidação da maior parte dos irmãos: "Se eu, como um produto do império, uma pessoa educada em crença na infalibilidade do Estado, se eu ainda posso condenar os atuais governantes da Rússia?”.

A minha resposta foi: "sim" e "não". O Senhor Alexander Romanov gritou "sim". O Grão-Duque Alexandre disse "não". O primeiro foi obviamente decepcionado. Ele adorava suas propriedades prósperas na Crimeia e no Cáucaso. Ele desejava entrar uma vez mais no escritório de seu palácio em São Petersburgo, onde os inúmeros estantes abarrotavam dos volumes encadernados em couro sobre a história da navegação e onde ele poderia preencher as noites com as aventuras, apreciando as antigas moedas gregas e rememorando esses anos que ele tinha passado em sua busca.

Felizmente para o Grão-Duque, ele sempre foi separado do senhor Romanov com uma face. Portador de um título muito alto, ele sabia que ele e sua turma não deveriam ter um conhecimento amplo ou exercer a imaginação e, portanto, no caso da resolução da dificuldade atual, ele não hesitou, porque simplesmente tinha que confiar em sua coleção de tradições, essencialmente banais, mas surpreendentemente eficaz para fazer soluções. Fidelidade à Patria. Exemplo dos antepassados. Conselhos dos iguais. Permanecer fiel à Rússia e seguir o exemplo dos Romanov, que nunca imaginavam-se mais do que seu império, significava aceitar que foi mister ajudar ao governo soviético, não obstaculizar seus experimentos e desejar sucesso naquilo em que os Romanov falharam".

Fonte:

http://www.ozon.ru/context/detail/id/128574/

1. Maloróssia significa em russo "Pequena Rússia", o nome carinhoso que se usava na Rússia para chamar aquelas terras que agora são conhecidas como a Ucrânia. "Pequena Rússia" quer dizer "coração da Rússia, o centro do mundo russo", quando a "Grande Rússia" era só uma periferia da Pequena Rússia. O nome "Ucrânia" foi dado a essas terras pelos polacos: "Ucrânia" quer dizer "margem, zona marginal, periferia" - assim com desdém os polacos chamavam esse território. Os russos mais tarde também usavam esse termo "Ucrânia", mas ele foi usado tanto para a "Rússia Pequena" como para o atual Cazaquistão.

2. Uns 30% dos oficiais que juravam fidelidade a Nicolai II depoís da Revolução Russa passararm para o lado do Exército Vermelho.

3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin

4. Alexandr Mijáilovich teve razão e os acontecimentos esperados por ele ocurreram.

5. Lenin e Trotski gostavam de jogar xadres nesse cafe de Paris, também o cafe foi frecuentado por Paul Verlaine, Maurice Maeterlinck, Oscar Wilde, August Strindberg, Ernest Hemingway, etc.