четверг, 6 марта 2014 г.

Crimeia e Kosovo – quais são as diferenças?

Crimeia e Kosovo – quais são as diferenças? - Notícias - Internacional - Voz da Rússia



A Crimeia e o Kosovo têm muita coisa em comum: um estatuto de autonomia, bases militares estrangeiras em seu território e a aspiração à independência por parte da maioria da população. Mas também existem diferenças, nomeadamente os seus protetores.

Nos últimos dias muitas pessoas comparam os acontecimentos da Crimeia com a agressão da OTAN contra a Iugoslávia em 1999, mas cada um interpreta os acontecimentos à sua maneira. O antigo embaixador dos EUA em Moscou Michael McFaul, por exemplo, afirmou na CNN que a intervenção militar da Rússia é inadmissível porque existe uma grande diferença entre a situação na Crimeia e a que existia no Kosovo em 1999: “Não se deve comparar a Crimeia e a Ucrânia com o Kosovo e a Sérvia. A Sérvia ameaçava os kosovares, enquanto a Ucrânia não ameaça ninguém”.
Mas poderá um país ameaçar uma parte do seu próprio território? Na província autônoma do Kosovo vivem sérvios, albaneses, turcos e outros. Não existe um povo chamado “kosovares”. Quem protegiam aí os EUA? No Kosovo não vive um único estadunidense, mas na Crimeia há 1,5 milhões de russos. Isso é uma grande diferença.
Para a mídia ocidental, no entanto, há muito em comum entre a Crimeia e o Kosovo. Segundo escreveu Ian Traynor no The Guardian: “A tática e a metodologia usadas por Milosevic durante a guerra na antiga Iugoslávia e no Kosovo são aqui evidentes. Se Putin decidiu se tornar em novo Milosevic, o Ocidente irá assistir a uma nova divisão na Europa”.
Slobodan Milosevic queria o melhor, mas o resultado foi o de sempre. Ele não tinha forças para resistir ao avanço da OTAN para Leste. Ao querer expandir as suas forças para o Leste da Europa, os Estados Unidos elegeram a região autônoma do Kosovo e Metohija para a criação da sua base estratégica. Com essa finalidade eles usaram o Exército de Libertação do Kosovo (ELK), que até então figurava na lista norte-americana de organizações terroristas.
A operação antiterrorista das forças especiais sérvias contra o ELK no povoado de Racak em janeiro de 1999 foi usada como pretexto para os bombardeamentos da Iugoslávia sem a correspondente autorização da ONU. A mídia ocidental apresentou a operação no povoado de Racak como um assassinato em massa de população civil e apelaram aos EUA para que estes reagissem e protegessem as pessoas inocentes.
Dez anos depois, Helena Ranta, uma médica legista finlandesa, escreveu na sua autobiografia que tinha escrito o relatório sobre esse incidente sob pressão do então chefe da missão da OSCE no Kosovo William Walker e do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia e que se tratava dos corpos de terroristas albaneses e não de civis.
Depois de as forças da OTAN terem entrado no Kosovo, os EUA construíram aí a sua segunda maior base militar na Europa – Bondsteel. Ela permite aos EUA controlar a área costeira do Mediterrâneo e do mar Negro, assim como as rotas do Oriente Médio, do Norte de África e do Cáucaso e o trânsito de matérias-primas combustíveis a partir da região do mar Cáspio e da Ásia Central. Para eles ter uma base na Sérvia é perfeitamente legítimo e muito útil. Os norte-americanos não pagam pela utilização dos terrenos públicos no Kosovo.
A Rússia, ao contrário dos norte-americanos no Kosovo, paga pela sua base naval 100 milhões de dólares por ano e a Frota do Mar Negro da marinha russa está na Crimeia já há 230 anos. “A Frota do mar Negro não é qualquer sem-teto. Sua casa é Sevastopol”, sublinhou o vice-premiê da Rússia Dmitri Rogozin. Ainda há 50 anos a Crimeia fazia parte da RSFS da Rússia e nao da RSS da Ucrânia, enquanto os EUA recorreram à agressão militar para simplesmente ocupar parte do território sérvio e fazem tudo para criar aí um estado-fantoche.
Os laços históricos, econômicos e culturais com a Ucrânia dão à Rússia pleno direito de intervir para proteger o seu povo. Mas o que fazem os EUA em território sérvio

пятница, 20 декабря 2013 г.

Stalin e mistificação de seu aniversário

É curioso que alguns camaradas celebrem o dia de nascimento de Stálin no dia 18 de dezembro. Esta data é publicada nas Wikipédias correspondentes a suas línguas. Na variante russa do artigo dedicado a Stalin,também se dá a mesma data, mas os wiki-autores russos escrevem também que o aniversário oficial do líder soviético era celebrado no dia 21 de dezembro. 

Stalin mesmo achava que tinha nascido no dia 21, presumivelmente assim lhe explicaram essa questão seus pais. Em respeito ao registro da igreja local se pode dizer que os erros passam. Minha mãe, por exemplo, também tem duas datas para seu aniversario, da mesma variedade de dias, talvez isso tenha a ver com os horários dos funcionarios das igrejas. De qualquer maneira, a informação oficial dos papéis de Stalin emitidos ainda no Império Russo contradiz a informação e costumes pessoais de Stalin. O estado foi renovado e em seus novos papéis Stalin pôs a data exacta. Pois claro que esse feito de dois nasimentos produz muitas lendas.

"O cara nasceu duas vezes e morreu duas vezes também" (primeiro, foi posto no Mausóleo e logo enterrado). 

Stalin foi arrestado 7 vezes
A lenda mais popular se trata de George Gurdjieff, um maestro místico/aventureiro. Segundo esta lenda que parece que fosse inventada por Gurdjieff mesmo, Stalin estudava num seminário da Georgia junto com Gurdjieff! Então aí Gurdjieff recomendou a Stalin mudar seu dia de nascimento para melhorar o horóscopo. O jovem poeta Dzhugashvili fez essa coisa, claro, e virou um líder mundial, conhecido, assim como Stalin. Enquanto Gurdjieff foi para Alemanha onde influenciou drasticamente o jovem Schicklgruber. Se vocês gostam dessa lenda, então seu Stalin nasceu 18 de dezembro. Se vocês não gostam das lendas, então vamos fixar aquí o momento da mistificação tolkieniana. Não se trata da luta de classes, da construcção do primeiro estado socialista... Se trata dos horóscopos, camaradas!... Stalin simplesmente quis confundir aos astrólogos contemporaneos.

Segundo Wikipedia não só o dia oficial de nascimento (21) é incerto, mas também o ano de nascimento (1879) foi falsificado. É muito fácil explicar! Em 1928 havia muitas revoltas dos camponeses contra a colectivização e por isso o judeo-bochevique Stalin mesmo estava muito ocupado, matando e devorando aos bilhões dos camponeses na Sibéria. Então o monstro decidiu se rejuvenescer um pouco e mudou o ano de seu nascimento para celebrar o 50º aniversário quando as coisas no país acalmassem. Que tal, camaradas?

6 vezes ele foi exiliado e 5 vezes fugiu
Resumendo, temos duas versões.

1) um erro dos popes georgianos (a coisa que passa até no século XX)

2) uma mistificação diabólica multiplicada pelo mito das repressões (exageradas e falsificadas)

Obviamente se trata de dois Stalines: um é de verdade (nasceu 21 de dezembro de 1879) e outro é da lenda negra (nasceu 18 de dezembro de 1878).

четверг, 19 декабря 2013 г.

Sobre o código cultural dos russos


Todos que conhecem a Praça Vermelha lembram de um predio vermelho oposto a São Basilio, que também parece um castelo de contos de fadas: o Museu Histórico. O predio é muito lindo, mas são poucos os turistas que se atrevem a entrar no Museu. Os guias costumam dizer que é complicado demais, que o Museu interpreta a historia da Rússia a partir dos tempos dos dinosaurios. É verdade que este museu requer muitos conhecimentos de guias, eu não acredito que na Rússia haja muitos especialistas que poderiam guiar bem por este museu a menos em russo. Para dar-lhes a ideia do que falamos eu traduzi as conclusões do livro de Serguei Nefiódov "História da Rússia. Análise de fatores. Desde os tempos antigos até as Grandes Revoltas do século XVI".

O destino da Rússia, em grande medida, foi determinado pelo fator geográfico. A planície russa era uma enorme floresta, ao sul, da qual ficavam as estepes e ao noroeste - "o Deserto do Norte", Escandinávia, que naquele tempo era quase inutilizável para a agricultura.


A grande Estepe


A Estepe Pôntica era um ramo ocidental da Grande Estepe que ocupava a metade da Eurásia; isso era uma habitação dos povos nômades, que se diferem muito pelo estilo da vida dos agricultores.O nomadismo, a arte da equitação e a constante luta cruel pela existência transformaram os nômades nos centauros, que disfrutavam da total excelência militar sobre as milícias pedestres dos pacíficos povos de floresta. O papel da técnica militar com toda a força demonstrava a influência do fator tecnológico: de vez em quando as innovaçoes da aplicação da cavalaria davam aos nômades as novas vantagems militares - e como resultado do Oriente, da Grande Estepe, para a Estepe Pôntica vinha uma onda de turno da invasão dos invencíveis e crueis conquistadores.

A onda de citas foi ligada à aparência dos arqueiros a cavalo,
a onda de sármatas - à de catafratos com lanças,
a de hunos - à invenção do composto arco de huno,
a de ávaros - à aparência de estribo,
a de turcos-khazares - à criação da sela turca,
a de cumanos - à aparência do sable,
a de mongois - à criação do arco mongol (este arco era um invento tão importante na sua época que pode ser comparado com o famoso Kaláshnikov, a arma era tão terrivel que formou parte do conjunto da coroação dos czares rússos junto com o Gorro de Monómaco, etc.).

Escandinávia


Outro foco que vomitava as ondas das invações era o "Diserto do Norte": a alta pressão demográfica, atividades pecuarias e guerras constantes faziam a mentalidade escandinava parecida à mentalidade agressiva dos nômades, e de vez em quando nas mãos dos escandinavos caiam as armas novas. A onda das conquistas escandinavas foi ligada à criação de dracar, quando a invasão dos góticos - à tática da falange de lanças.

Os eslavos entre dois fogos

As áreas de floresta e de estepe da Planície Russa eram muito diferentes pelas condições das atividades econômicas. Ao contrário da Grande Estepe nas estepes do Mar Negro era possivel a agriculutra; alem disso, em comparação com a área florestal os solos aquí eram mais ferteis e o clima era mais quente, por isso os habitantes da floresta sempre quiseram se mudar para a floresta-estepe e logo - para a estepe.

Não obstante as invasões regulares dos nômades redundavam na morte dos estabelecimentos dos lavradores na estepe. Os lavradores sobreviventes fugiam para as florestas do norte, mas os nômades os perseguíam e submetíam as áreas florestais do Sul - quando as tribos florestais do norte ficavam independentes (ou quase independentes). Logo quando a situação se estabilizava, os eslavos submitos saiam das florestas e com permissão dos conquistadores voltavam a trabalhar nas florestas-estepes - mas a seguinte invasão outra vez redundava na morte destes estabelecimentos.

As ondas de invasões e catástrofes demográficas dividiram a história da Planície Russa em varios periodos. Às vezes as invasões seguíam uma à outra tão rápido, que os conquistadores não tinham tempo para criar um estado novo. Assim era no periodo das Grandes Migrações dos Povos, quando depois dos hunos vieram os ávaros, e logo - os antigos turcos (turcutos). Em outra ocasão os cumanos, que conquistaram as estepes do Mar Negro, não puderam aproveitar sua superioridade nas condições das florestas, então a planície foi dividida entre varios povos pelas fronteira das áreas naturais. Em total se conta sete períodos, quando na Planície Russa existíam relativamente estaveis organismos estatais ou tribais:

o período dos citas,

o dos sármatas,

o dos góticos,

o dos khazares,

o de Kiev,

o dos mongois,

o de Moscou.

Se tentamos achar algo comum na dinâmica histórica deles, teremos que notar que todos eles começavam depois das catástrofes demográficas, logo prosseguia o crecimento da população, que terminava com uma nova catástrofe ao final do período - de este modo, se trata dos ciclos demográficos. Nos seis casos exceto o último, o de Moscou, a causa principal da catástrofe foi uma invasão dos novos povos, originada pela criação de novas armas. O nascimento do czarstvo (reinado) de Moscou e domínio da povoação russa também estãoligados a uma inovação fundamental: o surgimento das armas de fogo, que provocou uma onda das conquistas russas. Depois do final das conquistas, começava o período da síntese social, quando entre os vencedores e os vencidos acontecia um ativo intercambio cultural. Os resultados das sínteses em todos os casos, exceto o de Moscou, foram as criações dos estados xenocráticos, onde os conquistadores se tornavam um estamento militar.

Alem disso os representantes submetidos do estamento militar anterior, que dominava antes, também entrava na nova classe governante. Na variante de Moscou, a corte russa integrou também aos tártaros, neutralizados na época de Ivã, o Severo. Às vezes, os povos submetidos tomavam o nome dos conquistadores (no período de citas e no de Kiev).

Segundo Serguei Nefiódov, no período de Kiev os eslavos foram conquistados pelos escandinavos (no século IX, os escandinavos eram um pesadelo de toda Europa: eles destruiram as maiores capitais europeias - Paris, Londres, Sevilha, Lisboa, etc. Eles conquistaram por completo a Irlanda, a Ingaterra, a Normandia. Na Normandia os vikings pouco a pouco se mezclavam com os conquistados e se adaptaram às leis da França, aportando a suas técnicas. Mas, se finalmente as nações europeias puderam resistir aos vikings com ajuda da sua cavalaria, no Leste, os eslavos, que ainda não tinham a cavalaria, falharam. Como os saxões conquistaram a Inglaterra, os vikings conquistaram aos eslavos, mas depois eles mesmos foram digeridos, absorvidos, triturados pelos eslavos e pelos seus espaços, deixando para os eslavos só o seu nome - "russos", que quer dizer na sua lingua "os remadores de drakkar".).

Mix das cultúras diferentes dentro do código cultural dos russos

A especifidade da Planície Russa é a sua proximidade com os poderosos e culturais estados do Mediterraneo e do Oriente Médio. Por isso, logo depois da estabelização do novo estado, ele começava a experimentar as fortes infulências políticas e culturais vindas do Sul. Logo ele se tranforava parcialmente segundo os padrões dos vizinhos sulinos. O período dos citas foi caracterizado pela assimilação da cultura grega, os góticos assimilavam a cultura romana, os khazares assimilavam as culturas judaicas e muçulmana do Oriente Médio, os varangos-russos - a cultura bizantina, os mongois e tártaros - a cultura persa, os moscovitas - as práticas militares e políticas dos otomanos. Em certos casos adotava-se não só a cultura, mas tambem a religião: os khazares se converteram ao judaismo, os russos - à ortodoxia, os mongóis-tártaros - ao islã. Em todos os tres casos (no quarto caso de Moscou também) a transformação segundo os padrões do Oreinte Médio levou à adoção de práticas da monarquía estatista.

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As civilizações vizinhas se subordinavam à periferia pôntica também em relação comercial. Conforme a teoria dos sisitemas-mundos de Immanuel Wallerstein os novos estados da Planície Russa se integravam rápido ao mercado mundial e forneciam as mercadorias necessárias para os paises sulinos. Usualmente isso eram as peles e os escravos, capturados durante as lutas intestinas ou as repressões contra os rebeldes. O tráfico de escravos prosperava específicamente nos períodos dos citas, de Kiev e dos mongois, quando na época de Moscou o tráfico de escravos era negócio dos tártaros de Criméia, que faziam incursões na Rússia.

Os tártaros de Criméia invadiram os mercados europeius com tantos eslavos, que a mesma palavra "eslavo" nas línguas européias se transformou no "escravo".


Ainda que a elite xenócrata cobrasse da população conquistada um tributo, o tráfico de escravos era uma fonte de renda mais importante. Entretanto os chegados ao poder monarcas autocráticos não deixavam escravizar a seus súditos, quando as fontes externas dos escravos se esgotavam bastante rápido para o final da conquista. De tal maneira a elite crescente sentia a redução de suas rendas e suas aspirações lógicas eram dirigidas para subversão da autocracia e para eclosão das guerras intestinas com finalidade de captura dos escravos. Estas aspirações se convergíam com a reação tradicionalista contra as vindas do Oriente Médio práticas etatistas - no final das contas o estado desolava nos principados fragmentados e canatos. De modo natural se manifestavam também outras lógicas do ciclo de Ibn Khaldun (pesquisador das elites do século XIV): enfraquecimento da coesão social ("assabyiyah") dos conquistadores, desenvolvimento do individualismo e consumismo.


Assim foi o desenvolvimento nos períodos de Kiev e dos mongóis, ele foi determinado principalmente pelos processos da difusão e acontecia segundo o ciclo de Ibn Khaldun:

- a síntese social e criação do estado xenócrata

- a transformação pelo padrão do Oriente Médio

- o período do domínio da monarquía etatista

- a reacção tradicionalista

- a dissolução e

- a nova conquista.

Parece que por este esquema também aconteceu o desenvolvimento no período dos khazares, como deixam julgar as poucas fontes que temos. O fator demográfico nesse período não foi determinável. Nos períodos de Kiev e dos mongóis, sua manifestação se constava só na região de Noroeste, onde o nicho ecológico era pobre e a superpopulação acontecia bastante rápido. Como prediz a teoria estrutural-demográfica, a Compressão conduzia aqui ao desenvolvimento das cidades, artesanatos, ao esplhamento de latifúndios e aluguel, à paupérie dos camponeses e aos conflitos sociais nas cidades - e logo ao fome, epidemias e catástrofes demográficas. Não obstante nas outras regiões da Rússia havia suficientes terras e as causas das catástrofes aí eram as invasões dos enemigos exteriores.

Ivã o Severo, o primeiro czar da Rússia
Um andamento um pouco diferente das coisas se registra no período de Moscou. O estado de Moscou não foi resultado da conquista e seu surgimento foi relacionado não com uma onda de conquista senão com a de difusão. O abraçamento da nova tecnologia militar durante esta transformação permitiu ao czarstvo de Moscou virar um centro de força na Planície do Leste Europeu; isso desencadeou uma onda das conquistas russas, que deu inicio ao enorme estado russo. De tal maneira no ciclo descrito acima as duas primeiras etapas foram omitidas e o desenvolvimento começou diretamente desde a transformação segundo o padrão do Oriente Médio. Isso foi o primeiro caso, quando a onda de conquista saiu das terras eslavas e os eslavos obrigaram aos outros povos a copiar seus padrões. Não obstante estes padrões por sua vez foram engendrados pela transformação segundo o modelo do Império Otomano. Seguindo as etapas do ciclo descrito encima o czarstvo de Moscou sobreviveu o período do dominio de uma monarquía etatista e da reação tradicionalista, que não foi forte e não conduziu à dissolução do estado.

Quando se fala da monarquía etatista aquí se trata de Ivã, o Severo.

E a reação tradicionalista ao inicio do século XVII foi uma guerra das elites com finalidade de escravizar aos camponeses segundo o modelo da Polônia (fartos das tendências democratas de Ivã o Severo as elites quererem eleger os reis como na Polônia e manipula-os a seu gosto), as elites estavam já a ponto de eleger ao trono russo um rei polaco!

понедельник, 5 августа 2013 г.

"Holodomor": farsa russófoba

Os links recomendados:

Holodomor, o novo avatar do anticomunismo «europeu»

Golodomor, a cortina de fumo do regime 

Refutando o "holodomor"

Os censos da URSS e a fraude do “holocausto ucraniano”




Entendo que para muita gente se pensar é difícil, ter opinião própria é quase impossível.

Trata-se de uma seca terrivel que provocou a fome nos anos 30, uma tragédia ocorrida na Ucrânia, Rússia, e Cazaquistão - ou seja, por toda a URSS.

Mesmo as terras da Galíchina, que nem ERAM PARTE DA Ucrânia Sovética, NEM DA URSS naquele tempo, também sofreram da mesma forma com esta seca.

Os erros da administração foram corrigidos. Depois da coletivização, ja não havia mais fome na URSS, a fome que passava-se cada 4 anos na Rússia Czarista (por sua vez para os fans do "Holodomor" isso não é importante, a sua tarefa por agora é destruir a história soviética, privá-lo de sentido).

Depois da segunda guerra mundial, o nível de vida na Ucrânia Sovética, assim como nas outras repúblicas da URSS era muito mais alto que hoje em dia. Agora depois do colapso da URSS são paises do terceiro mundo (Rússia também). Mas a Ucrânia ficou muito mal, Ucrânia de hoje vive uma fome real e humilhação. A mulher ucraniana tem que se prostituir por todo o mundo.

Essa Ucrânia do terceiro mundo tem a sua elite alienada derrotista, que se interessa em promover o mito do "Holodomor".

A fome foi real, mas o "holodomor" é uma farsa: um exagero das vítimas, falsificação da época de Gorbachov, fraude vergonhosa de fotos e videos, confusão das causas da fome, nacionalização/ucrâniazação da tragédia, etc. Mas esse mito criado por Goebbels e divulgado com a ajuda de William Hearst, resulta muito efetivo para a elite ucraniana de hoje e para os seus donos, que são os EUA. O mito do "Holodomor" lhes serve para justificar o status atual de uma Ucrania-prostituta.

Ao mesmo tempo, há muitas pessoas da área da Ciência, Artes e Cultura, assim como políticos que não reconhecem o mito do "Holodomor". Milhões de pessoas da área da Ciência, Artes e Cultura da Ucrânia, da Rússia, e de outros paises do mundo amaldiçoam agora os lacaios da propaganda antisoviética (que, no fundo, é rusófoba). 

Esta propaganda, que esta destruindo a história russa, confundindo a gente, semeando ódio, misérias, e sofrimento, finalmente vai justificar  o fascismo pan-europeu dos anos 30-40.

Entendo, que muitas pessoas que acreditam no mito do "holodomor" não são nem sargentos da guerra fria, o seu status é muito mais humilde, talvez sejam voluntários (da chamada nova Divisão Azul). Mas detrás deles está um exército enorme da propaganda, sendo que seus chefes lucram muito com essa guerra.

E os resultados de suas mentiras são muito mais terríveis que a fome real dos anos 30.

Redacção de http://lang-8.com/



суббота, 27 июля 2013 г.

um templo do comunismo ao serviço do pequeno burguês

Se pode notar como o metrô de um esquema simpático da época soviética esta a transoformar para 2020 num monstruo, que vai devora-nos todos) Como sabem os meus letores estou em contra da hipertrofia de meu querido Moscou: a cidade ja esta sobrepoblada y a estamos a perder. Urgentemente temos de mudar a capital para o Oriente Extremo, sobre todo para salvar a cidade de Moscou.

O plano de 1935:

O plano de 1980:


O plano de 2020:


Um video para sentir a hora punta no metrô de Moscou:




четверг, 27 июня 2013 г.

Literatura russa inspira jovens criminosos de EUA

Projeto melhorou comportamento de reclusos de centro correcional

Os jovens reclusos em um centro correcional em Beaumont, Virginia, estão sendo incentivados a ler clássicos da literatura russa para ajudar a colocar suas vidas de volta nos trilhos. As aulas, organizadas pela Universidade da Virginia, tornaram-se tão populares que estão sendo usadas como um incentivo para o bom comportamento entre os detentos.
O criador do projeto, professor Andy Kaufman, espera introduzir clássicos da literatura russa em mais instituições correcionais, tanto na Virginia quanto em outros estados dos Estados Unidos. Segundo os relatórios das unidades, os presos estão lendo "Guerra e Paz", de Leon Tolstoi, mesmo fora das aulas. A bibliografia conta ainda com obras como “O Ladrão Honesto” e “Crime e Castigo”, de Fiodor Dostoievski, que também passou algum tempo de sua vida em uma colônia penal siberiana.
Na escola dos delinquentes juvenis de Beaumont, os funcionários relatam uma melhora acentuada no comportamento e nas habilidades sociais dos presos. Alguns inclusive se animaram a ingressar na faculdade, de acordo com o diretor Michael Hall.
Impressionado com os resultados do experimento de Kaufman, a Universidade da Virgínia lhe cedeu US$ 50 mil para expandir o projeto. O professor acredita que a literatura da Rússia ressoa com a vida nas prisões porque os autores russos fazem perguntas importantes, tais como: "Quem sou eu?”, “Por que estou aqui?” e “Dado que vou morrer, como devo viver?".