вторник, 3 февраля 2015 г.

Eterno retorno de stalinismo

Vocês acham que Putin se parece com Stalin?
O alvo do Ocidente no teatro de operações na Ucrânia é a mudança do regime em Moscou e como consequência o congelamento dos projetos russos da União Aduaneira/União Econômica Eurasiática. Também é importante moderar BRICS/OCX, que desafiam a hegemonia dos EUA.

Para atingir esse objetivo, de um lado, o Ocidente está interessado na escalada da guerra civil na Ucrânia (ajuda militar e financeira para Kiev) - assim, se consegue polarizar a sociedade russa. De outro lado, o Ocidente proclama uma guerra econômica contra a Rússia (sanções) - assim, se ativa o cisma das elites russas.

O cisma da sociedade e a das elites nas condições do déficit de recursos deve levar a Rússia para uma decadência (no pior dos casos: desastre da guerra civil e desmoronamento).

1. O cisma da sociedade

Não é suficiente que o Serviço Federal de Segurança (ex-KGB) junto com os cossacos disfarçados passe para o lado da oposição neoliberal (Navalniï/Khodorkovskiï). Também é necessária uma cena de multidão para os canais tipo CNN. Quem não veio para a Praça de Pântano em 2012 [1]? Quem não veio para a Praça de Manezh em 2010 [2]?

Para ativar esta galera se lançam os memes como "sovok", "horda", "basta de dar de comer ao Cáucaso" (em Moscou), "basta de dar de comer a Moscou" (fora de Moscou).

O cisma da sociedade se realiza:

- por via ideológica ("sovok/horda" vs "liberais/europeus")

- por via territorial (Moscou, as repúblicas étnicas, Sibéria [3])

A degradação intelectual pós-soviética só fomenta o crescimento do ódio mútuo e a radicalização da sociedade.

Por exemplo, um "cidadão irritado" publica em seu Facebook uma foto das portas a um pequeno parque memorial, dedicado ao dia 9 de Maio. As portas estão pintadas como a bandeira da URSS e a bandeira da Rússia. O "cidadão alerta" escreve vincadamente em inglês: "Back to the Future!" Seus amigos lhe respondem em comentários: "Há de disparar uma metralhadora contra essa bosta!".

Ou uma jovem nos informa sobre a apertura de uma exposição dedicada a Lenin "Mito de nosso líder amado" e sugere para os "iniciados": "Vocês sentem os cheiros de..."?

Ao mesmo tempo, se para os liberais "tudo está claro", os patriotas estão confundidos: "Cheiros de que? Qual re-sovietização? Onde vocês vêm o retorno de stalinismo? Na política do Banco Central? Nas reuniões ultraliberais do Fórum de Gaidar? E as privatarias contínuas de tudo - isso também é o retorno de stalinismo?".

1.1 Meme do eterno retorno de stalinismo 


Os patriotas perguntam: "Vocês acreditam seriamente que os numerosos monumentos dos últimos anos a Stolypin (primeiro ministro de Nikolaï II), Alexandr I (tsar, famoso por seu liberalismo), Brodskiï (poeta dissidente), Kolchak (líder do Exército Branco), até temos um monumento ao iPhone - sério vocês acham que tudo isso é "sovok" e "eterno retorno de stalinismo"?


Os liberais mais astutos respondem que "sim". "Stalinismo" em dado caso já não tem a ver com a URSS, o stalinismo é "tudo, que tem a ver com a história do estado na Rússia". A própria visão historicista já é um elemento de stalinismo! O culturólogo Vladimir Paperniï para explicar este fenômeno desenhou o modelo da oposição "Cultura 1 vs Cultura 2".

Conforme ao "preconceito" de Paperniï toda a história da Rússia é um círculo vicioso formado por 2 ciclos. Um ciclo é "criativo", orientado para o Ocidente, chamado "Сultura1". E outro ciclo é "obscurantista", orientado para o Oriente, chamado "Cultura 2".

Cultura 1
Cultura 2
A Rus’ de Kiev e de Novgorod
A Rus’ de Vladimir e de Moscou
Danylo da Galícia
Aleksandr Nevskiï
Ivã III
Ivã IV (o Severo)
Tempo de Dificuldades e Cisma da Igreja Ortodoxa Russa em XVII
Tsar Alekseï Mikhailovich, patriarca Nikon, Pedro I (?)
Aleksandr I
Nikolaï I
Aleksandr II
Aleksandr III
Lenin e os vanguardistas
Stalin e os realistas socialistas
Krushchov e o "Degelo"
Brezhnev e a "Estagnação"
Yéltsin
Putin

A Cultura 1 está caracterizada pelo cosmopolitismo, democracia, "criatividade", espalhamento, horizontalidade, futurismo, etc. A Cultura 2 está condenada ao chauvinismo, autocracia, "imitação", solidificação, verticalidade, historicismo, etc. 

Prestemos atenção que este conceito maniqueísta é extremamente eurocentrista, os fãs de tais oposições binárias passam por cima do fato que a Rússia sempre está nas condições de uma competição/guerra com o Ocidente e Oriente. Eles gostam das palavras "Nossa cultura se desenvolve através dos traços rápidos sob fogo do inimigo". Mas nem lhes passa pela cabeça a ideia, que este fogo pode ser dos Khazares, Cumanos, Cavaleiros teutônicos, Mongóis, Tártaros, Turcos, Polacos, Lituanos, Suecos, Japoneses, Europa de Napoleão ou Europa de Hitler. Eles em sério acham que a gente russa se autodispara mesmo (no Leste da Ucrânia são os milicianos os que bombardeiam suas cidades!). 

O público russo já esta tão acostumado ao modo de pensar maniqueísta (eslavófilos e ocidentalistas, mencheviques e bolcheviques, troskos e stalinistas, liberais e "siloviki", Cultura 1 e Cultura 2), que não faz sentido de republicar 4 vez na Rússia o livro de V.Paperniï [4]. 

Ironicamente este modo de pensar maniqueísta não é nem europeu/hegeliano/moderno. Ele não aceita nenhum projeto do desenvolvimento positivo da Rússia, ele condena aos intelectuais-maniqueístas a uma síndrome do pânico e suicídio. Assim, o dissidente esquizofrénico Yakov Krótov chega até sonhar com que Putin pode realizar um ataque nuclear contra a Rússia mesma! A Rússia como a conhecemos tem que ser destruída ou integrada à Europa Católica, República das Duas Nações, Terceiro Reich ou OTAN. 

Para entender a lógica da oposição russa temos que nos pôr no lugar de um dissidente-maniqueísta que vê o mundo com a óptica da luta entre a Cultura 1 e a Cultura 2. Neste caso "em sério" vamos descobrir, que o estalinismo/Mal/Cultura 2 estão presentes na Rússia moderna por todas partes: 

- Em 2000 foi devolvida a música do hino da URSS para o hino da Rússia; 

- Em 2000-2003 foi devolvida a bandeira vermelha para as Forças Armadas da Rússia (desde 2003 na bandeira vermelha aparece uma imagem da águia bicéfala, acompanhada pelas estrelas de cinco pontas); 

- Em 2003 foi inaugurado o arranha-céus neoestalinista "Triumph Palace", neoclássica outra vez vira uma moda; 

- Os antigos brands soviéticos cada vez são mais presentes (até as companhias estrangeiras marcam seus produtos com os brands da URSS, porque assim os compradores tem mais confiança: o soviético quer dizer de ótima qualidade); 

- Por toda a parte aparecem os pequenos museus (privados!) da nostalgia soviética. Há rumores da organização de um Instituto ou Museu da URSS em Uliánovsk; 

- O governo acentua seu apoio à maternidade desde 2007; 

- Em 2010 o novo prefeito de Moscou qualificou o projeto de Moscow-City como um erro urbanístico (Moscow City é um macaqueamento de Manhattan, o símbolo principal da Rússia neoliberal, o projeto prima da época de Yéltsin, cuja família é proprietária da metade da obra); 

- Em 2012 para a festa do Dia 9 de Maio Moscou foi decorado com as bandeiras vermelhas da Vitória; 

- No cinema russo o grado tradicional de antisovietismo baixa quase até zero ("Fortaleza de Brest", "Leyenda 17", "Gagarin, o primeiro no espaço", etc.); 

- Em 2013 foi devolvido o uniforme obrigatório para os alunos de escolas; 

- Em 2013 foi proibida a propaganda LGBT; 

- Em 2013 foi restaurada a homenagem de "Herói de Trabalho" 

- Restauração dos parques públicos: Gorki, Sokólniki, VDNKh. Construção do Parque Zariadie perto do Kremlin; 

- Cerimônia da apertura das Olimpíadas em Sochi em 2014 

- Restauração de 2 pavilhões na expo VDNKh para seu aniversário de 75 anos em 2014 (também foi devolvido o nome soviético VDNKh à expo, que na época dos 90 tinha outro nome, ninguém lembra qual). 

- Folclorização da cultura POP: Igor Rasteriaev, Alexandr F. Skliar, Vovós de Buranovo. Atualização do escritor nacional-bolchevique Eduard Limónov, a popularidade do presidente da Chechênia Ramzan Kadýrov (Limónov e Kadýrov são o "Id" do povo russo); 

- O interesse para todo o soviético vira um mainstream, igual ao culto quase oficial dos Romanov: são muito exitosas as exposições "Desenho Soviético", "Vênus Soviética", "Mito do líder amado", "Infância Soviética", etc.;

Putin como Alexandr III
Mas estas coisas, que mencionamos acima são só características formais do "stalinismo eterno". Ao nível de conteúdo o stalinismo volta como um "cesaropapismo" - lhes diriam os intelectuais liberais, queixando-se das "relações" entre a Administração de Presidente e a Igreja Ortodoxa Russa. A formação da "nova aristocracia" também é uma característica de "stalinismo" para os liberais, que não vem diferencia nenhuma entre o gerente de Stalin L.Kaganovich [5] e o gerente de Pútin R.Abramovich (famoso mundialmente). A confrontação com o Império de Bem (Ocidente) também é um dos sinais mais claros de "stalinismo". 




Claro, que para a esquerda ou aquelas pessoas que ainda lembram-se do passado soviético tudo isto é um ultraje. Obviamente as formas soviéticas que "voltam" já tem um conteúdo totalmente antissoviético. Trata-se do stalinismo que será o último refúgio de canalhas. O uniforme escolar na URSS sublinhava a importância social dos estudos, quando hoje na Rússia o uniforme escolar só deve mascarar a desigualdade terrível de rendas dos pais das crianças. Embora que os diretores ultimamente acudam ao ambiente soviético para suas series e filmes, eles obrigatoriamente continuam desmascarando os "crimes de stalinismo" (às vezes eles chegam até a escala épica da bobagem como o diretor mais famoso da Rússia Nikita Mikhalkov, vencedor de Óscar e um putinoide exagerado) [6]. A mesma Igreja Ortodoxa Russa parece que a única coisa que faz é lembrar aos russos sobre os "crimes" de Stalin e "perseguição da Igreja" na URSS. A alardeada restauração do Parque Gorki o fez inacessível para os Veteranos de Trabalho de todos os tempos (pelos preços de tudo dentro do parque).

Mesmo assim, achamos que há um elemento de verdade na ideia do "retorno do stalinismo". Perguntamos a um jovem designer de roupa, porque ele não quer ir embora da Rússia, se o centro do mundo para ele é Paris e "na Rússia não inventaram nada de nada". Ele responde que justamente agora ele começou se sentir em casa na Rússia. Putin para ele é um político absolutamente europeu, que morou a metade da sua vida na Alemanha e conhece a tradição europeia. Por que até a gente eurocentrista, embora na crise econômica, se sente justamente agora 'como em casa'? 
Medvedev como Nikolai II

Claro que não há retorno nenhum de stalinismo, senão do estado. Nos termos da teoria demógrafica-estrutural [7.] vivemos a fase da "reação tradicionalista" que segue depois da fase da crise/inovação e antes da fase da síntese. O retorno das formas soviéticas com conteúdo antisoviético - é uma reação tradicionalista à catástrofe dos anos 90. A superação do antissovietismo, que estamos esperando tanto na Rússia, poderia ser uma sinal de aproximação da fase da síntese. 

É interessante como está mudando a postura do Patriarca Kirill: há pouco, ele reconheceu a façanha de Zoia Kosmodemianskaya, que era uma mártir da luta da URSS contra a Europa Fascista. Se antes a Igreja Ortodoxa Russa repetia todos os dias as besteiras antissoviéticas do tipo: "Se Lenin pudesse se benzer, ele desapareceria como um diabo acabado", hoje a Igreja descobre na experiencia soviética aos mártires e o lado positivo do projeto da URSS! 

O problema é que a oposição maniqueísta não procura nenhuma "síntese". Daí vêm a alegria e a inveja pelo motivo de "Leninemoto" na Ucrânia durante os últimos anos (depois da revolução colorida em 2004 e hoje depois do golpe de 2014). Cada vez na Rússia são mais audíveis as palavras: Talvez Hitler não fosse tão ruim para a gente... O Maidan de Kiev atrai aos "revolucionários" que se auto-identificam com a "Cultura 1": Maidan como o triunfo da arcaização, pocilga no centro duma cidade europeia, liberdade desenfrenada de niilismo. Como disse o escritor satírico neoliberal Mijail Zhvanetski: "Há de achatar a Rússia...". 

Neste sentido o caso escandaloso das Pussy Riot (ao pé das letras "a rebelião da vagina") pode ser interpretado como uma rebelião de buraco da piscina "Moscou" [8.] contra o Templo de Cristo Salvador e contra o Palaço dos Soviets que deveria ser construido aí nos anos 30. A oposição insiste: o Templo tem que ser explodido! O Palaço dos Soviets nunca deve ser construido! Precisamos da piscina, do "espalhamento, horizontalidade, futurismo"! 


1.2 A superação do cisma


Achamos que o governo deve satisfazer esta demanda! Vocês precisam de "espalhamento" - aqui tem a automovilização dos últimos anos. Aqui tem a terra de graça no Oriente Extremo (o governo ofereceu 1 hectare por pessoa no Oriente Extremo de graça para frear a despovoação da região). A cidade de Moscou está se espalhando a cada dia - administrativamente absorvendo as terras da região de Moscou e de outras regiões. As cidades se conectam com as vias férreas de trens de alta velocidade. O governo joga os ministérios federais fora de Moscou - para o Oriente Extremo. O tema de mudança de capital também surge periodicamente. A Terceira Roma deve ser espalhada por toda a Rússia: vemos, que por todas partes se construem os Coliseus das Universíadas, Olimpíadas e Campeonatos. 

Nas condições da crises e compressão demográfica para evitar a catástrofe o grupo governante precisa da redistribuição dos recursos das elites para o povo e claro que há de se relacionar com a toda a delicadeza com nossa oposição doida de maniqueísmo. 

O compromisso, síntese entre a Cultura 1 e a Cultura 2 na situação atual ao nível dos símbolos poderia ser a mudança da capital para o Oriente Extremo, precisamente para a cidade Svobodni (ao pé das letras: Livre), onde se constroi o novo cosmódromo russo. Assim, as ideias originais russas do século XX, como o cosmismo ecológico e vanguardismo soviético poderiam se combinar com a necessidade prática da Rússia de desenvolvimento do Oriente Extremo e da Sibéria, refugio seguro dos russos no caso da repetição de "Drang nah Osten". 

Notas:

1. Os distúrbios protagonizados pela oposição neoliberal em 2012; 

2. Os distúrbios protagonizados pelos radicais da direita em 2010; 

3. O separatismo da Sibéria potencialmente pode virar um problema, porque a reorientação da Rússia para a China faz menos importante o papel centralizador de Moscou (orientado para a Europa); 

4. É interessante que o autor entendeu que seu conceito é bastante primitivo e até intentou escrever um ensaio "Cultura 3", mas ninguém se importa. 

5. Kaganovich foi super-efetivo, responsável por muitos projetos da infraestrutura soviética nos anos 30-40, depois de golpe de Krushchov foi expulso de poder e morreu em 1991 depois de ter passado 34 anos como um simples moscovita, era campeão de bairro de dominó, morava entre a gente normal. Achamos que hoje é impossível imaginar a nenhum político de mundo repetir tal biografia depois de ir embora de poder.

6. Como na época de Stalin no período de Putin surge o interesse ao tempo de Ivã IV, criador do imperio russo. Aparecem o livro "Um dia de oprichnik" de Vladímir Sorókin (2006) e o filme "Tzar" de Pavel Lungin (2009). Mas há muita diferença entre a obra genial de Serguei Eisenshtein, que analiza o mito de estado, e éstas sátiras vulgares, que impõem o mito liberal da Rússia.

7. A teoria demográfica-estrutural analisa as relações entre o grupo governante, as elites e o povo no marco dos ciclos econômicos e demográficos: crescimento, compressão, catástrofe, considerando também a difusão tecnológica e as agressões mútuas pela causa de expansão na busca de novos recursos. 

8. O templo de Cristo Salvador original foi explodido na época da revolução para constuir no centro de Moscou o Palácio dos Sovietes, o projeto ciclópico que foi parado pela Grande Guerra Pátria. Depois da morte de Stalin, Krushchov em lugar do Palácio dos Sovietes construiu uma piscina - a piscina "Moscou", que funcionava até os anos 90, quando foi restaurado o Templo de Cristo Salvador. 

Editado por Eduardo Consolo dos Santos e http://lang-8.com/

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суббота, 24 января 2015 г.

Sobre os meios russos em português


Como há pouca informação confiável sobre a Rússia em português, os meios de comunicação estatais da Rússia acabam sendo quase as únicas fontes. Ao mesmo tempo, os leitores às vezes ficam surpreendidos, lendo as páginas da Gazeta Russa ou Voz da Rússia, cujos textos com freqüência estão envenenados pela clássica russofobia.

Por exemplo, a Gazeta Russa (jornal estatal financiado pelo estado russo para promover a imagem positiva da Rússia!) constantemente copia os textos do Moscow Times - um jornal holandês, editado em inglês para os estrangeiros que moram em Moscou. A Gazeta Russa simplesmente traduz os textos sarcásticos contra a Rússia do Moscow Times e os publica com o dinheiro do estado russo! A Gazeta Russa chega até a re-publicar os textos dos meios extremistas, suspendidos na Rússia, como grani.ru

Registro este absurdo, monitorando também os materiais da emissora Voz da Rússia, onde trabalham uns "especialistas" estrangeiros que dedicaram toda sua vida ao incitamento do ódio contra a Rússia (mantendo os mitos negros de Holodomor, Gulag, etc.). Este trabalho da quinta coluna só é possível graças ao caos administrativo nas estruturas midiáticas do estado russo: não há nenhum controle sobre os redatores das páginas em línguas estrangeiras, porque os chefes não sabem tantas línguas para ler seus artigos e também porque os chefes põem os redatores incompetentes em seus lugares (só via à corrupção e não através do seu profissionalismo).

Além disso, admito, também, que os textos russofóbicos nos meios de comunicação estatais da Rússia refletem a esquizofrenia da elite russa, até agora composta tanto pelos estadistas pro BRICS/OCX como pelos liberais pro Consenso de Washington. Quero dizer que é possível que os chefes responsáveis pela informação amarela contra Rússia nos meios de comunição da Rússia aprovem tal trabalho de seus jornalistas. Em qualquer caso, eles devem responder por sua atividade subversiva perante a lei.

четверг, 15 января 2015 г.

O Leviatã deve ser destruído!


O filme russo "Leviatã" de Andrei Zvyagintsev parece ao caso da novela "Doutor Jivago" de Boris Pasternak. Ambas obras aparecem nas etapas da escalada da Guerra Fria, estão dirigidas para o público ocidental (são super premiadas no Ocidente [1.]), manipulam os estereotípos sobre a Rússia e mostram o quanto é absurda a vida no país. 

Ao mesmo tempo ambas obras-primas são financiadas pelo estado russo! Boris Pasternak foi um dos lacaios da elite soviética, reconhecido e beneficiado pelo "regime" igual a Andrei Zvyagintsev, cujos filmes (não rentáveis) estão financiados pelo Ministerio da Cultura da Rússia. Irónicamente o "Leviatã", que critica o "monstro" do estado russo, é financiado pelo próprio Leviatã, pelo próprio estado russo.

Obviamente no contexto do enfrentamento civilizatório o Ocidente quer ver a Rússia só do lado negativo. Como no cinema de hoje há gêneros de filmes lacrimongêneos "sobre judeus", "sobre gays", "sobre eutanásia", etc., vai surgir também o novo gênero - "sobre russos". Mas já não são thrillers primitivos da época dos 90 (violência, alcoolismo, miséria), são filmes muito mais sofisticados, que também mostram a Rússia como um pais sem sentido, cego, surdo, mudo, onde tudo é sofrimento e pecado.

O filme "Leviatã" fala com o espectador ocidental numa lúngua natural para o Ocidente. Em primeiro lugar vemos os estereotípos (vodka, balalaica, aparatchik), mas também aqui temos as cenas duradouras como Tarkovski, os interiores ao estilo Provans, as paisagens do Norte (onde na realidade mora só cerca de 7% da povoação [2.]). Tudo é como o espectador estrgangeiro imagina a Rússia, mas como não é na realidade. Até a história que inicialmente inspirou ao diretor não tem origens russas: a idéia do filme vem da tragédia de Marvin Heemeyer, um estadounidense que proclamou uma guerra ao estado motivado pela defensa de seus direitos.


Marvin John Heemeyer foi um soldador e dono de uma oficina mecânica. Em desacordo com uma disputa de zoneamento, ele armou um bulldozer D355A da Komatsu com camadas de concreto e aço e utilizou isto para demolir a prefeitura da cidade, a casa do prefeito, e outras edificações em Granby, Colorado. A revolta apenas acabou quando o veículo emperrou por conta de um problema mecânico, e Heemeyer se suicidou. [3.] 

Outras fontes da inspiração são o texto de Thomas Hobbes (um dos pais do liberalismo) e a história bíblica de Jó.

Segundo os autores do filme a obra deveria ser universal, falar de um conflito existencial entre o "estado" e um "homem pequeno", mas na realidade é um panfleto político, estilizado para os gostos de Ocidente. Isso poderia ser uma crítica se não fosse tão direito e simples, como em tiras de quadrinhos.

Mesmo assim, como dizemos na Rússia: "como é a vida, assim são as canções". A vitória do filme "Leviatã" é segundo êxito do cinema russo depois do reconhecimento mundial da "Guerra e Paz" [4.]. Mas se no filme soviético "Guerra e Paz" de 1956 vemos um estado forte e nobre, uma sociedade madura e sana, uma familia grande e maravilhosa, um homem heróico e profundo. No filme "Leviatã" de 2014 vemos um estado-merda, sociedade-merda, familia-merda e homem-merda [5.]...

Resumindo, gostaria de tranquilizar meus leitores um pouco: russofobia furiosa e niilismo desenfreado paradoxalmente são características muito russas, que vem de um complexo psicológico da certa parte de nossos intelectuais - estou falando em sentido exagerado da culpa, hipersensibilidade e inclinação para o suicídio, rejeição radical de qualquer injustiça como um imperativo moral. Quando nos apertam os sapatos, esquecemos de que nossos chapéus e abrigos nos aquecem muito bem. "Harmonia suprema não vale nem uma lágrima de criança torturada". Ao mesmo tempo os radicais estão dispostos pelo motivo mais miserável, quebrar a melhor harmonia e fazer chorar milhões.


1. O "Leviatã" ja ganhou o "Golden Globe" (EUA), um prêmio em Cannes, outro prêmio em Munique, terceiro em Londres, etc. É possivel que também ganhe uns Oscars. 

2. http://www.gks.ru/bgd/regl/b14_22/Main.htm

3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Marvin_Heemeyer

4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_e_Paz_(filme)

5. É engraçado que a gente do povoado, onde foi rodado o filme, acha este filme mentiroso. http://newsru.com/russia/13jan2015/levi.html

понедельник, 29 декабря 2014 г.

O tempo parou na Rússia - o país muda a sua pele?

Parece que a festa de Ano Novo é a festa mais integradora para os russos. O Natal não abarca a todos (muitos russos são ateus, muçulmanos, budistas, católicos, judeus). Infelizmente a festa do Dia da Vitória também está perdendo seu brilho por causa do antisovietismo totalitário dos últimos 40 anos, quando os grupos governantes de Gorbachov, a Cabeça Quebrada e de Yeltsin, o Bêbado apagando o passado soviético sem mesmo dar-se conta danificaram o núcleo do inconsciente dos russos: ficou questionada a Vitória. As novas festas, inventadas para substituir as antigas festas soviéticas, ainda não são convincentes para todos. Igual à síntese do grupo de Putin, que tentando combinar os discursos dos brancos e dos vermelhos, obviamente continua sendo mais pró-branco. Assim sendo o neutro Ano Novo ficou a maior festa do país.

O Ano Novo na Rússia tem sua tradição, que se formou na época da URSS, mas não tem fortes conotações políticas. O Ano Novo é todo um mistério das saladas e bebidas rituais, certos filmes na televisão (comédias, musicais), cheiro de tangerinas, árvores do Ano Novo (quase não dizemos "árvore de Natal") e a coisa mais importante é o discurso do líder da nação na véspera do Ano Novo. 

O presidente, ou seja, secretário geral do PCUS uns minutos antes do inicio do Ano Novo oferece um breve pronunciamento à nação e logo a gente olha no relógio principal da Rússia, que se encontra na Torre de São Salvador do Kremlin de Moscou, a gente conta os 12 últimos segundos e depois brinda, ouvindo o hino nacional. Comemos as saladas... e a gente corre para escrever os livros geniais, músicas e bailados, poemas e fórmulas matemáticas, para desenhar as armas supernovas, etc.

O Ano Novo é impossível sem o relógio da Torre de São Salvador. Este relógio não só marca as horas e os anos novos, mas também marca as épocas. Assim, no início da época de Pedro, o Grande, o relógio que marcava tempo para o Tsarado de Moscou, foi trocado por um novo relógio, que marcaria passo do tempo para o Império Russo de Pedro.


Se o relógio dos tsares era tradicional, com letras em vez de números (17 letras segundo a máxima duração do dia em verão), o novo relógio do imperador Pedro I já os tem, é um relógio holandês (Pedro modernizou o país ao estilo holandês).

Com Pedro começa o período de São Petersburgo, o alto tempo dos Romanov, quando o país no início do século XX quase virou uma colônia do Ocidente. Na época de Catarina, a Grande um prefeito de Moscou até instalou na Torre de São Salvador um relógio, que cantava a canção alemã "Oh du lieber Augustin"! Que vulgaridade e macaqueamento! Mesmo típico para Catarina II. Como disse Pushkin, "a imperatriz perversa perverteu seu império".

O relógio atual foi feito na Rússia, é do governo de Nikolai I, um dos melhores tsares dos Romanov, que enfrentou o segundo "Maidan" da Rússia - a Revolta Dezembrista de 1825 (o primeiro Maidan foi o Período de Distúrbios de 1598-1612), mas Nikolai I não conseguiu modernizar o país, embora que quisesse disciplinar as elites. Desde Nikolai I o carrilhão duas vezes por dia tocava as melodias da "Marcha do Regimento Preobrazhenski" e "Сomo é glorioso nosso Senhor em Sião" de D.Bortnianski. A "Marcha do Regimento Preobrazhenski" chefiado pessoalmente pelos imperadores passava a idéia do serviço da nobreza ao estado e o hino religioso legitimava a monarquia.

Lamentavelmente a nobreza não era fiel e levou o país para o terceiro "Maidan", para a revolução de 1905-1917.

Em 1917 mais uma vez o tempo parou no Império. O relógio da Torre de São Salvador deu errado por um míssil dos bolcheviques, que estavam tomando o Kremlin. Não é de se estranhar que depois de subir ao poder Lenin adivinhasse: "É necessário que este relógio comece a falar nossa língua". Assim o relógio começou a tocar "A Internacional".

Mas "A Internacional" era pobre demais para ser "nossa língua" - depois de expulsar os demônios da Revolução Stalin, o Grandíssimo quer modificar o relógio para tocar o "Hino da URSS" de 1943. Mas este projeto não deu certo, só tiraram "A Internacional".

Os demônios expulsos por Stalin voltaram com Gorbachov e possuíram Yéltsin. Vocês já entendem que cada vez quando a Rússia entra nos tempos de anarquia, o relógio de São Salvador muda de alma e fala uma língua própria da época. No desenvergonhado período de Yeltsin nosso São Salvador cantava as melodias da ópera "A vida pelo tsar".

Putin acabou com esta zombaria e recuperou o hino estalinista, só mudou a letra (o poeta que escreveu a nova letra "desestalinizada" foi o mesmo senhor que tinha escrito a letra para Stalin) e desde 2000 São Salvador canta para a gente a melodia do hino da URSS, só está proibido pronunciar as palavras. A letra é nova, mas ninguém quer aprendê-la, nem esportistas mesmos. Cantamos baixinho a letra antiga.

Na véspera do Ano Novo 2014 não vamos ver nosso São Salvador. É simbólico que justo nestes dias, quando damos de cara com um enésimo Maidan em nossa história o grupo governante volta a trocar a alma da Torre de São Salvador. Faz umas duas semanas a Torre de São Salvador foi coberta com andaimes. 

Esperamos que se acabe o tempo de um Putin Bonzinho e que comece o tempo de um Putin, o Severo (como foi no caso de Ivã, o Severo, que gobernou o país depois de um desastre da oligarquia e também tinha 2 fases em seu governo. Sua alcunha esta traduzida erroneamente como "o Terrivel" - justo pela característica da segunda fase de seu reinado, quando ele virou "o Severo" para a nobreza).

Esperamos que o carrilhão renovado não comece a cantar "A vida pelo tsar", nem "A Internacional", cujas melodias fundem em "Oh du lieber Augustin".

Acreditamos que a maioria dos russos depois de ouvir 12 golpeias de carrilhão (ele vai ser virtualizado com lazeres) faceemos um desejo comum - o desejo de uma revolução desde cima e não de um golpe orquestrado pelas elites. Depois da Criméia o grupo governante de Putin recebeu um crédito real do povo, mas as taxas de juros são altas e o grupo governante de Putin tem que trabalhar duro para sobreviver. Agora suas vidas e honras como nunca dependem do povo.


Editado por Eduardo Consolo dos Santos

суббота, 27 декабря 2014 г.

Anel de Ouro: Yaroslavl


Yaroslavl, 270 km de Moscou.

Foi uma cidade sumamente importante na época, quando a principal rota comercial da Rússia era "Mar Branco - rio Volga - Mar Cáspio". Naquele tempo, a Rússia ainda não tinha saída para o Mar Báltico. 

Assim pela Rússia os holandêses e inglêses podiam ter os negócios com Pérsia (as famosas tulipas holandêsas são da Pérsia!). E a cidade de Yaroslavl era a capital econômica deste comércio internacional. As igrejas de Yaroslavl tem muitos motivos orientais: os campanários parecem minaretes, as igrejas estão decoradas com azulejos: pela mesma influência persa. São tantas igrejas, que pela abundancia das cúpulas a cidade parece um feixe de rabanetes!

A cidade era tão importante para os negócios, que os estrangeiros nem sempre tinham tempo para visitar Moscou, porque o período da navegação era só de 2 meses. O Mar Branco (pelo qual eles chegaram à Rússia) é chamado assim porque quase sempre está congelado. Agora vocês entendem porque a Rússia desde Ivã IV queria sair para o Mar Báltico e para o Mar Negro? O Mar Branco (ou seja Congelado) não era suficiente! Neste sentido, os bálticos e os poloneses historicamente foram parasitas da economia russa (sendo intermediários desnecessários no negócio entre a Rússia e Europa). Por isso, mesmo hoje estes países limítrofes são tão importantes para os EUA, como uma ferramenta de separação da Europa da Rússia.

O centro histórico de Yaroslavl é considerado como um patrimônio da humanidade pela UNESCO. Embora que o centro não tenha coisas geniais tipo São Basílio da Praça Vermelha de Moscou, tem uma atmosfera provinciana dos prédios de 2 a 3 andares, subidas e baixadas, ruas pequenas, etc. É muito bacana.

Não se esqueçam do rio Volga! É impressionante!

Igual que a história de Yaroslavl: a cidade foi a capital da Rússia na época de revoltas do século XVII, quando Moscou aceitou o poder dos poloneses. Yaroslavl protagonizou a Guerra Civil depois da Revolução Russa e tem muitas histórias para contar!

Aqui tem mais fotos de Yaroslavl em meu grupo de facebook "Moscou em português": 

четверг, 25 декабря 2014 г.

A origem do brasão da Rússia

É curioso o fato de que os eurasianos questionem a versão geral da origem do brasão da Rússia. É que a águia bicéfala aparece nas moedas da Horda de Ouro já no século XIII - deste jeito o símbolo pode ter passado para a Rússia através dos mongóis no século XIII e não dos bizantinos no século XV (como acham os historiadores convencionais).
É possível que os mongóis tenham obtido este símbolo do Império Bizantino, assim como também é verosímil que o símbolo seja originalmente dos mongóis.
Contudo faria sentido que na época da queda simultânea de Constantinopla e da Horda de Ouro o governador da Rússia Ivã III se aproveitasse da situação e oficialmente pegasse o "bastão" da águia bicéfala dos bizantinos, formulando de tal jeito a ideia da Rússia como Terceira Roma, herdeira da Roma e de Constantinopla. A Turquia naquele tempo recebeu dos bizantinos sua lua e estrela (que foram o brasão de Constantinopla).

As primeiras imagens da águia bicéfala vêm do 3º milênio a.C. nas terras do Império Hitita. Há registros mostrando que os hunos também usavam a águia bicéfala em suas bandeiras (séculos II-V).

понедельник, 15 декабря 2014 г.

metrô de Moscou: monumento ao "Super-Homem" Soviético


Todo mundo sabe que o Metrô de Moscou Lenin é o museu mais barato e mais popular da capital russa (cerca de 12 milhões de amantes da arte comparecem ao metrô por dia). A entrada custa menos de US$ 1,00/um dólar e você pode permanecer das 06:00 às 01:30!

Sim, ficamos aqui das 06.00 até a 01.30. É isso mesmo, moramos no metrô! 

Assim, é normal conhecer uns aos outros no metrô para logo se casar. Durante a Grande Guerra Patriótica as mulheres davam à luz no metrô, refugiadas dos bombardeios do fascismo europeu por baixo da terra.

Entre as 200 estações umas 50 são verdadeiras obras de arte que representam o gênio dos povos da URSS e o período heroico dos anos 30-50. O projeto do Metrô de Moscou era um dos principais projetos da industrialização estalinista, igual à Estação Hidroeléctrica Dniépr, a Planta Metalúrgica em Magnitogorsk, MMC Norilsky Nickel, etc. - as empresas que até agora mantêm vivo o espaço pós-soviético. 



Claro, nosso metrô é um templo do "comunismo russo", cujas ideologemas hoje para algumas pessoas podem parecer obsoletas e, pelo contrário, para outras pessoas são super atuais. Ao mesmo tempo é uma obra-prima da arte da engenharia, arquitetura e desenho. Cada decímetro quadrado do metrô é importante por sua mensagem, tudo foi bem pensado: o chão, as paredes, o teto, as lustres, o efeito da iluminação, etc.

Os críticos podem dizer que o metrô de Moscou é clássico demais, coletivista, totalitário (como a igreja) que não vemos aqui nada individual, nada íntimo, romântico, burguês.

Só podemos rir desses vulgares reproches. Por trás de cada mosaico, afresco, estátua está escondida uma tragédia ou anedota. O problema é que seu guia, contratado por uma agência parasita, não tem tempo para lhes contar tais histórias.

Por exemplo na estação "A Praça da Revolução" vemos 76 estátuas de bronze, que representam o desenvolvimento da Revolução Russa dos anos da Primeira Guerra Mundial através da Guerra Civil até o período da reconstrução do estado renovado. Nesta estação a gente supersticiosa costuma tocar o focinho de cão da estatua de um Guarda de Fronteiras, acham que isso pode trazer sorte. Por isso o focinho ficou polido e brilhante e como a maioria dos supersticiosos são estudantes da Universidade Bauman, o cão é conhecido como o cão de Bauman. Bauman é bastante famoso, não vou falar dele.

Quero lhes informar que cada uma das 76 estátuas também tem sua história pessoal!

Assim, para a estátua de um Marinheiro Sinalista posou um tal Olimpii Rudakov, naquele tempo simples marinheiro. Na época da Grande Guerra Patriótica Olimiii Rudakov virou assistente de capitão, mas foi condenado à morte igual a seu capitão por não ter ido embora por último de seu barco durante o naufrágio. A pena de morte foi trocada pelo serviço num batalhão penal da artilharia. Em um ano ele recuperou sua honra e voltou a ascender até asistente de capitão.

Depois da guerra o cara continuava sua carreira e até foi eleito para representar a URSS na cerimônia da coroação da rainha do Reino Unido Isabel II! A anedota diz que o piloto inglês mandado para nosso barco para estacioná-lo no pier estava bêbado. Por isso Olimpii Rudakov rejeitou seus serviços e ancorou seu cruzador a grande velocidade independentemente.

Os ingleses ficaram muito surpreendidos com a habilidade do capitão soviético. Isabel II o condecorou antes de atender aos almirantes de outros países! Alem disso, o escolheu para a primeira dança. O cara era legal!

Igual ao protótipo para a estátua de um estudante, que está lendo um livro. Campeão no salto em altura, Arkadi Guidrat desapareceu durante a guerra, sua mulher até a morte visitava a estação da "Praça da Revolução" para se encontrar com seu marido, trazendo flores e sua filha, que tinha visto seu pai pela última vez, quando tinha 4 anos.

Há pouco a filha do campeão recebeu as notícias oficiais da morte de seu pai. Seu corpo foi encontrado só 59 anos depois de sua morte pelos escavadores entusiastas, perto de Leningrado.

Arkadi Guidrat morreu no inferno das Alturas de Siniávino, protegendo um setor de 10 km, que foi o lugar mais vulnerável da defesa da cidade-herói.

São apenas 2 historias pessoais de uma só estação, imaginem quantas mais temos!