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понедельник, 25 ноября 2019 г.

Adeus, torniquete!

autor: Olga Grómova
Ao início dos anos 2000 em Moscou foi introduzido o “sistema automátisado de controle de passageiros”. A ideia foi deixar entrar ao transporte (ônibus, trólebus, bonde) só pela primeira porta, onde inevitavelmente o passageiro deveria passar por um torniquete com validador.

O ingresso dos passageiros agora consumia muito tempo (imagine 10-30 pessoas entrando só por uma porta e assim em cada parada!). E se você não tinha ticket ou queria uma consulta do motorista, você paralisava o ingresso de outros passageiros, que ficavam tão zangados, que lhe queriam matar (é muito sério no inverno, quando por causa de frio você pode ficar doente, passando tempo demais na rua: você quer saber a rota de ônibus, e outros querem ir à casa o mais rápido possível, que conflito!). Os passageiros clandestinos entravam só de jeito humilhante de se inclinar por debaixo de torniquete.

A prefeitura automatizou o trabalho dos controladores - beleza. E também fez os moscovitas perder tempo. Ponhamos que os moscovitas perdiam uns 20 minutos por dia (ida e volta), são 7 hrs por mês (22 dias laborais), são 84 hrs por ano! Desde 2004 até 2018 cada moscovita perdeu 49 dias, entrando no ônibus! E os moscovitas pobres (os ricos usam carros ou táxis) aceitaram este sacrifício…

O absurdo durou até 2018. Quando o novo prefeito de Moscou cancelou o sistema de controle de passageiros automatizado. 

Em parte porque a população de Moscou continua crescendo e é importante subir a movilidad numa cidade superpovoada e muito estressada pelo trânsito. 

Em parte porque o novo prefeito reforçou o controle de passageiros em metrô, cuja rede foi aumentada quase 2 vezes. O estacionamento de carros se tornou pago e seu valor está crescendo cada ano. 

E o pagamento no transporte “terrâneo” (que não seja subterrâneo/metrô) se tornou quase “opcional”, porque de fato não há controladores em ônibus, trólebus, bonde, ônibus elétrico. Você entra por qualquier porta e logo procura um dos 2-3 validadores para pagar com um cartão especial. Pode ser que isso fosse um “presente” aos moscovitas pobres devido à crise (ingressos estagnados e os preços subindo os últimos 5 anos)? 

Na Estônia todo o transporte público é de graça para os residentes, bom exemplo para a Rússia, o maior país do mundo! Sería uma ótima forma de entusiasmar os russos de viajar mais e sobir sua solidaridade.

Mas por agora este jeito de viajar sem pagar em Moscou ainda é ilegitimo. E isso é só para o transporte coletivo que não seja metrô, e o metrô é fundamental. O pobre primeiro tem que usar ônibus (ou bonde, trólebus, ônibus elétrico) para chegar ao metrô - se aqui ele com certo risco pode viajar de clandestino, no metrô ele vai pagar 100%. Usando carro, o moscovita também terá que pagar pelo estacionamento… Provavelmente com esse "marqueting" os moscovitas agora pagam mais que antes...

E que passou com ex prefeito? Ele está aposentado, tem propriedades na Áustria, na Inglaterra, sua mulher milagrosamente é uma das mulheres mais ricas do mundo… E o sistema de “paralisis” automatizado foi só uma de muitas brincadeiras de esse senhor. Irónicamente esse senhor hoje até parece um prefeito ideal para muitos moscovitas, porque o prefeito novo apresenta outra fase da involução.

Ao mesmo tempo a vida em Moscou tem muitas vantagens: salários mais altos que em província, segurança, festas intermináveis, abundância de tudo. E a vida sempre pode piorar, certo? É possível que num futuro nós recordemos das primeiras décadas do século XXI como os “tempos dourados”.

среда, 24 февраля 2016 г.

Moscou de 1961, visto com os olhos de espião

Pese a comentarios sarcásticos dos jornalistas dos EUA, podemos ver que os moscovitas de 1961 são muito abertos, tolerantes, despreocupados por seu "privace". Prontos de ajudar, compartilhar, entender.

O ano 1961. Um ano antes da Crise Caribenha. Os mísses nucleares dos EUA já estão na Turquia, visando Moscou. 

Desde 1945 já são desenhados muitos planes da eliminação física da gente soviética: “Totality”, “Pincher”, “Dropshot”, “Broiler/Frolic”, “Charioteer”, “Halfmoon/ Fleetwood”, “Trojan”, “Off-tackle”.

четверг, 1 октября 2015 г.

"Modelo russo da gerência"

Já se sabe bastante sobre os ciclos de desenvolvimento: são best selleres mundiais as obras de Broudel e Arrigi. Também é famoso e muito citado o economista russo Kondrátiev com seus “ciclos econômicos largos”. Neste blog nós apresentamos antes as teorias geniais de cliodinâmica (história matematizada) de Serguei Nefiódov e Andrei Turchin e geralmente escrevemos muito sobre o ciclismo da história russa.

Hoje lhes queremos ofereçer uma revisão do livro de Alexandr Prójorov “Modelo russo da gerência”. Este ensaio bastante superficial foi republicado na Rússia 10 vezes (!) e a interpretação de Alexandr Prójorov esta virando uma moda igual à interpretação vulgar do desenvolvimento da cultura russa de Andrei Paperni. O modelo de Alexandr Prójorov esta fundamentado em 2 fatores:

1) o fator climático

A Rússia é um dos países mais frios do mundo, por isso a idiotia milhenar da vida de camponeses russos gerou 2 regimes de trabalho: a mobilização radical de verão (3 meses) e a estagnação de inverno (6 meses). O trabalho de verão é tão duro, que 80% de bebês nascidos no verão morriam, diz Alexandr Prójorov num video. As mães não tinham nem tempo nem leite para sustentar estas crianças. O verão requer uma mobilização de todos os recursos para um período curto: a gente demonstra os milagros de trabalho COLETIVO 24 horas por dia.


Assim, o modelo russo da gerência regeita as relações de concorrência, como "um luxo que exige grandes recursos". À primeira vista tal modelo virou uma norma por causa da pobreza e ameaça permanente de guerra.

"...É certo que a concorrência conduz para uma atividade cada vez mais efetiva, mas a cada momento concreto ela não deixa usar os recursos dados completamente... Em contrapartida, a luta de concorrência temporariamente retira uma parte de recursos de circulação".

Durante as guerras feudais as tropas sofrem perdas de homens, que poderiam ser usados em proveito do Estado; a concorrência descontrolada de latifundiários pela mão de obra leva à desapropriação das terras dos proprietários fracassados; a ruína dos camponeses, que trabalham mal, reduz a quantidade dos contribuintes; a ausência do planejamento centralizado provoca subutilização da capacidade de proudção de muitas fábricas, etc.

Não por acaso, nas condições da guerra ou crise até os países de mercado ativamente estatizam suas economias. E a Rússia quando não está em crise, está na guerra, é lógico, que nossa economia seja mais estatal do que de mercado, não tivemos recursos para nos permitir o luxo de mercado.

Êxitos do modelo russo da gerência:

- evacuação de emergência da indústria para os Urais e para a parte Asiática durante a Grande Guerra Patriótica contra a Europa de Hitler.

- a mobilização de Pedro I permitiu em 1705 aumentar os gastos militares em até 96% das rendas do país (para ganhar a guerra contra a Suécia).

- Ivão, o Severo para a Guerra de Livônia conseguiu crear o maior exército de Europa num dos países mais pobres. 

No entanto o fator climático não é tão fundamental como parece à primeira vista... O fator da tradição administrativa também é muito importante.

2) tradição administrativa

O Ocidente cresceu à base do feudalismo do imperio franco de Carlo Magno, - diz Alexadr Prójorov, quando Carlo Magno conquistou um território desenvolvido já, cristianizado e obediente à lei. Por isso sua administração é caracterizada pela descentralização em cima da sociedade e pela centralização ao nível local. A tradição administrativa na Rússia (anarquista, policonfessional, multiétnica) foi bem diferente.

«Os súditos pagavam os impostos só no caso da ameaça direta do uso da força militar».

Poliudie requer a necessidade da centralização superior em cima da sociedade, quando ao nível local os clasters da sociedade russa são bastante autônomos.

O triufo histórico da centralização estatal é provado pelos resultados da competência entra a Lituânia/Polonia e a Rússia, - resume Alexandr Prójorov.

P.S.

É interessante que o balançe de mobilização e estagnação também seja próprio para o Egito Antigo (czaratos e distúrbios), a China Antiga (imperios e zhànguó, períodos dos reinos combatientes), a Roma (dualidade entre império e república), a Europa Medival (imperio de Carlo Magno e reinos bárbaros). 

Mas onde a Rússia (Ásia) se separou do Ocidente? Alexandr Prójorov não dá resposta... Conforme o autor a Rússia é condenada à oscilação entre as mobilizações (totalitarismo, estalinismo, pedrograndismo, ivanoseverismo, etc.) e estagnações (sabotagem popular contra o grupo governante: corrupção, apoio passivo de golpes palacianos, etc.).

Geralmente o ensaio de Alexandr Prójorov tem um carater abertamente russofóbico e antissoviético, embora em suas palestras públicas o autor sempre sublinhe que, se nosso estado conseguiu viver 1100 anos, isso quer dizer que nosso modelo ainda é adequado. 

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вторник, 3 февраля 2015 г.

Eterno retorno de stalinismo

Vocês acham que Putin se parece com Stalin?
O alvo do Ocidente no teatro de operações na Ucrânia é a mudança do regime em Moscou e como consequência o congelamento dos projetos russos da União Aduaneira/União Econômica Eurasiática. Também é importante moderar BRICS/OCX, que desafiam a hegemonia dos EUA.

Para atingir esse objetivo, de um lado, o Ocidente está interessado na escalada da guerra civil na Ucrânia (ajuda militar e financeira para Kiev) - assim, se consegue polarizar a sociedade russa. De outro lado, o Ocidente proclama uma guerra econômica contra a Rússia (sanções) - assim, se ativa o cisma das elites russas.

O cisma da sociedade e a das elites nas condições do déficit de recursos deve levar a Rússia para uma decadência (no pior dos casos: desastre da guerra civil e desmoronamento).

1. O cisma da sociedade

Não é suficiente que o Serviço Federal de Segurança (ex-KGB) junto com os cossacos disfarçados passe para o lado da oposição neoliberal (Navalniï/Khodorkovskiï). Também é necessária uma cena de multidão para os canais tipo CNN. Quem não veio para a Praça de Pântano em 2012 [1]? Quem não veio para a Praça de Manezh em 2010 [2]?

Para ativar esta galera se lançam os memes como "sovok", "horda", "basta de dar de comer ao Cáucaso" (em Moscou), "basta de dar de comer a Moscou" (fora de Moscou).

O cisma da sociedade se realiza:

- por via ideológica ("sovok/horda" vs "liberais/europeus")

- por via territorial (Moscou, as repúblicas étnicas, Sibéria [3])

A degradação intelectual pós-soviética só fomenta o crescimento do ódio mútuo e a radicalização da sociedade.

Por exemplo, um "cidadão irritado" publica em seu Facebook uma foto das portas a um pequeno parque memorial, dedicado ao dia 9 de Maio. As portas estão pintadas como a bandeira da URSS e a bandeira da Rússia. O "cidadão alerta" escreve vincadamente em inglês: "Back to the Future!" Seus amigos lhe respondem em comentários: "Há de disparar uma metralhadora contra essa bosta!".

Ou uma jovem nos informa sobre a apertura de uma exposição dedicada a Lenin "Mito de nosso líder amado" e sugere para os "iniciados": "Vocês sentem os cheiros de..."?

Ao mesmo tempo, se para os liberais "tudo está claro", os patriotas estão confundidos: "Cheiros de que? Qual re-sovietização? Onde vocês vêm o retorno de stalinismo? Na política do Banco Central? Nas reuniões ultraliberais do Fórum de Gaidar? E as privatarias contínuas de tudo - isso também é o retorno de stalinismo?".

1.1 Meme do eterno retorno de stalinismo 


Os patriotas perguntam: "Vocês acreditam seriamente que os numerosos monumentos dos últimos anos a Stolypin (primeiro ministro de Nikolaï II), Alexandr I (tsar, famoso por seu liberalismo), Brodskiï (poeta dissidente), Kolchak (líder do Exército Branco), até temos um monumento ao iPhone - sério vocês acham que tudo isso é "sovok" e "eterno retorno de stalinismo"?


Os liberais mais astutos respondem que "sim". "Stalinismo" em dado caso já não tem a ver com a URSS, o stalinismo é "tudo, que tem a ver com a história do estado na Rússia". A própria visão historicista já é um elemento de stalinismo! O culturólogo Vladimir Paperniï para explicar este fenômeno desenhou o modelo da oposição "Cultura 1 vs Cultura 2".

Conforme ao "preconceito" de Paperniï toda a história da Rússia é um círculo vicioso formado por 2 ciclos. Um ciclo é "criativo", orientado para o Ocidente, chamado "Сultura1". E outro ciclo é "obscurantista", orientado para o Oriente, chamado "Cultura 2".

Cultura 1
Cultura 2
A Rus’ de Kiev e de Novgorod
A Rus’ de Vladimir e de Moscou
Danylo da Galícia
Aleksandr Nevskiï
Ivã III
Ivã IV (o Severo)
Tempo de Dificuldades e Cisma da Igreja Ortodoxa Russa em XVII
Tsar Alekseï Mikhailovich, patriarca Nikon, Pedro I (?)
Aleksandr I
Nikolaï I
Aleksandr II
Aleksandr III
Lenin e os vanguardistas
Stalin e os realistas socialistas
Krushchov e o "Degelo"
Brezhnev e a "Estagnação"
Yéltsin
Putin

A Cultura 1 está caracterizada pelo cosmopolitismo, democracia, "criatividade", espalhamento, horizontalidade, futurismo, etc. A Cultura 2 está condenada ao chauvinismo, autocracia, "imitação", solidificação, verticalidade, historicismo, etc. 

Prestemos atenção que este conceito maniqueísta é extremamente eurocentrista, os fãs de tais oposições binárias passam por cima do fato que a Rússia sempre está nas condições de uma competição/guerra com o Ocidente e Oriente. Eles gostam das palavras "Nossa cultura se desenvolve através dos traços rápidos sob fogo do inimigo". Mas nem lhes passa pela cabeça a ideia, que este fogo pode ser dos Khazares, Cumanos, Cavaleiros teutônicos, Mongóis, Tártaros, Turcos, Polacos, Lituanos, Suecos, Japoneses, Europa de Napoleão ou Europa de Hitler. Eles em sério acham que a gente russa se autodispara mesmo (no Leste da Ucrânia são os milicianos os que bombardeiam suas cidades!). 

O público russo já esta tão acostumado ao modo de pensar maniqueísta (eslavófilos e ocidentalistas, mencheviques e bolcheviques, troskos e stalinistas, liberais e "siloviki", Cultura 1 e Cultura 2), que não faz sentido de republicar 4 vez na Rússia o livro de V.Paperniï [4]. 

Ironicamente este modo de pensar maniqueísta não é nem europeu/hegeliano/moderno. Ele não aceita nenhum projeto do desenvolvimento positivo da Rússia, ele condena aos intelectuais-maniqueístas a uma síndrome do pânico e suicídio. Assim, o dissidente esquizofrénico Yakov Krótov chega até sonhar com que Putin pode realizar um ataque nuclear contra a Rússia mesma! A Rússia como a conhecemos tem que ser destruída ou integrada à Europa Católica, República das Duas Nações, Terceiro Reich ou OTAN. 

Para entender a lógica da oposição russa temos que nos pôr no lugar de um dissidente-maniqueísta que vê o mundo com a óptica da luta entre a Cultura 1 e a Cultura 2. Neste caso "em sério" vamos descobrir, que o estalinismo/Mal/Cultura 2 estão presentes na Rússia moderna por todas partes: 

- Em 2000 foi devolvida a música do hino da URSS para o hino da Rússia; 

- Em 2000-2003 foi devolvida a bandeira vermelha para as Forças Armadas da Rússia (desde 2003 na bandeira vermelha aparece uma imagem da águia bicéfala, acompanhada pelas estrelas de cinco pontas); 

- Em 2003 foi inaugurado o arranha-céus neoestalinista "Triumph Palace", neoclássica outra vez vira uma moda; 

- Os antigos brands soviéticos cada vez são mais presentes (até as companhias estrangeiras marcam seus produtos com os brands da URSS, porque assim os compradores tem mais confiança: o soviético quer dizer de ótima qualidade); 

- Por toda a parte aparecem os pequenos museus (privados!) da nostalgia soviética. Há rumores da organização de um Instituto ou Museu da URSS em Uliánovsk; 

- O governo acentua seu apoio à maternidade desde 2007; 

- Em 2010 o novo prefeito de Moscou qualificou o projeto de Moscow-City como um erro urbanístico (Moscow City é um macaqueamento de Manhattan, o símbolo principal da Rússia neoliberal, o projeto prima da época de Yéltsin, cuja família é proprietária da metade da obra); 

- Em 2012 para a festa do Dia 9 de Maio Moscou foi decorado com as bandeiras vermelhas da Vitória; 

- No cinema russo o grado tradicional de antisovietismo baixa quase até zero ("Fortaleza de Brest", "Leyenda 17", "Gagarin, o primeiro no espaço", etc.); 

- Em 2013 foi devolvido o uniforme obrigatório para os alunos de escolas; 

- Em 2013 foi proibida a propaganda LGBT; 

- Em 2013 foi restaurada a homenagem de "Herói de Trabalho" 

- Restauração dos parques públicos: Gorki, Sokólniki, VDNKh. Construção do Parque Zariadie perto do Kremlin; 

- Cerimônia da apertura das Olimpíadas em Sochi em 2014 

- Restauração de 2 pavilhões na expo VDNKh para seu aniversário de 75 anos em 2014 (também foi devolvido o nome soviético VDNKh à expo, que na época dos 90 tinha outro nome, ninguém lembra qual). 

- Folclorização da cultura POP: Igor Rasteriaev, Alexandr F. Skliar, Vovós de Buranovo. Atualização do escritor nacional-bolchevique Eduard Limónov, a popularidade do presidente da Chechênia Ramzan Kadýrov (Limónov e Kadýrov são o "Id" do povo russo); 

- O interesse para todo o soviético vira um mainstream, igual ao culto quase oficial dos Romanov: são muito exitosas as exposições "Desenho Soviético", "Vênus Soviética", "Mito do líder amado", "Infância Soviética", etc.;

Putin como Alexandr III
Mas estas coisas, que mencionamos acima são só características formais do "stalinismo eterno". Ao nível de conteúdo o stalinismo volta como um "cesaropapismo" - lhes diriam os intelectuais liberais, queixando-se das "relações" entre a Administração de Presidente e a Igreja Ortodoxa Russa. A formação da "nova aristocracia" também é uma característica de "stalinismo" para os liberais, que não vem diferencia nenhuma entre o gerente de Stalin L.Kaganovich [5] e o gerente de Pútin R.Abramovich (famoso mundialmente). A confrontação com o Império de Bem (Ocidente) também é um dos sinais mais claros de "stalinismo". 




Claro, que para a esquerda ou aquelas pessoas que ainda lembram-se do passado soviético tudo isto é um ultraje. Obviamente as formas soviéticas que "voltam" já tem um conteúdo totalmente antissoviético. Trata-se do stalinismo que será o último refúgio de canalhas. O uniforme escolar na URSS sublinhava a importância social dos estudos, quando hoje na Rússia o uniforme escolar só deve mascarar a desigualdade terrível de rendas dos pais das crianças. Embora que os diretores ultimamente acudam ao ambiente soviético para suas series e filmes, eles obrigatoriamente continuam desmascarando os "crimes de stalinismo" (às vezes eles chegam até a escala épica da bobagem como o diretor mais famoso da Rússia Nikita Mikhalkov, vencedor de Óscar e um putinoide exagerado) [6]. A mesma Igreja Ortodoxa Russa parece que a única coisa que faz é lembrar aos russos sobre os "crimes" de Stalin e "perseguição da Igreja" na URSS. A alardeada restauração do Parque Gorki o fez inacessível para os Veteranos de Trabalho de todos os tempos (pelos preços de tudo dentro do parque).

Mesmo assim, achamos que há um elemento de verdade na ideia do "retorno do stalinismo". Perguntamos a um jovem designer de roupa, porque ele não quer ir embora da Rússia, se o centro do mundo para ele é Paris e "na Rússia não inventaram nada de nada". Ele responde que justamente agora ele começou se sentir em casa na Rússia. Putin para ele é um político absolutamente europeu, que morou a metade da sua vida na Alemanha e conhece a tradição europeia. Por que até a gente eurocentrista, embora na crise econômica, se sente justamente agora 'como em casa'? 
Medvedev como Nikolai II

Claro que não há retorno nenhum de stalinismo, senão do estado. Nos termos da teoria demógrafica-estrutural [7.] vivemos a fase da "reação tradicionalista" que segue depois da fase da crise/inovação e antes da fase da síntese. O retorno das formas soviéticas com conteúdo antisoviético - é uma reação tradicionalista à catástrofe dos anos 90. A superação do antissovietismo, que estamos esperando tanto na Rússia, poderia ser uma sinal de aproximação da fase da síntese. 

É interessante como está mudando a postura do Patriarca Kirill: há pouco, ele reconheceu a façanha de Zoia Kosmodemianskaya, que era uma mártir da luta da URSS contra a Europa Fascista. Se antes a Igreja Ortodoxa Russa repetia todos os dias as besteiras antissoviéticas do tipo: "Se Lenin pudesse se benzer, ele desapareceria como um diabo acabado", hoje a Igreja descobre na experiencia soviética aos mártires e o lado positivo do projeto da URSS! 

O problema é que a oposição maniqueísta não procura nenhuma "síntese". Daí vêm a alegria e a inveja pelo motivo de "Leninemoto" na Ucrânia durante os últimos anos (depois da revolução colorida em 2004 e hoje depois do golpe de 2014). Cada vez na Rússia são mais audíveis as palavras: Talvez Hitler não fosse tão ruim para a gente... O Maidan de Kiev atrai aos "revolucionários" que se auto-identificam com a "Cultura 1": Maidan como o triunfo da arcaização, pocilga no centro duma cidade europeia, liberdade desenfrenada de niilismo. Como disse o escritor satírico neoliberal Mijail Zhvanetski: "Há de achatar a Rússia...". 

Neste sentido o caso escandaloso das Pussy Riot (ao pé das letras "a rebelião da vagina") pode ser interpretado como uma rebelião de buraco da piscina "Moscou" [8.] contra o Templo de Cristo Salvador e contra o Palaço dos Soviets que deveria ser construido aí nos anos 30. A oposição insiste: o Templo tem que ser explodido! O Palaço dos Soviets nunca deve ser construido! Precisamos da piscina, do "espalhamento, horizontalidade, futurismo"! 


1.2 A superação do cisma


Achamos que o governo deve satisfazer esta demanda! Vocês precisam de "espalhamento" - aqui tem a automovilização dos últimos anos. Aqui tem a terra de graça no Oriente Extremo (o governo ofereceu 1 hectare por pessoa no Oriente Extremo de graça para frear a despovoação da região). A cidade de Moscou está se espalhando a cada dia - administrativamente absorvendo as terras da região de Moscou e de outras regiões. As cidades se conectam com as vias férreas de trens de alta velocidade. O governo joga os ministérios federais fora de Moscou - para o Oriente Extremo. O tema de mudança de capital também surge periodicamente. A Terceira Roma deve ser espalhada por toda a Rússia: vemos, que por todas partes se construem os Coliseus das Universíadas, Olimpíadas e Campeonatos. 

Nas condições da crises e compressão demográfica para evitar a catástrofe o grupo governante precisa da redistribuição dos recursos das elites para o povo e claro que há de se relacionar com a toda a delicadeza com nossa oposição doida de maniqueísmo. 

O compromisso, síntese entre a Cultura 1 e a Cultura 2 na situação atual ao nível dos símbolos poderia ser a mudança da capital para o Oriente Extremo, precisamente para a cidade Svobodni (ao pé das letras: Livre), onde se constroi o novo cosmódromo russo. Assim, as ideias originais russas do século XX, como o cosmismo ecológico e vanguardismo soviético poderiam se combinar com a necessidade prática da Rússia de desenvolvimento do Oriente Extremo e da Sibéria, refugio seguro dos russos no caso da repetição de "Drang nah Osten". 

Notas:

1. Os distúrbios protagonizados pela oposição neoliberal em 2012; 

2. Os distúrbios protagonizados pelos radicais da direita em 2010; 

3. O separatismo da Sibéria potencialmente pode virar um problema, porque a reorientação da Rússia para a China faz menos importante o papel centralizador de Moscou (orientado para a Europa); 

4. É interessante que o autor entendeu que seu conceito é bastante primitivo e até intentou escrever um ensaio "Cultura 3", mas ninguém se importa. 

5. Kaganovich foi super-efetivo, responsável por muitos projetos da infraestrutura soviética nos anos 30-40, depois de golpe de Krushchov foi expulso de poder e morreu em 1991 depois de ter passado 34 anos como um simples moscovita, era campeão de bairro de dominó, morava entre a gente normal. Achamos que hoje é impossível imaginar a nenhum político de mundo repetir tal biografia depois de ir embora de poder.

6. Como na época de Stalin no período de Putin surge o interesse ao tempo de Ivã IV, criador do imperio russo. Aparecem o livro "Um dia de oprichnik" de Vladímir Sorókin (2006) e o filme "Tzar" de Pavel Lungin (2009). Mas há muita diferença entre a obra genial de Serguei Eisenshtein, que analiza o mito de estado, e éstas sátiras vulgares, que impõem o mito liberal da Rússia.

7. A teoria demográfica-estrutural analisa as relações entre o grupo governante, as elites e o povo no marco dos ciclos econômicos e demográficos: crescimento, compressão, catástrofe, considerando também a difusão tecnológica e as agressões mútuas pela causa de expansão na busca de novos recursos. 

8. O templo de Cristo Salvador original foi explodido na época da revolução para constuir no centro de Moscou o Palácio dos Sovietes, o projeto ciclópico que foi parado pela Grande Guerra Pátria. Depois da morte de Stalin, Krushchov em lugar do Palácio dos Sovietes construiu uma piscina - a piscina "Moscou", que funcionava até os anos 90, quando foi restaurado o Templo de Cristo Salvador. 

Editado por Eduardo Consolo dos Santos e http://lang-8.com/

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вторник, 29 июля 2014 г.

As guerras civis não se acabam

As guerras civis não se acabam. Pode se dizer que a guerra civil russa de 1918 a 1922 se prolongou até o período das purgas dos anos 30 e logo se transformou na Grande Guerra Patriótica (uma parte dos brancos voltou, apoiando os nazistas). Com a queda da URSS o movimento branco foi reabilitado e virou bastante atual para a nova ideologia da Rússia neoliberal. Não obstante, esperamos que o povo russo consiga sintetizar os extremos dos brancos e vermelhos, embora seja muito complicado.

O conflito no Sudeste da Ucrânia não é menos perigoso do que a guerra civil do início de século XX.


Que perspectivas tem a guerra civil na Ucrânia?


Opcão A) Novoróssia [1.]

A encarnação da ideia do novo estado chamado Novoróssia. Para isso a rebelião de Donetsk e Lugansk tem que se expandir até as cidades chave como Odessa, Dnepropetrosk e Kharkov, onde a oposição política pró-Rússia foi exterminada pela inteligência de Kiev. Ao mesmo tempo vemos que até a liberdade para Donetsk e Lugansk custa muito. Para garantir a independência das repúblicas por agora autoproclamadas é necessâria a ajuda da Rússia: não se pode guerrear contra a artilharia pesada e os aviões de Kiev com os AK-47.

Então para realizar o sono da Novoróssia:

- precisamos de ajuda decisiva da Rússia: aviões, tanques, sistemas de DAA.
- precisamos da queda do governo pouco legítimo de Kiev, aliás, precisamos de um novo "Maidan" no contexto da degradação da economia ucraniana pela causa da "euro-integração" e destruição do claster industrial no Leste. O extermínio das povoações pacíficas no Leste da Ucrânia com o exército, mandado por Kiev, deve reduzir a legitimidade do governo fantoche de Kiev aos olhos das elites europeias.

Opção B) Prolongamento do conflito

Ela pode ser benéfica para o governo de Kiev, como justificativa do declínio nos padrões de vida. Também a prolongação é benéfica para a Rússia, porque de tal jeito a Rússia desapaixona aos radicais de Kiev na relação de uma possível agressão contra a Crimeia recém-reintegrada a Rússia.

Opção C) Traição da Novoróssia e reconhecimento da Crimeia

O rechaço da ideia da Novoróssia pode ser feito por Moscou a troca do status neutro da Ucránia e reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia. Em certo sentido o projeto da Novoróssia é também perigoso para Moscou, não esqueçamos que o termo "a primavera russa" tem as origens estadunidenses (as demais primaveras dos últimos anos beneficiaram só aos EUA, nesse sentido o Kremlin tem medo da Novoróssia que não somente reconquista os territórios pro-Rússia de Kiev infectado pelo neonazismo, senão também pode virar uma base para a futura reconquista da Rússia dos oligarcas que seguem roubando o país [2.]). Faz pouco tempo "uma das torres" do Kremlin mandou a Novoróssia a um politólogo muito famoso na Rússia para difamar os heróis da resistência anti-Kiev e para semear as dúvidas entre os milicianos: assim, uma parte da elite russa manifestou seu medo de que a Novoróssia pode virar um "Maidan russo". Esse gesto de uma das torres do Kremlin foi muito animador para a quinta coluna na Rússia igual que para as elites ocidentais [3].

Opção D) Traição da Novoróssia e uma guerra pela Crimeia

Ultimamente na Rússia costumamos lembrar das palavras de Churchill dirigidas a Chamberlain depois do Munique: "Deveis escolher entre a vergonha e a guerra: escolhestes a vergonha e tereis a guerra". Assim o plano C) "Traição da Novoróssia" não leva diretamente ao reconhecimento da Crimeia, porque as palavras dos lideres da Ucrânia não custam nada, porque eles não mandam no seu país, ali manda o Serviço da Segurança, sobre a oficina da qual esta vibrando a bandeira dos EUA.

A agressão da Ucrânia contra a Crimeia não pode ser ignorada pela Rússia como o projeto da Novoróssia, obviamente essa guerra aberta dos EUA contra a Rússia vai minar a economia russa e as posições do grupo governante em Kremlin.


É muito perigosa a etnização do conflito:


Na etnização do conflito estão interessados só os radicais nacionalistas da Ucrânia e uma parte dos radicais nacionalistas russos. Não é produtiva a pratica de chamar aos militares ucranianos "ucros": não todos de eles são "ucranianos puros" (uma minoria russofóbica da Galícia, cuja consciência foi desenhada ainda pelos polacos e austríacos entre os séculos XIV a XX), muitos dos militares ucranianos e dos radicais neonazistas ucranianos são russos. A maioria esmagadora do povo da Ucrânia fala russo, por isso a etnização do conflito é perigosa, ela pode levar a criação da nação ucraniana, que nunca existiu! Por isso a guerra civil na Ucrânia trabalha antes de tudo para os EUA e também é muito desejada pelo nacionalismo ucraniano.

Se antes do conflito os nacionalistas ucranianos na realidade sonhavam apenas com a separação da Galícia do resto da Ucrânia pró-Rússia, agora eles sonham com o controle sobre toda a Ucrânia e com a conquista das regiões do sul da Rússia, criando assim a "Grande Ucrânia" tão sonhada por eles (ou seja, uma Ucrânia do Vístula ao Don e do Dnieper ao Kuban, extensão essa idealizada pelo georgiano filonazista Mikhail Tsulukidze na obra "Die Ukraine", escrita em 1939)! Por isso, a guerra civil na Ucrânia não deve ser prolongada e não deve ser cruel.

O estilo gentil da reintegração da Crimeia deve ser o estandarte das forças pró-Rússia.

É necessária a desnacionalização do conflito na Ucrânia. Os nacionalistas de ambos os lados trabalham nos interesses dos EUA. Tanto os radicais da direita ucraniana, como os da direita russa acham que a vassalagem dos EUA é melhor do que o protetorado oligárquico de Moscou. "Se a elite de Moscou investe e conserva seu dinheiro no Ocidente, manda a suas famílias a viver no Ocidente, então para que precisamos de tal elite intermediadora? Para melhorar o nível de vida na Rússia temos que trabalhar com Ocidente direito, sem intermediadores-cleptomaníacos do Kremlin!" Por isso a vassalagem aos EUA é preferível aos olhos desses elementos. Por isso os nacionalistas ucranianos estão a favor da Maidan russofóbico e os nacionalistas russos estão a favor de Maidan em Moscou e ao mesmo tempo a favor dos direitos dos russos na Ucrânia e por todas partes.

Entretanto é óbvio o absurdo dessa situação quando os nacionalistas russos e os ucranianos se matam no Leste da Ucrânia lutando por relações de vassalagem com os EUA, cimentando seus nacionalismos étnicos com o sangue derramado!


Em busca da reconciliação


Todos nós nos damos conta da guerra de propagandas. Segundo a média ucraniana 47 ativistas pró-Rússia se autoincendiaram em Odessa e não foram queimados vivos pelos radicais neonazistas, muita gente morreu na praça central de Lugansk não no resultado de um bombardeio de avião do exército ucraniano senão porque se explodiu um ar acondicionado, etc. A média russa também não é 100% pura: por exemplo, faz pouco mostraram a uma mulher que afirmava ver como os radicais da Guardia Nacional da Ucrânia crucificaram a uma criança em Slaviansk (todos viram que a mulher era muito estressada e quase louca, mas o canal não deu nenhum comentârio, como se as afirmações da mulher fossem "Sapienti Sat"). Não comentamos aqui as bobagens legendárias da porta-voz de Departamento de Estado dos EUA Jen Pskai.

Mas queremos repetir que o estilo da Rússia deve ser sumamente gentil e impecâvel. A propaganda deve ser baseada nos princípios extra-étnicos: não se trata dos ucranianos ocidentais, fanáticos de colaboracionista de Hitler Stefan Bandera, que guerream contra os imperialistas russos. Se trata de um conflito interino entre os oligarcas de Donetsk e os de Dnepropetrovsk, amplificado pelos EUA até uma guerra civil pelos projetos de futuro desse territorio.

É necessário insistir que os ucranianos e os russos se não são um só povo, pelo menos são povos irmãos e não faz nenhum sentido a aniquilação mútua nos interesses dos oligarcas e os EUA. Os milicianos guerreiam pela independência da gente pró-Rússia, que historicamente não tem a ver com a "Ucrânia", eles guerreiam contra os oligarcas (seus exércitos privados, Guarda Nacional, formada pelos fanáticos neonazistas e o Exército Regular, que virou um refém coletivo da junta de Kiev).

A propaganda coerente pode ajudar a gente entender o sentido dessa guerra, mas os resultados dela dependem apenas do Kremlin e da Casa Branca.

Achamos que uma "revolução desde arriva" no Kremlin poderia neutralizar esse conflito na Ucrânia tão desvantajoso para a Rússia. O grupo governante deve passar para o lado do povo, chegou a hora de purgar as elites. Assim tanto os nacionalistas ucranianos como os russos perderiam seus argumentos. Enquanto no centro do "mundo russo" se encontra o iate de Abramovich, não faz sentido sonhar com o renascimento russo.

1. A Novorossiya, aliás, a Nova Rússia, é uma região do norte do Mar Negro, conquistada pela Rússia durante as guerras contra a Turquia no final do século XVIII, no reinado de Catarina a Grande (r. 1762 – 1796). Até agora são territórios da Ucrânia menos infectados pelo neonazismo ucraniano, mais pró-Rússia, são regiões mais industrializadas, que geram a maior parte do PIB da Ucrânia e ao mesmo tempo são as regiões mais marginalizadas e satanizadas pelas elites de Kiev durante os últimos 20 anos.

2. http://guiademoscou.blogspot.ru/2014/05/neonazistas-legitimados-na-ucrania.html

3. http://globalvoicesonline.org/2014/07/09/russias-armchair-warrior-turns-on-ukraines-rebel-leader/

четверг, 12 июня 2014 г.

Maidan ou Horda?

Enquanto na praça central de Lugansk os aviões de guerra do exército ucraniano matavam aos civis com os cohetes não dirigidos (confirmado pela OSCE), no Centro Sakharov de Moscou [1] foi realizada a conferência "Maidan ou Horda?" [2], onde os liberais, nacionalistas e certos islamitas russos aplaudiram os crimes de guerra de Kiev. 

Conforme a estrela principal do ”aquelarre”, escritor Alexei Shiropaev (nacionalista étnico, torcedor do colaboracionismo de Andrei Vlásov [3]) a verdadeira Rússia é a Ucrânia atual, quando a Rússia atual é só um usurpador do nome orgulhoso "Rus’".

A Rus’ do Nordeste, já na etapa de mudança de sua capital de Kiev para Vladímir caiu para fora da tradição "democrática" de Kiev-Novgorod. Para Alexei Shiropaev o primeiro tsar autocrata da Rus’ de Nordoste Andrei, que ama a Deus, rompendo com o parlamentarismo oligárquico de Kiev e Novgorod, virou também o primeiro mongol-judeo-bolchevique antes dos mongóis e antes dos "judeo-comunistas" [4].

"Andrei, que ama a Deus é o primeiro inimigo do Maidan", - proclama Alexei Shiropaev. Se os radicais neonazistas bramam em Odessa depois de ter queimado vivos quase 100 ativistas pró-Rússia: "Putin é piroca!", Alexei Shiropaev lhes apoia desde o Centro Sakharov de Moscou: "Já Andrei, que ama a Deus também foi o mesmo piroca!"

A "Horda" para os nacionalistas, neonazistas, liberais e esquerdistas é o estatismo da Rus’ de Vladimir, cimentado no período dos mongóis, que perdura na Rússia até hoje. 

"O tsarismo de Moscou é uma mutação monstruosa da Rus’ de Kiev, que conduziu à perda total das qualidades originais", - disse Alexei Shiropaev. - Quando "Maidan" é um teste universal da russidade". 

Não comentamos aqui que a mesma palavra "Maidan" é de origem árabe, igual que os penteados e uniformes teatrais dos cossacos travestis de Maidan de hoje [5], que se supõe que são os verdadeiros russos, foram copiados das modas da Turquia medieval.

Alexei Shiropaev é um falsificador banal da história, narrador de contos de fadas para os skinheads. Já escrevemos antes, como os nacionalistas étnicos russos sonham com o status do protetorado oficial dos EUA ou pelo menos um estado nacional tipo República Tcheca ou a Estônia [6].

"A Rússia <Horda> é nosso inimigo, a isso se reduz todo nosso programa político", - expressou o credo dos liberais e etno-nacionalistas o filosofo Mikhail Verbitski.

Ideologema de "Horda"

A palavra "Horda" está carregada negativamente tanto para a maioria dos russófilos como para os russófobos. Conforme ao dicionário online de português: "horda" significa: 1) tribo tártara, 2) povo nômade, 3) bando de pessoas indisciplinadas, de malfeitores". No discurso científico "horda" é "arcaização e regresso, ocupação e saque, etc." 

A invasão do fascismo pan-europeu no tempo da Grande Guerra Patriótica na retórica soviética foi comparada com a ocupação das hordas dos mongóis.


Mas os fascistas também demonizavam aos russos, incriminando-lhes a maldição do sangue mongol. Alfred Rosenberg, ideólogo principal do nacional-socialismo alemão, expõe em sua obra "O Mito do Século XX" esta ideologema de "Horda": "Outrora a Rússia foi fundada pelos vikings, elementos germânicos erradicaram o caos da estepe russa e pressionaram aos habitantes dentro de formas estatais possibilitadoras de cultura [7]. Este rol do sangue viking em extinção o retomaram mais tarde as Hansas alemães e em geral os imigrantes ocidentais à Rússia; na época desde Pedro o Grande os bálticos alemães, para o inicio do século XX - os povos bálticos, também fortemente germanizados [8]. Mas baixo a camada superior portadora da cultura na Rússia sempre cochilava a ânsia por uma ilimitada expansão, a vontade impetuosa de pisotear todas as formas de vida, sentidas como simples barreiras. O sangue misturado com o mongol entrava em ebulição em todos os choques da vida russa, mesmo em forte diluição, e arrastava aos homens a ações que ao próprio indivíduo, muitas vezes lhe tenham parecido incompreensíveis. Esta inversão repentina de todos os sinais éticos e sociais que retomam continuamente na vida russa e na literatura russa (de Chaadaiev a Dostoievski e Gorki) são uma indicação de que as correntes sanguíneas inimigas lutam umas contra outras e que essa luta não vai acabar antes de que uma força de sangue triunfe sobre a outra. O bolchevismo significa a rebelião do mongolóide contra as formas culturais nórdicas, é o desejo pela estepe, é o ódio do nômade contra a raiz da personalidade,significa a tentativa de livrar-se da Europa em si.

A raça báltica-oriental, dotada de muitos dons poéticos, resulta - ao estar impregnada do sangue mongol - barro, dúctil nas mãos dos condutores nórdicos ou de tiranos judeus e mongóis. Ela canta e dança, mas assassina e solta sua fúria ao mesmo tempo; é devotamente fiel, mas quebrando em formas relaxadas, desenfreadamente traiçoeira. Até que é forçada dentro de novas formas, embora sejam da natureza tirânica". 

Os nazistas em sua propaganda eram muito mais claros do que seus discípulos liberais de hoje. A Ucrânia (Maidan) "canta e dança", enquanto a Rússia (Horda) "assassina e solta sua fúria, livrando-se da Europa em si". 

Os fascistas não eram os pioneiros, culpando à Rússia no asiatismo hordáico: os paralelos semelhantes são uma ideia fixe da russofobia europeia: em qualquer de suas variantes, seja o tsarismo de Ivã o Temível, o império de Pedro o Grande, a URSS de Iosif Stalin, a Rússia sempre fica a sucessora da Horda de Ouro, doente cronicamente de "asiatismo". 

Com isso a Horda de Ouro é um conceito convencional, um clichê ideológico, que geralmente significa uma inversão absoluta do Ocidente.


Por exemplo, para os liberais de hoje, a Rússia atual, a URSS, o império dos Romanov, o tsarismo de Moscou são a Horda de Ouro, pela falta de paradas gay, ou seja pela falta de assim chamada sociedade civil e o mercado. Quando "as instituições de Horda" estão enraizados muito profundo: a supremacia da propriedade estatal, a imobilidade do poder, o coletivismo, etc. 

Conforme aos etno-nacionalistas na Rússia de hoje igual que na época de Horda de Ouro os grupos de oligarcas locais oprimem o povo russo com apoio das máfias étnicas dos chechenos, dagestanêses, tártaros, etc. Igual que na URSS os grupos internacionais oprimiam aos russos com apoio das elites asiáticas e judaicas. Igual que antes da URSS os Romanov oprimiam aos russos com apoio dos castigadores-cossacos e funcionários alemães e antes dos Romanov, os tsares russos oprimiam aos russos com apoio dos mongóis. 

A demonização da "horda" pelos russófobos estrangeiros e os liberais e etno-nacionalistas russos leva ao fenómeno de que aparecem os ideólogos que até negam o fato histórico do jugo dos mongóis ou vem nele somente o lado positivo (os euroasistas de Alexandr Dugin até chegam ao culto do barão sádico Ungern von Sternberg [9]) 

"Horda" de fato 

Sem dúvidas o período da invasão mongol foi um período da ocupação, mas os mongóis não realizaram na Rússia um genocídio como na China. Ao mesmo tempo o Império Mongol não somente passou à Rússia suas superavançadas tecnologias de guerra, mas também os mongóis trouxeram para a Rússia a cultura estadista da conquistada por eles China: centralização, a severa disciplina dos funcionários, destruição da influência de nobreza tribal, meritocracia, pagamento de impostos através da responsabilidade mútua, etc. A administração na Rússia no período da Horda de Oura estava na altura, que seria possível na Europa somente no tempo de Napoleão. A China nesse tempo tem superioridade cultural absoluta sobre Europa: é importante que eram os europeus que sempre procuravam conquistar o Leste, enquanto as civilizações do Leste não tinham muitas ganas de ir para Europa. 


Repetimos que a Horda virou o condutor da modernização chinesa da Rússia. Nesse período a Rússia apreende as tecnologias chinesas de fundição de ferro, de produção de pólvora, de uso do arado chinês, etc. Copiamos a roupa chinesa (o famoso gorro "ushanka" e botas de feltro), técnicas decorativas, construção de casas com armações, etc. Da China foi trazido para a Rússia o ábaco, que vai migrar da Rússia para Europa só uns século mais tarde. 

Ao mesmo tempo a conquista da Rússia provocava uma constante resistência e para o século XIV já eram os russos que administravam os impostos no país e não os mongóis como na primeira etapa da conquista. Reconhecendo o poder dos mongóis os russos recuperaram o país e superaram a Horda de Ouro.

Por certo a cultura persa também veio a Rússia no contexto da Horda de Ouro. Pérsia e China são grandes civilizações antigas, que superavam Europa em seu tempo, não se pode comparar o estado atual dos países asiáticos com seu estado na Idade Média - é a mesma coisa que comparar os italianos de hoje com os romanos do Império de Roma. Não temos que ver nada mal nas modernizações da Rússia ao estilo chinês e persa na época dos séculos XIII-XV. Além disso, não se pode reduzir a história da Rússia ao período de horda: na época de Ivã o Temível o país se orientou à experiência da Turquia, no período de Pedro o Grande copiamos a modernização da Holanda, Nikolai I copiava a experiência da Prússia, os soviéticos aceitaram muitos elementos da industrialização americana. 

Ideologema de Maidan 

Conforme o mito histórico de Maidan - os fronteiriços Novgorod e Kiev supostamente foram menos infectados pelo "asiatismo" e, portanto, eles conseguiram conservar sua "genética europeia" (normando-bizantina ou alemã, como lhe gostaria crer a Rosenberg) no maior grau. É por isso é que a Ucrânia não é a Rússia, quando a Rússia é um mutante sino-irano-mongol. 

O herói principal desse ideologema é o príncipe Daniel Romanovich da Galícia (periferia ocidental da Rússia), que a diferencia do príncipe de Vladímir (o centro da Rússia) Alexandr Nevsky desafiou a Horda de Ouro e no resultado como creem os neonazistas ucranianos e seus simpatizantes Daniel Romanovich conservasse melhor a "verdadeira russidade". Essa "verdadeira russidade" se manifestou na traição de hetman Ivã Mazepa a Pedro o Grande, na resistência branca, pagada pelos alemães, aos bolcheviques, no colaboracionismo de Stefan Bandera com os nazistas alemães e na orientação atual de Kiev para a UE. 

Maidan de fato

É verdade que ao contrário de Alexander Nevski, Daniel Romanovich tinha uma posição geopolítica muito mais favorável e podia opor certa resistência à Horda de Ouro. Mas como é bem conhecido, sua resistência ficou sem sentido na prática: ao final das contas Daniel Romanovich foi subordinado pelo general mongol Burundai. Não lhe ajudou a coroa recebida de mãos do Papa de Roma, quando o dano sofrido pelo território da Galícia-Volínia foi significativamente maior do que o dano sofrido pela Rus’ do Nordeste (de Vladimir). Com isso o principado de Galicia-Volínia perdeu sua independência, dissolvido na Lituânia e Polônia, continuando pagar o tributo à Horda de Ouro e mais tarde ao Khanato de Crimeia.

No resultado da aventura de Daniel Romanovich seu prinicipado perdeu a identidade russa (aceitando o catolicismo), perdeu a independência e desapareceu para sempre da história. Quando no resultado da política de Alexandr Nevski a Rus’ de Vladímir superou a Horda de Ouro e se transformou na Rus’ de Moscou. Por que Alexandr Nevskiï não passou pelo caminho de Daniel Romanovich? Porque depois da batalha no rio Neva ele entendia que o "Ocidente" no plano militar não era um aliado sério, quando as consequências de sua ajuda temporal poderiam ser destrutivas para a Rússia. Como sabemos hoje ele tinha toda a razão. 

Por causa da aventura de Daniel Romanovich as periferias do Sul da Rússia viraram um polígono milenário para as inteligências ocidentais, lutando contra a Rússia. Heróis de Maidan é um panóptico dos traidores, que até se nos supomos que tenham algum sono de independência, na realidade sempre vendem seu povo à Polônia com Lituânia (Daniel Romanovich), ou à Polônia com Suécia (hetman Ivã Mazepa), ou à Alemanha (Stefan Bandera), ou aos EUA, como a elite atual da Ucrânia.

O projeto pós-soviético da nação ucraniana não tem nenhum programa positivo e se constrói só sobre a negação da "russidade", na realidade sobre a russofobia. Os russos não sentiram nada salvo a piedade aos radicais ucranianos, fanatizados pelo mito de Maidan.


A pergunta "Maidan ou Horda" não é correta, a pergunta é "Europa e sua encarnação mais radical - EUA ou a Rússia", desaparecimento ou conservação histórica. 




5. a mesma palavra "cossaco" é de origem tártara, igual que o famoso grito "hurrá" dos militares russos. Os primeiros cossacos eram os tártaros que passaram para o lado dos russos e serviam de guardas de fronteiras. Esse termo nunca teve na Rússia uma conotação étnica, os cossacos eram um estrato social: ao abandonar o serviço de guarda de fronteira (nas "ucrânias" (periferias) da Rússia no Sul (a Ucrânia atual) ou nas "ucrânias" da Rússia do Leste (o Cazaquistão atual) os cossacos deixavam de ser os cossacos).
7. É uma visão ultra simplista, olhem o contexto do inicio da Rússia:
8. O próprio Rosenberg era cidadão do Império Russo, nasceu em Reval (Tallinn), na atual Estônia, que era parte do Império Russo naquele tempo. 

суббота, 31 мая 2014 г.

os últimos Romanov seriam bolcheviques se não fossem os czares



Alexandr Mijáilovich, neto do czar Nicolai I e tio do czar Nicolai II (também foi marido da irmã de Nicolai II), chefe da Direcção da Flota Comercial do Imprio Russo nos anos 1902-1905:


"Ocorreu-me que embora eu não fosse um bolchevique, mas eu não podia concordar com meus parentes e conhecidos e de forma imprudente condenar tudo o que os Soviets fazem, só porque isso é feito pelos Soviets. Sem dúvidas eles mataram três dos meus irmãos, mas eles também salvaram a Rússia do destino de um vassalo dos aliados.

O tempo, quando eu os odiava e tinha muitas ganas de chegar até Lenin ou Trotskiï, passou, porque eu comecei obter as notícias sobre um e depois sobre outro passo construtivo do governo de Moscou e encontrei-me com o fato de que eu sussurrava: "Bravo!". 

Como todos os cristãos que "não são frios nem quentes" eu não conhecia outra forma de remediar o ódio, como inundá-lo em outro ódio, ainda mais ardente. Os polacos me ofereceram um objetivo conforme última opção.

Quando no início da primavera de 1920 vi as manchetes dos jornais franceses, anunciando uma procissão triunfante de Pilsudski sobre os campos de trigo da Maloróssia [1.], algo fraturou dentro de mim e eu esqueci sobre o fuzilamento de meus irmãos, ocorrido faz um ano. A única coisa que passava por minha cabeça foi: "Os polacos estão prestes a tomar Kiev! Eternos inimigos estão prestes a cortar as fronteiras ocidentais do Império Russo". Eu não ousei me expressar abertamente, mas ouvindo as conversas absurdas dos refugiados e olhando para seus rostos, eu desejava com toda a minha alma a vitória do Exército Vermelho.


Não importa que eu era o Grão-Duque. Eu era um oficial russo, que deu juramento para defender a Pátria de seus inimigos [2.]. Eu era o neto do homem que ameaçou arar as ruas de Varsóvia, se os polacos uma vez mais se atrevessem a quebrar a unidade de seu império. De repente, ocorreu-me uma frase desse antepassado meu, uma frase de 72 anos atrás. Direito no informe sobre os "atos ultrajantes" do ex-oficial russo de artilharia Bakunin [3.], que levou a multidão dos revolucionários alemães na Saxônia para assaltar a fortaleza, o Imperador Nicolau I escreveu com letras grandes: "Hurra a nossos artilheiros"!


A semelhança da minha e sua reação me surpreendeu. Eu senti a mesma coisa quando o comandante vermelho Budionny derrotou as legiões de Pilsudski e perseguiu-o até Varsóvia. Desta vez os elogios foram dirigidos para os cavaleiros russos, mas no resto poucas coisas mudaram desde os tempos do meu avô. 

- Mas você parece esquecer - o meu fiel secretário disse - que, entre outras coisas, a vitória de Budionny significa o fim às esperanças do Exército Branco na Crimeia. 

Sua observação razoável não abalou minhas crenças. Naquele verão inquieto do vigésimo ano ficou claro para mim, igual que é claro para mim agora no tranquilo ano de 1933, que para alcançar uma vitória decisiva sobre os polacos o governo soviético fez tudo o que era necessário fazer para um governo verdadeiramente popular. Parece irônico que os participantes da III Internacional tenham de proteger a unidade do Estado russo, mas a verdade é que desde aquele mesmo dia os soviéticos estão obrigados a realizar uma política puramente nacional, que não é outra coisa senão a política de muitos séculos, lançada por Ivã o Temível, desenhada por Pedro o Grande, que atingiu seu ponto culminante sob Nikolaiï I. Essa politica é defender as fronteiras do estado a qualquer preço e passo por passo avançar até as fronteiras naturais no Ocidente! Agora eu tenho certeza que até mesmo meus filhos vão ver o dia quando chegar o fim não só à independência absurda das repúblicas bálticas, mas quando a Bessarábia e Polônia também ser recuperadas pela Rússia e os cartógrafos terão que trabalhar duro sobre a redefinição das fronteiras no Extremo Oriente [4.].

Nos anos vinte eu não me atrevi a olhar para um futuro tão distante. Então eu estava preocupado com meu problema puramente pessoal. Eu vi que os soviéticos saiam de uma longa guerra civil como vencedores. Ouvi que eles cada vez falavam menos dos temas que ocupavam tanto a seus primeiros profetas nos dias tranquilos do "La Closerie des Lilas" [5.] e cada vez eles falavam mais dos temas que sempre foram vitais para o povo russo como um organismo unido. E eu perguntei a mim mesmo, com toda a seriedade, que você esperaria de um homem privado de sua propriedade significante e que testemunhou a liquidação da maior parte dos irmãos: "Se eu, como um produto do império, uma pessoa educada em crença na infalibilidade do Estado, se eu ainda posso condenar os atuais governantes da Rússia?”.

A minha resposta foi: "sim" e "não". O Senhor Alexander Romanov gritou "sim". O Grão-Duque Alexandre disse "não". O primeiro foi obviamente decepcionado. Ele adorava suas propriedades prósperas na Crimeia e no Cáucaso. Ele desejava entrar uma vez mais no escritório de seu palácio em São Petersburgo, onde os inúmeros estantes abarrotavam dos volumes encadernados em couro sobre a história da navegação e onde ele poderia preencher as noites com as aventuras, apreciando as antigas moedas gregas e rememorando esses anos que ele tinha passado em sua busca.

Felizmente para o Grão-Duque, ele sempre foi separado do senhor Romanov com uma face. Portador de um título muito alto, ele sabia que ele e sua turma não deveriam ter um conhecimento amplo ou exercer a imaginação e, portanto, no caso da resolução da dificuldade atual, ele não hesitou, porque simplesmente tinha que confiar em sua coleção de tradições, essencialmente banais, mas surpreendentemente eficaz para fazer soluções. Fidelidade à Patria. Exemplo dos antepassados. Conselhos dos iguais. Permanecer fiel à Rússia e seguir o exemplo dos Romanov, que nunca imaginavam-se mais do que seu império, significava aceitar que foi mister ajudar ao governo soviético, não obstaculizar seus experimentos e desejar sucesso naquilo em que os Romanov falharam".

Fonte:

http://www.ozon.ru/context/detail/id/128574/

1. Maloróssia significa em russo "Pequena Rússia", o nome carinhoso que se usava na Rússia para chamar aquelas terras que agora são conhecidas como a Ucrânia. "Pequena Rússia" quer dizer "coração da Rússia, o centro do mundo russo", quando a "Grande Rússia" era só uma periferia da Pequena Rússia. O nome "Ucrânia" foi dado a essas terras pelos polacos: "Ucrânia" quer dizer "margem, zona marginal, periferia" - assim com desdém os polacos chamavam esse território. Os russos mais tarde também usavam esse termo "Ucrânia", mas ele foi usado tanto para a "Rússia Pequena" como para o atual Cazaquistão.

2. Uns 30% dos oficiais que juravam fidelidade a Nicolai II depoís da Revolução Russa passararm para o lado do Exército Vermelho.

3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin

4. Alexandr Mijáilovich teve razão e os acontecimentos esperados por ele ocurreram.

5. Lenin e Trotski gostavam de jogar xadres nesse cafe de Paris, também o cafe foi frecuentado por Paul Verlaine, Maurice Maeterlinck, Oscar Wilde, August Strindberg, Ernest Hemingway, etc.