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пятница, 5 июня 2015 г.

Por que em Moscou é tão importante morar a 15 minutos do metrô?

Os preços dos alugueis em Moscou variam de acordo com o tempo que os inquilinos demoram em andar da casa até o metrô. A questão é que depois do alerta do serviço de Defesa Civil os moscovitas têm somente 15 minutos para se refugiarem no metrô. O metrô de Moscou está protegido contra bombardeios atômicos, claro. 

A partir do pós-guerra, os túneis, as próprias estações e os dutos de ventilação foram construídos providos de portas herméticas. Todos os funcionários do metrô são instruídos a como atuar no caso de um possível bombardeio (muitos se perguntam para que há tantas mulheres idosas vigiando as escadas rolantes - justamente para ajudá-los a sobreviver no inverno atômico!). O metrô mais bonito do mundo é também imune às armas químicas e biológicas. Os saguões subterrâneos (lacrados, no caso de uma agressão) têm reservas de combustível, água, comida enlatada, etc. para 2 dias.

Este fato inspirou o jovem escritor russo Dmitry Glukhovsky a criar o mundo anti-utópico de "Metrô 2033", um mundo pós guerra atômica, onde a humanidade salva-se nos sistemas subterrâneos do metrô. As diferentes linhas guerreiam uma contra as outras pelo controle sobre os combustíveis. O negocio principal é o cultivo de cogumelos e porcos adaptados à escuridão. É um mundo de mutantes e ratos, iluminados com holofotes, onde o dinheiro são balas de Kalashnikov, e as pessoas andam com blusões acolchoados.


A novela do gênero diesel-punk não está livre dos estereótipos russofóbicos e anti-soviéticos, ainda mais multiplicados pelo mito do metrô mais lindo do mundo, estes estereótipos fizeram a obra bastante popular. Foi traduzida para o português.

«”Hansa” era o nome com se popularizara a Comunidade das Estações da Linha do Círculo. Estas estações estavam localizadas nos cruzamentos de todas as outras linhas e, por isso, no meio de todas as rotas comerciais». 

«...a linha <vermelha> atraiu as pessoas nostálgicas do glorioso passado soviético... Os veteranos ainda vivos, os antigos homens saídos do Komsomol, a Juventude Comunista, os dirigientes e militantes do Partido Comunista e os membros permanentes do proletariado reuniram-se todos nas estações revolucionárias... As estações repescaram os seus velhos nomes da era soviética...». 

Quando os neonazistas tomaram a estação Pushkinskaya, onde formaram “O Quarto Reich”: «...até lhe querem mudar o nome para Hitlerakaya ou Shchillerskaya... O Metro é para os rússos! Pretos para a superfície! Cada homem é um soldado e cada mulher é mãe de um soldado!». 

«...a estação da Universidade <aislada pelo rio Moskva> não teria sido destruída... E alguns dos professores, tal como alguns estudantes, conseguiram salvar-se nessa estação. Havia uma espécie de abrigo nuclear sob a própria universidade, mandado construir por Estaline, e eu acho que também havia ligações ao Metro através de túneis secretos. Mas agora existe lá outro tipo de centro intelectual... Quem esta no poder são pessoas cultas e é um reitor que governa as três estações... Os estudos, aí, não pararam... E a cultura não morreu...».

câmara de protecção de bebé


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понедельник, 15 декабря 2014 г.

metrô de Moscou: monumento ao "Super-Homem" Soviético


Todo mundo sabe que o Metrô de Moscou Lenin é o museu mais barato e mais popular da capital russa (cerca de 12 milhões de amantes da arte comparecem ao metrô por dia). A entrada custa menos de US$ 1,00/um dólar e você pode permanecer das 06:00 às 01:30!

Sim, ficamos aqui das 06.00 até a 01.30. É isso mesmo, moramos no metrô! 

Assim, é normal conhecer uns aos outros no metrô para logo se casar. Durante a Grande Guerra Patriótica as mulheres davam à luz no metrô, refugiadas dos bombardeios do fascismo europeu por baixo da terra.

Entre as 200 estações umas 50 são verdadeiras obras de arte que representam o gênio dos povos da URSS e o período heroico dos anos 30-50. O projeto do Metrô de Moscou era um dos principais projetos da industrialização estalinista, igual à Estação Hidroeléctrica Dniépr, a Planta Metalúrgica em Magnitogorsk, MMC Norilsky Nickel, etc. - as empresas que até agora mantêm vivo o espaço pós-soviético. 



Claro, nosso metrô é um templo do "comunismo russo", cujas ideologemas hoje para algumas pessoas podem parecer obsoletas e, pelo contrário, para outras pessoas são super atuais. Ao mesmo tempo é uma obra-prima da arte da engenharia, arquitetura e desenho. Cada decímetro quadrado do metrô é importante por sua mensagem, tudo foi bem pensado: o chão, as paredes, o teto, as lustres, o efeito da iluminação, etc.

Os críticos podem dizer que o metrô de Moscou é clássico demais, coletivista, totalitário (como a igreja) que não vemos aqui nada individual, nada íntimo, romântico, burguês.

Só podemos rir desses vulgares reproches. Por trás de cada mosaico, afresco, estátua está escondida uma tragédia ou anedota. O problema é que seu guia, contratado por uma agência parasita, não tem tempo para lhes contar tais histórias.

Por exemplo na estação "A Praça da Revolução" vemos 76 estátuas de bronze, que representam o desenvolvimento da Revolução Russa dos anos da Primeira Guerra Mundial através da Guerra Civil até o período da reconstrução do estado renovado. Nesta estação a gente supersticiosa costuma tocar o focinho de cão da estatua de um Guarda de Fronteiras, acham que isso pode trazer sorte. Por isso o focinho ficou polido e brilhante e como a maioria dos supersticiosos são estudantes da Universidade Bauman, o cão é conhecido como o cão de Bauman. Bauman é bastante famoso, não vou falar dele.

Quero lhes informar que cada uma das 76 estátuas também tem sua história pessoal!

Assim, para a estátua de um Marinheiro Sinalista posou um tal Olimpii Rudakov, naquele tempo simples marinheiro. Na época da Grande Guerra Patriótica Olimiii Rudakov virou assistente de capitão, mas foi condenado à morte igual a seu capitão por não ter ido embora por último de seu barco durante o naufrágio. A pena de morte foi trocada pelo serviço num batalhão penal da artilharia. Em um ano ele recuperou sua honra e voltou a ascender até asistente de capitão.

Depois da guerra o cara continuava sua carreira e até foi eleito para representar a URSS na cerimônia da coroação da rainha do Reino Unido Isabel II! A anedota diz que o piloto inglês mandado para nosso barco para estacioná-lo no pier estava bêbado. Por isso Olimpii Rudakov rejeitou seus serviços e ancorou seu cruzador a grande velocidade independentemente.

Os ingleses ficaram muito surpreendidos com a habilidade do capitão soviético. Isabel II o condecorou antes de atender aos almirantes de outros países! Alem disso, o escolheu para a primeira dança. O cara era legal!

Igual ao protótipo para a estátua de um estudante, que está lendo um livro. Campeão no salto em altura, Arkadi Guidrat desapareceu durante a guerra, sua mulher até a morte visitava a estação da "Praça da Revolução" para se encontrar com seu marido, trazendo flores e sua filha, que tinha visto seu pai pela última vez, quando tinha 4 anos.

Há pouco a filha do campeão recebeu as notícias oficiais da morte de seu pai. Seu corpo foi encontrado só 59 anos depois de sua morte pelos escavadores entusiastas, perto de Leningrado.

Arkadi Guidrat morreu no inferno das Alturas de Siniávino, protegendo um setor de 10 km, que foi o lugar mais vulnerável da defesa da cidade-herói.

São apenas 2 historias pessoais de uma só estação, imaginem quantas mais temos!

суббота, 27 июля 2013 г.

um templo do comunismo ao serviço do pequeno burguês

Se pode notar como o metrô de um esquema simpático da época soviética esta a transoformar para 2020 num monstruo, que vai devora-nos todos) Como sabem os meus letores estou em contra da hipertrofia de meu querido Moscou: a cidade ja esta sobrepoblada y a estamos a perder. Urgentemente temos de mudar a capital para o Oriente Extremo, sobre todo para salvar a cidade de Moscou.

O plano de 1935:

O plano de 1980:


O plano de 2020:


Um video para sentir a hora punta no metrô de Moscou: