Показаны сообщения с ярлыком livros. Показать все сообщения
Показаны сообщения с ярлыком livros. Показать все сообщения

среда, 20 апреля 2016 г.

Rússia: a terra separatista

<em meados do século XVIII> no tempo de paz o transporte de cargas de Arcangelsk para Londres pelo mar era mais rápido e econômico que de Arcangelsk para Moscou pela terra < O rei da Inglaterra Jaime I valorizou tanto esta região, que em 1612-1613, quando as tropas da Polônia e cossacos tomaram Moscou, ele até analisava a possibilidade da colonização direita de Arkhangelsk (Dunning 1989; Kagarlitski 2003)>. No tempo de guerra as cargas militares eram transportadas de Gibraltar para Balaclava mais rápido que de Moscou para Crimeia <A guerra da Crimeia, Inglaterra/Francia/Turquia vs Rússia>.

No início do século XIX fornecer as cargas para as bases russas no Alasca era 2-4 vezes mais econômico pelos 3 oceanos do que pela Sibéria. Além disso, pelos oceanos era mais seguro. Dessa forma, com a circunavegação de São Petersburgo ou Odessa, o Império Russo abastecia de trigo e azeite a América Russa.

O transporte de peles do Alasca para a China pela Sibéria demorava 2 anos; os navios americanos transportavam as peles em 5 meses.

Tecnicamente e psicologicamente a Índia estava mais perto de Londres do que muitas províncias do Ímperio Russo de São Petersburgo.

Os oceanos conectavam, quando a terra separava.

No mar haviam inimigos e piratas, mas não haviam súbditos. Estes últimos são povos estranhos, descontentes ou rebeldes que precisavam ser pacificados, estudados, trasladados, ilustrados, fiscalizados e recrutados pelo governo, que possuia a responsabilidade sobre eles perante o mundo.

Um fragmento do ensaio de Alexandr Etkind.

воскресенье, 24 января 2016 г.

Por que Putin tem medo de Lenin?


A revolução será sim televisionada! O Lênin é interpretado por Leo Di Caprio, ouviu! O autor do roteiro é Gene Sharp, caramba!


Pelo menos no famoso estúdio de cine russo Lenfilm (Len - de Lênin) não há dúvidas de que tal filme sobre Lênin Di Caprio será um grande sucesso. A revolução é um tema sério, "a coisa tá russa"! Só os russos de hoje não valorizam sua história do século XX... Não foi a Lenfilm que se lembrou de Lênin, senão um playboy de Hollywood.

E o filme sobre Lênin, um ícone da revolução, é oportuno como nunca. O núcleo do sistema-mundo está em crise: as potências grandes brigam pelos mercados esgotados (aqui entre os intelectuais volta à moda Karl Marx & Co), enquanto as periferias do mundo são formatadas conforme as novas rotas de comércio, desenhadas desde o centro (os intelectuais "periféricos" sempre andam atrasados, vestidos de "conservadores", optando pelos filósofos de direita - o "second hand" europeu).

A Rússia, mãe da Revolução, virou contra-revolucionaria

Se o núcleo do mundo sofre de uma crise de identidade, a hegemonia dos EUA esta na bancarrota (com frecuência estas crises se tornam grandes guerras), as periferias sofrem das "ondas revolucionárias", que já destruíram o espaço post soviético ("revoluções coloridas"), sacudiram o mundo árabe ("primavera árabe"), e elas já estão atingindo a Rússia, penetrando a Ásia, aproximando-se dà China.

A revolução é vista hoje como um simples “regime change”. Os “revolucionários” de hoje já não querem mudar o mundo, senão se adaptar ao mundo finalizado conforme padrões dos EUA. Os países “párias” que desafiam estes padrões são xingados como contra-revolucionários.

Como um dos obstáculos principais para a hegemonia dos EUA foi abertamente qualificada a Rússia (que honra!). O Ocidente declarou uma guerra híbrida à Russia de Putin, provocando um cisma entre as elites russas e deslegitimando o grupo governante de Putin. Para empurrar a Rússia à uma revolução, a Ucrânia é afogada numa guerra civil

Não é de surpreender que nos últimos anos o imaginário coletivo dos russos viva uma nova revisão da história da Revolução Russa de 1905-1917. Não é a primeira vez e esperamos que não seja a última.

Abaixo, à grosso modo, vamos apresentar a interpretação da Revolução Russa de 1905-1917 segundo o atual grupo governante da Rússia e seus intelectuais cortesões:

1) A Revolução de 1905-1917 na Rússia foi um Maidan, um teatralizado “regime change”, orquestrado desde estrangeiro. Como o Maidan foi só um elo da cadeia dos golpes de estados no espaço post-soviético, a Revolução Russa de 1905-1917 também foi só um dos elementos da “onda revolucionaria” do inicio do século XX (Rússia, Império Otomano, México, China).

É impressionante como certas recreações da Revolução Russa pelo cinema soviético pintem o Maidan de hoje!



2) Os beneficiários da Revolução Russa de 1905 e de Fevereiro de 1917 foram, antes de tudo, os anglosaxões e japoneses. 

As reuniões dos radicais russos do inicio do século XX se passavam em Londres e Zurique. E os radicais de hoje preferem quase as mesmas cidades: ex-oligarca Jodorkovski mora na Suiza e ex-oligarca Berezovski morou em Lóndres.

Sem dúvida os opositores receberam o dinheiro do Japão para a Revolução de 1905 (no contexto da guerra entre a Rússia e o Japão). Hoje estão ativados os mesmos enredos geopolíticos:



3) as tecnologias da mobilização revolucionaria também não mudaram muito desde 1905 (a Revolução Russa de 1905, por sua vez, foi uma copia perfeita das revoluções europeias de 1848). Gene Sharp não descobriu nada novo:

- as greves dos setores de infraestrutura para paralizar a vida normal nas cidades mais importantes
- as campanhas de banquetes para a imprensa liberal com fim de radicalizar a opinião pública
- mobilização dos estudantes para as manifestações não violentas (entre aspas), que geralmente se tornam os crueis enfrentamentos com a policia (provocados pelos radicais, infiltrados entre a molecada de estudantes).
- boicote dos intelectuais conservadores, etc.

Tudo que serve para radicalizar o povo, cismar as elites e deslegitimar o grupo governante.

Lev Tolstoi, Máximo Gorki, Vladímir Mayakovski, Vladímir Korolenko, etc. foram um coletivo Pussy Riot do inicio do século XX (sim, vivemos uma terrível degradação, mas ao mesmo tempo devemos reconhecer que hoje a oposição russa no campo cultural não é apresentada somente pelas mediocres Pussy Riot, mas também tem escritores importantes como E.Limonov (nacional-bolchevique), V.Sorókin (liberal), etc. Simplesmente, Pussy Riot são mais convenientes para a promoção. Não nos esqueçamos do último Premio Nobel por literatura do ano 2015).

4) as elites opositoras são uma chave da revolução. É sabido que depois da revolução de Fevereiro de 1917 (quando ganhou o governo provisório formado pelos masons anglófilos) o primo do czar Nikolai II - grande príncipe Kirill até põe um laço vermelho. Foram os “caras” mais próximos ao czar que o fizeram abdicar do trono russo. 

Claro, que as elites eram liberais, mas até entre elas havia também personagens radicais: por exemplo, a organizadora do atentado contra o czar Alexandr II em 1881 foi Sofia Peróvskaya, uma filha do governador de São Petersburgo! Ela não precisava de dinheiro. A diferença de Alexandr Ulianov, irmão de V.Lênin: Alexandr teve que vender sua medalha de ouro (era um estudante brilhante) para comprar os componentes da bomba, endereçada ao czar Alexandr III. 

Queremos dizer que não há nada surpreendente que a afilhada do presidente V.Putin Ksenia Sobchak fosse uma dos glamour-comandantes das revoltas em Moscou em 2012 (K.Sobchak é filha do prefeito liberal e odioso de São Petersburgo Anatolli Sobchak, V.Putin trabalhou nessa prefeitura nos anos 90, muito amigo de A.Sobchak).

5) os revolucionários sonham com uma revolução, e as revoluções acontecem nos momentos da perda da legitimidade por grupo governante. É ridículo falar da ilegitimidade das revoluções. Claro que as revoluções sempre são ilegítimas! Como os governos desafiados por revoluções sempre são os governos que têm pouca legitimidade.

E os revolucionários costumam argumentar com violência brutal (quando o governo já perdeu seu monopólio sobre o uso da força). Um dos mems do Maidan - combatente brutal do braço militar de Pravi Sektor Sashkó Bily é parecido com o marinheiro-anarquista Zhelezniak quem dissolveu com as armas a Assembleia Constituinte Russa em janeiro de 1918. Assim que os radicais russos: bolcheviques e socialistas revolucionários de esquerda conseguiram monopolizar o poder (isso não aconteceu na Ucrânia, onde os radicais são uma clássica bucha de canhão, manipulada pelos liberais).


Sim, os bolcheviques subiram ao poder por meio de um golpe (contra o Governo Provisório do capital estrangeiro).

Sim, os bolcheviques eram muito radicais, o que em parte foi uma das causas da guerra civil (não a principal): por exemplo, os bolcheviques igualizaram um voto de operário a 5 votos de camponeses.

Sim, aos bolcheviques não lhes importava a “legitimidade”.

7) Como as massas não por todas partes costumam apoiar os revolucionários é frecuente o uso dos mercenários (o que não é decisivo). Igual ao Maidan Ucraniano, segundo alguns historiadores a Revolução Russa também teve este episódio: se trata da participação no Exército Vermelho de chineses (húngaros e letôneos tiveram antes de tudo os motivos ideológicos).

Podemos continuar estes paralelos entre a Revolução Russa de 1905-1917 e o Madian da Ucrânia. Estes paralelos são possíveis iguais aos paralelos entre Israel e o Terceiro Reich.

E na Rússia é bastante comum ouvir falar desses paralelos ao presidente V.Putin, ministro da cultura V.Medínski, vice-presidente do parlamento V.Zhirinóvski, escritor N.Stárikov (presidente do movimento “Anti-Maidan”), etc.

Achamos que, sem dúvida, existe fundamento para tais paralelos, mas não se pode ignorar a específica do golpe de Outubro de 1917:


Foi a primeira vez na história quando os radicais (“marionetas”) conseguiram interceptar o poder de liberais e de seus padrinhos estrangeiros (“marionetistas”). Os bolcheviques restauraram o império russo numa forma mais moderna e muito mais justa, além disso eles conseguiram fazer seu modelo atrativo para uma significante parte do mundo.




Para sobreviver Putin deve virar bolchevique


Сada nova situação tem sua específica. A Rússia hoje não é um país de camponeses, a motivação do povo já não é tão simples como antes. Demograficamente a Rússia não sofre pressão de “уouth bulge”, como em 1905-1917. Ao mesmo tempo a geopolítica e as ferramentas de dominio não mudaram muito. É engraçado que o mesmo Putin & Co para defender sua subjetividade histórica tem que atuar justo como bolcheviques:

Os bolcheviques recusaram de pagar as dívidas do czar aos bancos estrangeiros (um dos motivos da intervenção militar da Inglaterra e França na guerra civil russa). Putin, hoje, também não quer pagar as “indemnizações” aos “inversionistas” de Yukos.

Os bolcheviques prenderam os nacionalismos étnicos oferecendo um modelo de autogestão no marco da União das RSS e antes de tudo apresentando a justiça econômico-social, satisfatória para a maioria dos camponeses multiétnicos. Putin faz a mesma coisa, desenhando a União EuroAsiana. Só o “pragmatismo econômico” de seu grupo governante é bastante hipócrita e pouco atrativo para um homem pequeno.

Os bolcheviques tiveram o problema da luta dentro do partido entre os estalinistas realistas (social-localistas) e os trotskistas fanáticos (social-globalistas). Parece que Putin também sofre desta forma de esquizofrenia dentro de seu grupo governante (estadistas-patriotas vs liberais-globalistas).

O drama da situação atual é o mutismo intelectual de Putin (apesar de sua charlataneria), é um drama de ausência da linguagem vanguardista para se explicar com confiança a seu próprio povo e aos simpatizantes estrangeiros.

Se você gostou de meu blog, pode ajudar materialmente:


money.yandex: 41001636397604 

Cartão de Sberbank da Rússia: 676196000420219652 

Vou mandar o dinheiro coletado com ajuda de meu blog
para as ONGs civis de minha confiança em Donbass.

воскресенье, 25 мая 2014 г.

Quem são os separatistas na Ucrânia?


frases (protestas "pacificas", democracia, etc.) e ...bases
Agora é moda comparar as repúblicas autoproclamadas pró-russas no Sudeste de "estado falido (failed state)" da Ucrânia com a República Chechena de Ichkeria, autoproclamada pelos fanáticos muçulmanos no Cáucaso Russo [1].

A lógica é seguinte: a Rússia lutava (e continua lutando) contra o separatismo gerado no Cáucaso pela quebra da legitimidade do governo federal nos anos 90. A capital da república autoproclamada de Ichkeria foi apagada da face da Terra com a técnica pesada do exército russo (e reconstruída faz pouco tempo). Então, por que a Ucrânia pese a crise da legitimidade, não pode exercer a operação antiterrorista em seu território? Essa lógica, desenhada dentro do Departamento do Estado dos EUA, se repete pela propaganda de Kiev e por todos os opositores do grupo governante de Putin dentro da Rússia.

Assim os críticos incriminam a Rússia uma moralidade de duplo padrão.

Até um dos principais canais da Rússia pela confusão de seus redatores estúpidos usou um vídeo da operação antiterrorista, exercida pelas tropas russas em Kabardino-Balkária (uma república da Federação Russa situada no sul do país, mais precisamente no norte do Cáucaso) para ilustrar a missão punitiva de Kiev na cidade de Slaviansk. "Não acham isso o cúmulo da hipocrisia"? - dizem os torcedores do golpe de estado na Ucrânia.

Não, não achamos.

Achamos que a Rússia tem um problema bastante grave dos trabalhadores incompetentes em muitas esferas, o jornalismo incluso. Obviamente os erros dos jornalistas são como "fogo amigo" durante as batalhas informativas, esses erros custam muito, mas não achamos parecidos os casos da guerra na Chechênia (e em outras repúplicas muçulmanas infectadas pelos radicais) com a guerra civil na Ucrânia.

1. É verdade que a Ucrânia atualmente vive uma terrível crise da legitimidade, mas essa crise não começou no inverno de 2013, nem durante a Revolução Laranja em 2004, senão em 1991, se falamos do século XX (na realidade essa crise acompanha a história da nação ucraniana a partir do século XVI, mas foi superada nos períodos de estabilidade da Rússia [2]). Uma significante parte do povo ucraniano se identifica com a Rússia. As palavras "o mundo russo" não são um som vazio. Mas de 80% dos cidadãos da Ucrânia afirmavam em 2008 que a língua russa é sua língua materna [3].

um fôlder goebbeliano para a Ucrânia

Então os verdadeiros separatistas são as elites ucranianas que querem separar uma grande parte do povo ucraniano do sistema-mundo da Rússia em termos de Wallerstein (e elas conseguiram lavar os cérebros de muitos jovens. É curioso que muitos neonazistas ucranianos não falam a língua ucraniana, senão a russa, ao mesmo tempo odiando a Rússia).


Aliás, não pode ser assim que todo o mundo na Ucrânia aceite a ucranização forçada, imposta por Kiev durante os últimos 20 anos.

Se os separatistas chechenos realizaram um genocídio físico dos russos na Chechênia e queriam impor a Sharia a todos os chechenos, a nova elite ucraniana acudiu à assimilação forçada linguística dos ucranianos pró-Rússia - ao linguicídio - e quer lhes impor sua própria visão de história.

2. A elite atual da Ucrânia esta inspirada na experiência da parte ocidental da Ucrânia - a Galícia. Mas justo ali na Galícia, igual que na Chechênia, durante a Segunda Guerra Mundial foi notável o colaboracionismo em massa com os nazistas (a ponto de uma divisão local da Waffen SS ter sido criada), justificado pelo separatismo contra URSS!

Agora os sucessores da divisão SS Halychyna e do Legião do Cáucaso do Norte da Wehrmacht continuam lutando pela separação da Rússia, e eles lutam juntos ao pé das letras (as novas gerações de UNA-UNSO [4] participaram na guerra da Chechênia contra a Rússia) [5]. Os lideres dos neonazistas ucranianos abertamente pedem aos terroristas do Caúcaso russo que lhes ajudem contra a Rússia [6].

3. A nova elite de Kiev pratica o terror contra o povo pacífico igual que os terroristas chechenos: a missão punitiva contra a cidade de Odessa é parecida aos atentados terroristas mais cruéis que praticaram os radicais muçulmanos na Rússia [7].

4. A Ucrânia Ocidental, o motor da russofobia separatista ucraniana é muito parecida ao Cáucaso russo: são regiões fronteiriças, atrasadas, agrícolas, com alta tensão demográfica e apadrinhadas tradicionalmente pelas inteligências estrangeiras.

5. A nova elite de Kiev, igual que os vahhabis da Chechênia, guerreiam contra seu próprio povo: os primeiros desumanizaram uma parte dos ucranianos pró-Rússia, dando-lhes as alcunhas humilhantes como os "сolorados" (pela cinta de São Jorge, símbolo da vitória na Segunda Guerra Mundial, que conforme aos neonazistas é parecida ao besouro do Colorado), quando os vahhabis chechenos desumanizam a seus compatriotas, marcando-lhes como os "cafres".


6. O separatismo russofóbico da Ucrânia atual, igual que o separatismo dos terroristas do Cáucaso, não esta orientado só à separação da Rússia (do sistema-mundo da Rússia). Os radicais ucranianos sonham com uma Ucrânia dos Cárpatos até o rio Volga e o norte do Cáucaso (Vale lembrar que os atuais radicais não foram os primeiros a advogar tal ideia. Em seu livro “Die Ukraine” [publicado na Alemanha em 1939], o georgiano pró-nazista Mikhail Tsulukidze advoga uma Ucrânia com tal extensão territorial [8]) e tem reivindicações territoriais para a Rússia. Igual que os separatistas radicais do Cáucaso não guerreiam pela independência da Chechênia ou do Daguestão (são repúblicas étnicas dentro da Federação Russa e tem suficiente independência), senão pelo Emirado do Cáucaso, que também tem reivindicações territoriais para a Rússia, visando à restauração do Califado do Norte da África até o rio Volga.

7. A Ucrânia Ocidental tem seu solo cultural cheio de bombas e além disso tem muitos motivos para manter seus povos estressados: as comunidades dessas regiões já estão fartas da criminalidade desenfreada, coberta pelas inteligências estrangeiras para alimentar as tendências extremistas locais. E são os mesmos crimes - aqueles que castigam as duas regiões - o tráfico de drogas e venda de álcool falso.

Os leitores podem ver que a mesma junta de Kiev é mais parecida por seu gênesis e modo de atuar aos separatistas radicais do Cáucaso Russo

Também é importante dizer que as repúblicas do Cáucaso tem muita autonomia dentro da Rússia e na realidade não tem motivos suficientes para se separar da Rússia, porque a Rússia é uma federação, enquanto a Ucrânia recusa as autonomias culturais para suas regiões do Sudeste.

Achamos que a situação na Ucrânia é mais parecida à agressão da OTAN contra a República Federal da Iugoslávia [9]: os radicais chechenos fazem no Cáucaso Russo o mesmo papel dos kosovares albaneses, passando a faca em todos os russos (igual que os albaneses organizaram uma purga étnica dos sérvios no Kosovo), os radicais ucranianos tem que transformar a Ucrânia numa nova Croácia. O sudeste da Ucrânia nessa situação vira a República Sérvia de Krajina, que ficou ilhada dentro da Croácia neo-ustashista [10]. Os esquemas da radicalização da Ucrânia são idénticas aos esquemas experimentados na Croacia [11].

Fontes de informações:











четверг, 27 июня 2013 г.

Literatura russa inspira jovens criminosos de EUA

Projeto melhorou comportamento de reclusos de centro correcional

Os jovens reclusos em um centro correcional em Beaumont, Virginia, estão sendo incentivados a ler clássicos da literatura russa para ajudar a colocar suas vidas de volta nos trilhos. As aulas, organizadas pela Universidade da Virginia, tornaram-se tão populares que estão sendo usadas como um incentivo para o bom comportamento entre os detentos.
O criador do projeto, professor Andy Kaufman, espera introduzir clássicos da literatura russa em mais instituições correcionais, tanto na Virginia quanto em outros estados dos Estados Unidos. Segundo os relatórios das unidades, os presos estão lendo "Guerra e Paz", de Leon Tolstoi, mesmo fora das aulas. A bibliografia conta ainda com obras como “O Ladrão Honesto” e “Crime e Castigo”, de Fiodor Dostoievski, que também passou algum tempo de sua vida em uma colônia penal siberiana.
Na escola dos delinquentes juvenis de Beaumont, os funcionários relatam uma melhora acentuada no comportamento e nas habilidades sociais dos presos. Alguns inclusive se animaram a ingressar na faculdade, de acordo com o diretor Michael Hall.
Impressionado com os resultados do experimento de Kaufman, a Universidade da Virgínia lhe cedeu US$ 50 mil para expandir o projeto. O professor acredita que a literatura da Rússia ressoa com a vida nas prisões porque os autores russos fazem perguntas importantes, tais como: "Quem sou eu?”, “Por que estou aqui?” e “Dado que vou morrer, como devo viver?".

понедельник, 13 мая 2013 г.

Os Russos segundo Angelo Segrillo

Este livro é bom para começar a conhecer a Rússia, mas também é verdade que o autor viveu na Rússia na época de agonia, nos anos 80 - por isso o livro é cheio das ideias y modelos típicos para os anos 1980-90, quando os mesmos intelectuais russos, em sua maioria, sofreram de um transtorno do "sistema imune", resultado da derrota na Guerra Fria.

As coisas mais interessantes do livro são as próprias experiências da vida na Russia do autor - os paralelos que ele faz entre os russos e os brasileiros.



Depoimento de Angelo Segrillo no Senado Federal sobre a Russia: