Показаны сообщения с ярлыком Japão. Показать все сообщения
Показаны сообщения с ярлыком Japão. Показать все сообщения

воскресенье, 24 января 2016 г.

Por que Putin tem medo de Lenin?


A revolução será sim televisionada! O Lênin é interpretado por Leo Di Caprio, ouviu! O autor do roteiro é Gene Sharp, caramba!


Pelo menos no famoso estúdio de cine russo Lenfilm (Len - de Lênin) não há dúvidas de que tal filme sobre Lênin Di Caprio será um grande sucesso. A revolução é um tema sério, "a coisa tá russa"! Só os russos de hoje não valorizam sua história do século XX... Não foi a Lenfilm que se lembrou de Lênin, senão um playboy de Hollywood.

E o filme sobre Lênin, um ícone da revolução, é oportuno como nunca. O núcleo do sistema-mundo está em crise: as potências grandes brigam pelos mercados esgotados (aqui entre os intelectuais volta à moda Karl Marx & Co), enquanto as periferias do mundo são formatadas conforme as novas rotas de comércio, desenhadas desde o centro (os intelectuais "periféricos" sempre andam atrasados, vestidos de "conservadores", optando pelos filósofos de direita - o "second hand" europeu).

A Rússia, mãe da Revolução, virou contra-revolucionaria

Se o núcleo do mundo sofre de uma crise de identidade, a hegemonia dos EUA esta na bancarrota (com frecuência estas crises se tornam grandes guerras), as periferias sofrem das "ondas revolucionárias", que já destruíram o espaço post soviético ("revoluções coloridas"), sacudiram o mundo árabe ("primavera árabe"), e elas já estão atingindo a Rússia, penetrando a Ásia, aproximando-se dà China.

A revolução é vista hoje como um simples “regime change”. Os “revolucionários” de hoje já não querem mudar o mundo, senão se adaptar ao mundo finalizado conforme padrões dos EUA. Os países “párias” que desafiam estes padrões são xingados como contra-revolucionários.

Como um dos obstáculos principais para a hegemonia dos EUA foi abertamente qualificada a Rússia (que honra!). O Ocidente declarou uma guerra híbrida à Russia de Putin, provocando um cisma entre as elites russas e deslegitimando o grupo governante de Putin. Para empurrar a Rússia à uma revolução, a Ucrânia é afogada numa guerra civil

Não é de surpreender que nos últimos anos o imaginário coletivo dos russos viva uma nova revisão da história da Revolução Russa de 1905-1917. Não é a primeira vez e esperamos que não seja a última.

Abaixo, à grosso modo, vamos apresentar a interpretação da Revolução Russa de 1905-1917 segundo o atual grupo governante da Rússia e seus intelectuais cortesões:

1) A Revolução de 1905-1917 na Rússia foi um Maidan, um teatralizado “regime change”, orquestrado desde estrangeiro. Como o Maidan foi só um elo da cadeia dos golpes de estados no espaço post-soviético, a Revolução Russa de 1905-1917 também foi só um dos elementos da “onda revolucionaria” do inicio do século XX (Rússia, Império Otomano, México, China).

É impressionante como certas recreações da Revolução Russa pelo cinema soviético pintem o Maidan de hoje!



2) Os beneficiários da Revolução Russa de 1905 e de Fevereiro de 1917 foram, antes de tudo, os anglosaxões e japoneses. 

As reuniões dos radicais russos do inicio do século XX se passavam em Londres e Zurique. E os radicais de hoje preferem quase as mesmas cidades: ex-oligarca Jodorkovski mora na Suiza e ex-oligarca Berezovski morou em Lóndres.

Sem dúvida os opositores receberam o dinheiro do Japão para a Revolução de 1905 (no contexto da guerra entre a Rússia e o Japão). Hoje estão ativados os mesmos enredos geopolíticos:



3) as tecnologias da mobilização revolucionaria também não mudaram muito desde 1905 (a Revolução Russa de 1905, por sua vez, foi uma copia perfeita das revoluções europeias de 1848). Gene Sharp não descobriu nada novo:

- as greves dos setores de infraestrutura para paralizar a vida normal nas cidades mais importantes
- as campanhas de banquetes para a imprensa liberal com fim de radicalizar a opinião pública
- mobilização dos estudantes para as manifestações não violentas (entre aspas), que geralmente se tornam os crueis enfrentamentos com a policia (provocados pelos radicais, infiltrados entre a molecada de estudantes).
- boicote dos intelectuais conservadores, etc.

Tudo que serve para radicalizar o povo, cismar as elites e deslegitimar o grupo governante.

Lev Tolstoi, Máximo Gorki, Vladímir Mayakovski, Vladímir Korolenko, etc. foram um coletivo Pussy Riot do inicio do século XX (sim, vivemos uma terrível degradação, mas ao mesmo tempo devemos reconhecer que hoje a oposição russa no campo cultural não é apresentada somente pelas mediocres Pussy Riot, mas também tem escritores importantes como E.Limonov (nacional-bolchevique), V.Sorókin (liberal), etc. Simplesmente, Pussy Riot são mais convenientes para a promoção. Não nos esqueçamos do último Premio Nobel por literatura do ano 2015).

4) as elites opositoras são uma chave da revolução. É sabido que depois da revolução de Fevereiro de 1917 (quando ganhou o governo provisório formado pelos masons anglófilos) o primo do czar Nikolai II - grande príncipe Kirill até põe um laço vermelho. Foram os “caras” mais próximos ao czar que o fizeram abdicar do trono russo. 

Claro, que as elites eram liberais, mas até entre elas havia também personagens radicais: por exemplo, a organizadora do atentado contra o czar Alexandr II em 1881 foi Sofia Peróvskaya, uma filha do governador de São Petersburgo! Ela não precisava de dinheiro. A diferença de Alexandr Ulianov, irmão de V.Lênin: Alexandr teve que vender sua medalha de ouro (era um estudante brilhante) para comprar os componentes da bomba, endereçada ao czar Alexandr III. 

Queremos dizer que não há nada surpreendente que a afilhada do presidente V.Putin Ksenia Sobchak fosse uma dos glamour-comandantes das revoltas em Moscou em 2012 (K.Sobchak é filha do prefeito liberal e odioso de São Petersburgo Anatolli Sobchak, V.Putin trabalhou nessa prefeitura nos anos 90, muito amigo de A.Sobchak).

5) os revolucionários sonham com uma revolução, e as revoluções acontecem nos momentos da perda da legitimidade por grupo governante. É ridículo falar da ilegitimidade das revoluções. Claro que as revoluções sempre são ilegítimas! Como os governos desafiados por revoluções sempre são os governos que têm pouca legitimidade.

E os revolucionários costumam argumentar com violência brutal (quando o governo já perdeu seu monopólio sobre o uso da força). Um dos mems do Maidan - combatente brutal do braço militar de Pravi Sektor Sashkó Bily é parecido com o marinheiro-anarquista Zhelezniak quem dissolveu com as armas a Assembleia Constituinte Russa em janeiro de 1918. Assim que os radicais russos: bolcheviques e socialistas revolucionários de esquerda conseguiram monopolizar o poder (isso não aconteceu na Ucrânia, onde os radicais são uma clássica bucha de canhão, manipulada pelos liberais).


Sim, os bolcheviques subiram ao poder por meio de um golpe (contra o Governo Provisório do capital estrangeiro).

Sim, os bolcheviques eram muito radicais, o que em parte foi uma das causas da guerra civil (não a principal): por exemplo, os bolcheviques igualizaram um voto de operário a 5 votos de camponeses.

Sim, aos bolcheviques não lhes importava a “legitimidade”.

7) Como as massas não por todas partes costumam apoiar os revolucionários é frecuente o uso dos mercenários (o que não é decisivo). Igual ao Maidan Ucraniano, segundo alguns historiadores a Revolução Russa também teve este episódio: se trata da participação no Exército Vermelho de chineses (húngaros e letôneos tiveram antes de tudo os motivos ideológicos).

Podemos continuar estes paralelos entre a Revolução Russa de 1905-1917 e o Madian da Ucrânia. Estes paralelos são possíveis iguais aos paralelos entre Israel e o Terceiro Reich.

E na Rússia é bastante comum ouvir falar desses paralelos ao presidente V.Putin, ministro da cultura V.Medínski, vice-presidente do parlamento V.Zhirinóvski, escritor N.Stárikov (presidente do movimento “Anti-Maidan”), etc.

Achamos que, sem dúvida, existe fundamento para tais paralelos, mas não se pode ignorar a específica do golpe de Outubro de 1917:


Foi a primeira vez na história quando os radicais (“marionetas”) conseguiram interceptar o poder de liberais e de seus padrinhos estrangeiros (“marionetistas”). Os bolcheviques restauraram o império russo numa forma mais moderna e muito mais justa, além disso eles conseguiram fazer seu modelo atrativo para uma significante parte do mundo.




Para sobreviver Putin deve virar bolchevique


Сada nova situação tem sua específica. A Rússia hoje não é um país de camponeses, a motivação do povo já não é tão simples como antes. Demograficamente a Rússia não sofre pressão de “уouth bulge”, como em 1905-1917. Ao mesmo tempo a geopolítica e as ferramentas de dominio não mudaram muito. É engraçado que o mesmo Putin & Co para defender sua subjetividade histórica tem que atuar justo como bolcheviques:

Os bolcheviques recusaram de pagar as dívidas do czar aos bancos estrangeiros (um dos motivos da intervenção militar da Inglaterra e França na guerra civil russa). Putin, hoje, também não quer pagar as “indemnizações” aos “inversionistas” de Yukos.

Os bolcheviques prenderam os nacionalismos étnicos oferecendo um modelo de autogestão no marco da União das RSS e antes de tudo apresentando a justiça econômico-social, satisfatória para a maioria dos camponeses multiétnicos. Putin faz a mesma coisa, desenhando a União EuroAsiana. Só o “pragmatismo econômico” de seu grupo governante é bastante hipócrita e pouco atrativo para um homem pequeno.

Os bolcheviques tiveram o problema da luta dentro do partido entre os estalinistas realistas (social-localistas) e os trotskistas fanáticos (social-globalistas). Parece que Putin também sofre desta forma de esquizofrenia dentro de seu grupo governante (estadistas-patriotas vs liberais-globalistas).

O drama da situação atual é o mutismo intelectual de Putin (apesar de sua charlataneria), é um drama de ausência da linguagem vanguardista para se explicar com confiança a seu próprio povo e aos simpatizantes estrangeiros.

Se você gostou de meu blog, pode ajudar materialmente:


money.yandex: 41001636397604 

Cartão de Sberbank da Rússia: 676196000420219652 

Vou mandar o dinheiro coletado com ajuda de meu blog
para as ONGs civis de minha confiança em Donbass.

пятница, 8 мая 2015 г.

Sobre a profanação da 2GM

Não é de se surpreender que o Ocidente menospreze o protagonismo da Rússia (a URSS) na Segunda Guerra Mundial. No resultado desta campanha vergonhosa a maioria dos cidadãos do Ocidente e de sua órbita “cultural” acham que a Segunda Guerra Mundial foi iniciada pelos monstros totalitários: a URSS e a Alemanha Nazista em 1939 - com a partição da Polônia, e que a guerra foi finalizada pela vitória dos EUA com o desembarque na Lua. É triste, porque nos primeiros anos após a guerra, a contribuição fundamental da Rússia era indiscutível, mas também o monopólio atual de Hollywood sobre a vitória é lógico: porque a Rússia ficou fraca e não conseguiu se defender adequadamente no campo informativo-memorial. 

Seja como for, o quadro fantástico pintado pela propaganda dos EUA se destrói com uma só pergunta: por que os "heroicos" aliados da URSS abriram a segunda frente apenas no final da guerra - em 1944?

A Campanha Norte-Africana de 1940-1943 e aInvasão Aliada da Itália em 1943 não podem ser um argumento sério, porque sua escala é incomparável com a situação na frente russa. É pouco provável que haja fanáticos que vão refutar este fato, mas temos que aceitar que quanto mais degradação intelectual vivermos, mais provável será a distorção destes enredos. Por ora uma das formas mais "populares" da profanação da vitória é o lend lease

A ajuda dos aliados no marco do lend lease se estendia de 4 a 10% das possibilidades da URSS. Deixamos passar em branco o fato de que os aliados não cumprissem com suas promessas sobre os volumes de fornecimento de armas, que seus armamentos em muitos casos já não eram atuais tecnicamente. “Já para a primaveira de 1943 as Forças Armadas dos EUA superaram os nossos 8,5 mlhões soldados, - escreve o historiador russo Boris Iúlin, - eles tem uma fortíssima indústria militar. E isso, só nos meados da guerra. A Inglaterra (sem contar as colônias e domínios) tem 4,8 milhões. Junto com a URSS a coalizão anti Hitler tem o dobro superioridade sobre o inimigo em terra e quatro vezes no mar e no ar. O que os atrapalhou de eliminar o inimigo com os golpes decisivos e acabar com a guerra? A URSS, na primavera de 1943, manteve em frente mais de 6 milhões de soldados – quando os aliados, que são duas vezes mais numerosos, tinham à sua frente menos de 1 milhão...

Tudo é certo – “que estes russos e alemães matem uns aos outros tanto quanto possível!”. Assim, nossos “aliados fiéis” não precisariam abrir uma segunda frente em 1942 e, ao invés disso, prometeram fazê-lo em 1943. Porém, eles não o fizeram em 1943, mas juraram em Teerã que o fariam já na primavera de 1944... Como resultado, uma segunda frente é aberta no verão de 1944, quando a eliminação da Alemanha já é evidente para todos.

Na guerra de coalizão a ajuda real pode ser uma só: as ações ativas de combate em larga escala. Não foram os aliados que nos ajudaram, mas sim nós que os ajudamos. Nós assumimos por eles a carga das principais ações de combate.

Mesmo se o lend lease não fosse de 4-10%, mas de 100%, e estes fornecimentos não fossem por dinheiro, mas sim de graça, do mesmo jeito isso não mudaria a realidade de que fomos nós que ajudamos os aliados, morremos por eles.

Seria melhor se as armas que eles nos mandavam fossem usadas na Europa pelas mãos dos soldados estadunidenses e ingleses. Essa seria uma ajuda mais adequada por parte deles". [1.]

“Desde os primeiros dias da guerra, Stalin solicitava raivosamente dos aliados anglo-americanos que abrissem imediatamente a segunda frente, - escreve o historiador Arsen Martiroçian. – Em resposta a Grã-Bretanha ofereceu-lhe permissão para introduzir suas tropas na Transcaucásia – com o baixo pretexto de proteção dos reservatórios soviéticos de petróleo. Os EUA ofereceram que lhes alugassem os aeródromos soviéticos no Oriente Extremo”. [2.]

Lembrando da ajuda "sangrenta e desinteressada" dos anglo-saxões durante a Guerra Civil, quando tivéramos que expulsar os invasores com força, estas ofertas foram rejeitadas. Os britânicos não queriam derramar a sangue e continuaram oferecendo seus serviços de guardas para os centros soviéticos da produção e processamento de petróleo (86,5% foram concentrados na Transcaucásia (Bacu) e no Cáucaso (Grozni). 

A oferta dos EUA não foi menos vil e provocativa – se a URSS deixasse aos EUA alugar os aeródromos no Oriente Extremo, ela automaticamente violaria as condições do Pacto de Neutralidade de 13 de abril de 1941. O Japão declararia a guerra à URSS! 

Resumindo - a ajuda dos aliados é tão vergonhosa como sua instigação da guerra [3.]. Não falamos aqui sobre a colaboração em massa dos países ocupados pelos Nazistas nem sobre a evacuação de certos capos de Nazistas e seus colaboradores no pós-guerra para o Ocidente.

2. Arsen Martirosian “200 mitos sobre Stalin” 
3. http://guiademoscou.blogspot.ru/2015/02/2gm-refresquemos-memoria.html

Se você gostou de meu blog, pode ajudar materialmente:


money.yandex: 41001636397604 

Cartão de Sberbank da Rússia: 676196000420219652 

Vou mandar o dinheiro coletado com ajuda de meu blog para as ONGs civis de minha confiança em Donbass.

среда, 4 февраля 2015 г.

2GM: refresquemos a memoria

De vez em quando todos oimos falar as coisas tipo:


Que diabo é que celebramos a Vitória na Segunda Guerra Mundial em Moscou?


Os alunos americanos já sabem que na Segunda Guerra os EUA guerrearam contra a Alemanhã Nazista e contra a URSS comunista, só acabaram com os nazistas em 1945 e com os comunistas em 1991.

Meu Deus! Os EUA acabam com os tiranos cada ano! Por que falamos tanto da 2GM. Basta!


Estas bobagens podem ser indiscutíveis nos EUA, mas hoje elas também viram uma norma entre as elites periféricas da Europa (países como Polônia, cujos cidadãos não se consideram da "primeira classe", onde as elites preparam seus povos para a missão da bucha de canhões). Refresquemos a memoria, por favor.

Ocidente é culpado na tragédia

Em 1936 o Japão e a Alemanha assinam o Pacto Anti-Komintern, dirigido contra a URSS. O Japão e a Alemanha consideram a URSS o alvo principal de sua expansão neocolonial. Londres e Paris fazem a vista grossa sobre a militarização da Alemanha (violando o Tratado de Versalhes de 1919).

Claro, que a URSS alerta intenta criar um sistema de segurança na Europa. No dia 2 de Maio de 1935 a URSS assina o Tratado de Amizade, Cooperação e Ajuda Mútua com a França e a Checoslováquia (os objetos potenciais da agressão germânica).

Desde o abril de 1935 até 1938 a URSS oferece à Inglaterra e a França combinar um Tratado Trilateral, mas não recebe nenhuma resposta concreta até quando ambos os países ocidentais façam um tratado ...com Hitler (Acordo de Munique). "Obsequiamos a Hitler a Europa de Leste para que nos deixe em paz".

Londres e Paris observam com calma a intervenção da Alemanha na guerra civil da Espanha, a introdução das tropas alemãs na zona desmilitarizada da Renânia, o Anschluss da Áustria.


O dia 30 de setembro de 1938 é uma das páginas mais vergonhosas na história do Ocidente: foi assinado o Acordo de Munique (na historiografia russa "Conspiração de Munique"). Londres e Paris bendizeram Hitler para anexar os Sudetos da Checoslováquia.


Em 1939, já bendito pelas potencias mais fortes da Europa, Hitler decide destruir o estado da Checoslováquia. A França não reage, embora ela tenha as obrigações de aliado ante a Checoslováquia [1]!

Em agosto de 1939, Moscou outra vez intenta assinar um Acordo Trilateral com a França e Inglaterra, mas Paris e Londres não querem tomar nenhuma responsabilidade [2].

Obviamente os grupos governantes do Ocidente não viram nada ruim na agressão da Alemanha Nazista contra a URSS.

Como disse Churchil: "O Munique e muitas outras coisas convenceram o governo soviético que nem Inglaterra, nem França não iriam combater, até quando não fossem atacados, e até neste caso elas seriam inúteis".

A URSS ganha tempo, vai resistir sozinha

Em 23 de agosto de 1939 a URSS, o último de todos, assinou com a Alemanha Nazista o Pacto de Não Agressão [3]. O pacto Mólotov-Ribbentrop foi assinado nas condições da agressão da Japão (no auge dos combates no rio Khalkhin Gol) [4]. O objetivo do pacto é ganhar o tempo e se preparar por conta do inimigo.


Sublinhemos outra vez: a URSS não foi primeiro que assinou um pacto com a Alemanha:

Em 1935 a Polônia assinou o Pacto Beck-Ribbentrop;

Em 1935 a Inglaterra assinou o Pacto Hoare-Ribbentrop;

Em 1938 a França assinou o Pacto Bonnet-Ribbentrop. Este pacto foi dramático para os pequenos países da Europa Continental: se a França tem medo de Hitler, naturalmente a Hungria e a Romênia começam a se reorientar para Berlim;

Em 1938 a Dinamarca;

Em 1939 a Letônia e a Estônia assinaram os Acordos da Paz e Amizade com a Alemanha Nazista;

Em 1939 a URSS, o último de todos, assinou o Pacto Mólotov-Ribbentrop.

A histeria ao redor dos protocolos secretos do Pacto Mólotov-Ribbentrop (sobre o delineamento banal das esferas de influência) útimamente virou um pretexto para demonizar a URSS como um país agressor igual à Alemanha e Japão. Então, se a Rússia é sucessora da URSS, ela também deve pagar as indemnizações à Letônia, Lituânia, Estônia, Polônia, etc. Seria oportuno, se a Rússia fosse marginalizada e expulsada da ONU, - deduzem os "intelectuais" manipuladores.

O caso da Polônia

A URSS em certo sentido decidiu os destinos da Polônia e os Países Bálticos (para mudar a frente de suas fronteiras o máximo possível). Mas antes a Inglaterra e a França decidiram o destino da Checoslováquia em 1938! [5].

Contudo o Pacto Mólotov-Ribbentrop não pressionou o gatilho da guerra. A Diretiva de Hitler sobre a agressão contra a Polônia Fall Weiss ("Caso Branco") aparece já em três de abril de 1939 - antes do Pacto Mólotov-Ribbentrop.

Quando as tropas da URSS entraram na Bielorrússia Ocidental e na Ucrânia Ocidental a Polônia como tal já deixou de existir, seu governo fugiu do país! Não se pode falar da nenhuma "punhalada nas costas".

Também a desavergonhada elite da Polônia deve lembrar, que a Polônia em princípio não poderia se opor à Alemanha (até a França não pôde fazê-lo), a Polônia igualmente seria ocupada! A questão foi se Hitler obteve só uma parte da Polônia ou todo o país.

Além disso, o Pacto Mólotov-Ribbentrop não interferia à Inglaterra e França ajudar à Polônia, que tinha com eles os acordos respectivos. A Polônia atual, vassala dos EUA deve dirigir suas reclamações para a Inglaterra e a França.

Às vezes dizem que a URSS deveria ajudar à Polônia e a França. Mas a Inglaterra e a França mesmas evadiram as assinaturas do respectivo acordo com a URSS. A Polônia "vitimada" diretamente excluiu qualquer cooperação com a URSS. Não vamos lembrar que para 1938 a Inglaterra, a França, a Polônia já assinaram os pactos de não agressão com Hitler. A Alemanha denunciou seu pacto com a Polônia quatro meses antes do ataque: os aliados tinham bastante tempo para ajudar à Polônia.

Resumindo há de reconhecer que a Inglaterra e a França para o prazer de Hitler sacrificaram não só a Checoslováquia, mas a Polônia também. A França sonhava em dirigir a Hitler contra a URSS. Quanto à Inglaterra, ela também não estava contra a ocupação germânica da França. Como resultado de tal política dos maiores países europeus a Rússia ficou sozinha contra toda a Europa continental, reunida por um país, igual à situação de 1812.

Início da guerra

Em 17 de setembro de 1939 na situação da agressão da Alemanha contra a Polônia, quando o estado polaco quebrou, o Exército Vermelho entrou nos territórios da Ucrânia Ocidental e Bielorrússia Ocidental (terras russas ocupadas pela Polônia no resultado da guerra entre a Polônia e a URSS em 1920-1921).

A Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha, mas não tomam nenhuma medida, esperando que a Alemanha continue seu vector oriental.

A URSS se prepara para resistir sozinha. Para mudar a linha da frente de Leningrado a URSS oferece à Finlândia uma troca de terras. A Finlândia recusa e no resultado da Guerra de Inverno em 1939-1940 a Finlândia satisfaz todas as pretensões da URSS.

Em 1940 a URSS se reintegrou com os bálticos (Lituânia, Letônia, Estónia). Os exércitos destes três estados juntos tinham 420 mil soldados, todos eles vão guerrear pela URSS. Se não fosse feito o "delineamento banal das esferas de influência", estes soldados guerreariam contra.

P.S.

Os conspirólogos que deliram publicamente sobre a suposta amizade entre Stalin e Hitler, esquecem facilmente que a URSS ainda em 1936 lutou contra os nazistas alemães e os fascistas italianos na Espanha (quando todo o establishment ocidental estava presente em Berlin, orgasmando com Hitler durante os jogos olímpicos, boicotados pela URSS, naturalmente). Ao mesmo tempo, a partir de 1937 a URSS começou a apoiar a China contra a invasão do Japão.

Notas

1. A URSS conforme ao Tratado de Amizade, Cooperação e Ajuda Mútua, assinado com a França e a Checoslováquia em 1935, deveria atuar só depois da reação da França.

2. A Checoslováquia antecipando a agressao da Alemanha enviou aproximadamente 80 toneladas de seu ouro para a Inglaterra, mas em marzo de 1939 depois de ter ocupado por compelto a Checoslováquia Hitler pediu que este ouro fosse devolto. O chefe do Banco da Inglaterra Montagu Norman e ministro de finansas John Simon fizeram o que pediu Hitler.

3. Depois de que a Inglaterra e a França em 1935-1938 ignoraram os intentos soviéticos de criar um sistema de seguridade na Europa.

4. O Japão declarou um protesta à Alemanha, interpretando o Pacto com a URSS como uma traição. O resultado foi o cambio da direção de expansão nipónica - para o Sul e não contra a URSS. Assim, graças ao Pacto Mólotov-Ribbentrop a URSS liquidou a segunda frente da guerra contra a Rússia.

5. No protocolo segredo do Acordo Halifax-Rachinski de 1939 entre a Inglaterra e a Polônia foi escrito, quando a Inglaterra e a Polônia podem atacar o terceiro país (Alemanha ou "outro país"). Neste protocolo mesmo a Inglaterra de fato obsequiou à Polônia o porto de Danzig (em polonês Gdańsk), cujo direto extraterritorial foi colocado sob a proteção da Liga das Nações. Há milhões de exemplos da intervenção das potências nos assuntos dos terceiros países.

Baseado no manual do historiador russo Vladislav Tsigankov


Se você gostou de meu blog, pode ajudar materialmente:


money.yandex: 41001636397604 

Cartão de Sberbank da Rússia: 676196000420219652 

Vou mandar o dinheiro coletado com ajuda de meu blog para as ONGs civis de minha confiança em Donbass.